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Estudo aponta os desafios para setor financeiro este ano

Estudo aponta os desafios para setor financeiro este ano

Elaborado pela KPMG, o estudo diz que agenda regulatória será intensa para o sistema financeiro

A privacidade de dados, crimes financeiros, controles e governanças de riscos, processos de compliance, gestão de crédito, segurança cibernética, ética e conduta, proteção a consumidores, e capital e liquidez são os temas que afetarão as instituições financeiras no decorrer deste ano, segundo a pesquisa internacional realizada pela KPMG.

Segundo Lucio Anacleto, sócio-líder da prática de Contabilidade e Risco Financeiro da KPMG no Brasil, a maioria dos temas presentes no relatório que analisa o cenário regulatório do setor financeiro nos Estados Unidos também está na agenda do setor no Brasil.

O grande desafio em nosso país é a regulação de open banking e das plataformas para pagamentos instantâneos, diz.

“Porém, temos que ressaltar que os programas de prevenção e lavagem de dinheiro no Brasil passaram por transformações nos últimos cinco anos, desta forma os normativos trouxeram mais elementos de análise e procedimentos a serem aplicados pelas instituições financeiras”, afirma.

Segundo estudo, a agenda regulatória será intensa para o sistema financeiro este ano, principalmente, para as grandes empresas do mercado, com previsão de aumento de capital para aqueles que preveem crescimento de ativos.

O levantamento aponta ainda que esse novo cenário possibilita que novas instituições possam migrar do modelo de serviços financeiros para um de serviços tecnológicos.

De acordo com a pesquisa, os prestadores de serviços financeiros devem manter a governança e controles dentro da uma estrutura de gestão de risco para a fluidez da agenda.

Questões sobre fortalecimento das práticas de gestão de risco e, principalmente, tecnologia de informação e governança de dados, segundo o estudo, são os pontos de maior preocupação, pois sem uma regulamentação de privacidade o mercado continuará com uma lacuna nessas questões.

No Brasil, enquanto não entrar em vigor a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), ainda podem surgir questionamentos pelos agentes do mercado quando à implementação da lei, ressalta Philipe Moura, sócio-diretor de regulação da KPMG no Brasil.

Segundo ele, existe ainda uma expectativa com relação aos trabalhos da Agência Nacional de Proteção de Dados, que foi criada pela Medida Provisória 869/18, mas que ainda não saiu do papel.

Além disso, o Banco Central publicou o ano passado a Resolução 4.658. “Essa norma referente a política de segurança cibernética e requisitos para contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados e de computação em nuvem entrará em vigor em 2021 gerando obrigações adicionais às empresas reguladas junto ao BC”, explica.

 

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