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Como a geolocalização está transformando o setor financeiro

Rafael Rossi, executivo de finance & telco da In Loco Rafael Rossi, executivo de finance & telco da In Loco

A tecnologia ajuda a descomplicar processos burocráticos, personalizar o atendimento e evitar fraudes

Rafael Rossi (*)

Há aproximadamente três anos, o universo bancário começou a viver uma das maiores transformações da década com o surgimento dos bancos digitais, mais conhecidos como fintechs. O modelo financeiro do país está vivendo uma verdadeira revolução, diversas soluções estão sendo desenvolvidas em startups e também nos players tradicionais do mercado. O que estamos vivendo é uma verdadeira transformação digital, com necessidade de soluções que proporcionem facilidade de uso, rapidez na prestação de serviços, custo acessível e mais segurança.

Segundo uma pesquisa da Febraban, em parceria com a Deloitte, os investimentos e despesas em tecnologia feitos pelo setor financeiro no Brasil subiram 10%, puxadas pelas operações nos canais digitais, que aumentaram 30% e já somam 58% de participação. O mobile banking consolidou-se como o preferido dos brasileiros e representa mais de um terço das operações bancárias realizadas em 2017. No total, foram realizadas 25,6 bilhões de transações pelo mobile banking no último ano – 38% a mais que em 2016.

Neste contexto, entra a tecnologia de geolocalização que está ajudando tanto empresas quanto consumidores a descomplicar processos, antigamente extremamente burocráticos e também enviar ofertas, informar a localização de agências, oferecer descontos, personalizar o atendimento, além de cuidar da segurança dos clientes atuando na prevenção de fraudes.

Vou dar um exemplo prático: hoje em dia, os consumidores conseguem solicitar um cartão de crédito ou abrir uma conta digital com apenas alguns toques em seu dispositivo móvel, graças à tecnologia. Porém, ainda há um processo burocrático de verificação de endereço e confirmação dessa informação que são exigidos por órgãos regulamentadores brasileiros.

Um solução para este problema é o uso de dados de localização dos possíveis clientes. A partir da inteligência dos dados de localização do cliente é possível confirmar se o endereço que ele informou é realmente o local de sua residência. Assim facilitando o onboarding do usuário no banco e evitando o processo de evasão dessa pessoa. Para o cliente é benéfico, pois consegue a aprovação rápida e o início de sua relação com a empresa.  

A geolocalização também pode ser usada na prevenção de fraudes de usuários. Por exemplo, a pessoa está na cidade de São Paulo, usando seu smartphone, mas acontece uma transação no seu cartão de crédito em uma loja em Belo Horizonte ou então em um bairro na cidade de São Paulo no qual ele não costuma frequentar. O banco cruza as informações, identifica uma possível fraude e, em vez de autorizar a compra imediata, envia um alerta para o usuário perguntado se ele confirma a compra ou desconhece aquela transação, assim evitando um prejuízo, em tempo real, para o cliente e para a entidade financeira.

Só para se ter uma ideia, de acordo com a instituição financeira ACI Worldwide e a empresa de pesquisas Aite Group, no mundo, 54% dos consumidores exibem ao menos um comportamento de risco – como manter a senha próxima ao cartão bancário –, e 30% dos titulares de cartão já foram vítimas de fraude.

O que estou querendo mostrar é que geolocalização quando usada de forma correta pode beneficiar tanto consumidores quanto empresas. Porém, é importante ressaltar que todo uso de dados de localização deve estar de acordo com a privacidade dos usuários. As empresas vão ter que solicitar aprovação dos clientes para este tipo de uso da tecnologia e cabe ao usuário aceitar ou não. Mais importante que isso é que as empresas usem os dados dos clientes de forma transparente, sempre deixando claro quais informações estão sendo utilizadas e com qual finalidade. O que torna o uso da tecnologia de geolocalização ainda mais segura e conveniente para os usuários.

Por fim, hoje em dia, o smartphone é peça essencial do dia a dia de milhares de brasileiros. Boa parte da população já possui o app de sua instituição financeira instalado no seu dispositivo, seja para consultar saldo ou realizar transações, e nada melhor que otimizar a  segurança do seu dinheiro com a sua localização geográfica em tempo real, não é mesmo?

(*) Executivo de finance & telco da In Loco

 

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