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O dilema da escolha do banco de dados

O dilema da escolha do banco de dados

Cada empresa tem seus próprios desafios, metas e necessidades e não há uma recomendação de tamanho único para selecionar um banco de dados

(*) Franco Rizzo 

 

 O termo "nuvem" é tão onipresente que significa coisas diferentes para todos. Para isso, vamos defini-lo em relação à infraestrutura: a nuvem é a capacidade de auto provisionamento de um subconjunto de computação disponível / rede / armazenamento para atender uma necessidade de negócio específico, por meio da virtualização (IaaS).

 No que diz respeito às aplicações, a nuvem é baseada em browser, acesso a um aplicativo (SaaS), e, mais importante, o modelo de consumo é baseado no pagamento de acordo com o consumo desses serviços. Essa característica causou grande perturbação nos modelos tradicionais de tecnologia.

 Ocorreu uma mudança de paradigma na tecnologia cliente-servidor. Assim como o mainframe se transformou para o modelo de mini computação, que o levou ao modelo cliente-servidor, cloud computing e Amazon Web Services (AWS), a capacidade da nuvem de estar onipresente é a próxima fase na evolução da TI. Nesta etapa, os aplicativos, dados e serviços serão movidos para a ponta do data center corporativo.

 Muitas opções para o CIO que deseja diminuir o gasto com TI e reduzir os riscos

 

  • Deslocar o orçamento e funcionalidade direta para os negócios (Shadow IT) e capacitar o uso de opções públicas da nuvem
  • Mudar para um serviço gerenciado, com nuvem privada
  • Criar uma nuvem privada com capacidade de expansão para nuvem pública (ou seja, nuvem híbrida)
  • Mudar 100% para um provedor de nuvem pública gerenciado com um departamento de TI menor

 Cada uma das opções listadas acima vem com prós e contras. Com todas as alternativas de banco de dados disponíveis, pode ser difícil determinar qual é a melhor solução para uma empresa.

 As questões mais importantes e que devem ser levadas em consideração são o desempenho, a segurança e a conformidade. Então, quais as melhores práticas para estratégias de gerenciamento de banco de dados para cada opção de implementação para gerenciar essas prioridades?

 Vamos examinar, brevemente, cinco casos de uso para implementar uma estratégia de banco de dados corporativo:

 

  1. On premise / nuvem privada

 Um dos principais cenários de implementação de banco de dados é aquele em que a empresa terá controle sobre seu próprio ambiente. Essa questão pode ser personalizada para as necessidades específicas de negócios e, por isso, aumenta a confiança na segurança da solução já que o time de TI e os CIOs têm o controle.

 A relação entre onde o cliente se encontra e onde seus dados estão agrupados pode afetar o legado das aplicações. A latência, por exemplo, pode ser um problema se os usuários estiverem em partes diferentes do globo em relação à empresa e, com todos acessando dados através de dispositivo móveis, a experiência acaba se tornando ineficiente.

 Antes de migrar para um banco de dados on premise / nuvem privada, é importante examinar o ROI esperado - se a linha de tempo do ROI estiver mais de dois ou três anos no futuro, essa opção pode ser justificada, mas lembre-se que essa linha de tempo pode não se aplicar a todas as organizações.

 

  1. Nuvem híbrida

 Uma nuvem híbrida é flexível e personalizável, o que oferece aos gerentes a escolha entre elementos de nuvens públicas ou privadas de acordo com a necessidade. A maior vantagem da nuvem híbrida é a capacidade de fazer expansão. Uma ação que pode ser executada através de aplicações locais pode experimentar aumento do volume de dados durante um determinado período de mês ou ano. Com o modelo híbrido, é possível expandir para a nuvem somente quando necessário, sem adquirir capacidade extra que, normalmente, ficaria sem uso.

 Uma nuvem híbrida permite que uma empresa auto gerencie um ambiente sem depender demais da TI e oferece flexibilidade de implementar cargas de trabalho – de acordo com as demandas do negócio.

 Mais importante ainda, a recuperação de desastres é construída em uma solução híbrida e, assim, remove uma preocupação chave. Uma organização pode mitigar algumas restrições da soberania de dados e leis de segurança com uma nuvem híbrida; alguns dados podem permanecer locais e alguns podem entrar na nuvem.

 

  1. Nuvem pública

 A principal vantagem da nuvem pública é sua escalabilidade quase infinita. Seu modelo de custo também é uma vantagem, com o benefício “pay as you go”. Ele agiliza o go-to-market da empresa e oferece a capacidade de utilizar aplicações mais recentes (o que se torna um desafio, como o legado da nuvem).

 Como na híbrida, a dispersão também pode ser um problema na nuvem pública. Sem uma estratégia para gerir e controlar a plataforma, os custos podem ser espirais. Mas tenha em mente que a nuvem pública pode abrir a porta para Shadow IT, criando um problema de segurança.

 

  1. Appliances Database

 Tradicionalmente, esta é uma solução gerenciada por um fornecedor ou em um data center. Existem muitas empresas que fornecem esta solução. Usar um fornecedor para controlar a solução completa pode oferecer ganhos de desempenho e suporte.

 No entanto, isso também pode ser uma desvantagem, já que liga a empresa a um único fornecedor e os bancos de dados baseados em dispositivos tendem a ser um nicho, uma opção de caso de uso específico. A escolha dos fornecedores é um processo essencial para garantir que a parceria funcione de forma eficiente no presente e no futuro.

 Os appliances para bancos de dados, devido à sua natureza especializada e específica de tarefas, são caros. Eles podem ser rentáveis ao longo do tempo se forem implementados adequadamente.

 

  1. Banco de Dados Virtualizado

 Uma vantagem da virtualização é a capacidade de consolidar múltiplas aplicações em um determinado hardware, o que leva a custos mais baixos e a um uso mais eficiente dos recursos.

 A capacidade de dimensionamento é construída em um ambiente virtualizado e a administração é simples, com um número de ferramentas existentes para administrar um ambiente virtualizado.

 Com a virtualização, a aplicação de patches pode ser, algumas vezes, um problema, com cada OS operando sobre um Hyperviso, a TI precisa aplicar o patch sobre cada VM separadamente e em cada segmentação do ambiente.

 É melhor planejar um Capex inicial mais alto, porque o custo de instalar um banco de dados precisa ser contabilizado. Uma empresa pode optar por uma solução de código aberto como o KVM, mas essa solução muitas vezes exige despesas adicionais de configuração.

 Selecione o banco de dados correto

 Como você pode ver, selecionar uma opção de implantação não é uma questão trivial. Portanto, como pode um CIO mitigar o risco de escolher um sobre o outro? O custo não pode ser o único condutor. Assim como o mainframe finalmente levou à nuvem, as empresas podem encontrar sucesso se puderem ativar o caminho simples de bancos de dados legados em uma nuvem privada com APIs para a pública.

 Cada empresa tem seus próprios desafios, metas e necessidades e não há uma recomendação de tamanho único para selecionar um banco de dados. Examine cuidadosamente sua própria infraestrutura, bem como as expectativas de ROI, metas de negócios de longo prazo, leis de soberania, recursos de TI e alocação de recursos para determinar qual desses bancos é o mais adequado para sua empresa - agora e nos próximos anos!

 (*) Arquiteto sênior de pré-vendas da TmaxSoft

 


 

 

 

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