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Solucionando o multibilionário problema da prevenção de fraudes

David Vergara, diretor de Marketing de Produtos de Segurança da OneSpan David Vergara, diretor de Marketing de Produtos de Segurança da OneSpan

As instituições financeiras necessitam de uma abordagem profundamente inovadora, que permita a extração de um grande volume da dados através de múltiplos canais

David Vergara (*)

Os bancos estão lutando contra o multibilionário problema de prevenção de fraudes. Nessa batalha, as instituições financeiras (IFs) aumentam todos os anos seus investimentos na expectativa de reverter esse quadro. Assim, esperam registrar uma queda nas fraudes, mas a realidade é justamente oposta. As fraudes aumentam, bem como como os investimentos para combatê-las e esse parece ser um círculo vicioso inquebrável.

A tecnologia é frequentemente a primeira linha de defesa dos bancos contra fraudes. Uma pesquisa da Juniper sobre fraudes em pagamentos online aponta que comerciantes e IFs investirão US$ 9,3 bilhões por ano em ferramentas de detecção e prevenção até 2022. Uma grande parte do problema é que essas empresas têm ambientes de computação muito complexos que crescem e se tornam mais complexos ainda na medida em que incorporam novas tecnologias. Como resultado, esses ambientes se tornam cada vez mais difíceis de serem defendidos.

Outro problema é a superposição de soluções. Mais de cem fornecedores vendem soluções de segurança para esses segmentos, com uma imensa variedade de ofertas e propostas semelhantes de valores. A escolha já é um desafio em si, a aprovação pode levar mais de um ano, a implementação seis meses ou mais e as soluções não são desenhadas para trabalharem juntas.

Para enfrentar os desafios e dar um fim às perdas de bilhões de dólares em fraudes a cada ano, as IFs necessitam de uma abordagem profundamente inovadora, que permita a extração de um grande volume da dados através de múltiplos canais e que possa detectar fraudes em tempo real.

Além disso, é necessário expandir o emprego de Inteligência Artificial e machine learning, análise de riscos e comportamental, além de biometria para reduzir fraudes, assegurando ainda o cumprimento à legislação e aumentando o crescente número de serviços financeiros online, ao construir uma confiança junto aos consumidores dos canais digitais.

Outra necessidade das IFs é buscar plataformas abertas que permitam às APIs (application program interfaces) se conectarem em tempo real com fontes de dados de terceiras partes, permitindo decisões imediatas, defendendo melhor os consumidores contra fraudes, impulsionando os negócios e protegendo a integridade da marca.

Como o relatório de setembro de 2107 do Aite Group apontou, “a chave para disponibilizar com sucesso essas tecnologias sem interferir na qualidade da experiência do usuário está nas soluções integradas, não lineares. Qualquer dificuldade deve ser proporcional ao risco da transação”.

A prevenção de fraudes exige alinhamento com as mais recentes tecnologias que permitirão às instituições financeiras evitar e minimizar os esquemas fraudulentos já existentes e os que surgem rapidamente. Ao entregar uma experiência consistente, robusta e com uma interface apropriada através dos canais digitais, as IFs continuarão a aumentar suas receitas, trazendo rapidamente ao mercado novas soluções e superando as expectativas dos consumidores, o que leva a uma maior utilização dos serviços, além da fidelização à marca.

Tudo isso deve ser feito em um ambiente em que os bancos buscam estar à frente dos competidores empregando soluções novas e diferenciadas. Muito está em jogo, além do alto custo das fraudes. A reputação de um banco é algo crítico para o seu sucesso.

Implementar uma solução de segurança com base na análise de risco é uma das melhores maneiras de se manter uma boa reputação junto aos consumidores, diminuir a incidência de fraudes e também atender regulamentações cada vez mais severas.

(*) Diretor de Marketing de Produtos de Segurança da OneSpan

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