Blockchain - Executivos Financeiros - Executivos Financeiros http://executivosfinanceiros.com.br Mon, 24 Sep 2018 18:59:57 +0000 Joomla! - Open Source Content Management pt-br Cresce globalmente o uso de blockchain em várias aplicações http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6385-cresce-globalmente-o-uso-de-blockchain-em-varias-aplicacoes http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6385-cresce-globalmente-o-uso-de-blockchain-em-varias-aplicacoes Cresce globalmente o uso de blockchain em várias aplicações

Gastos com a tecnologia baterão em US$ 2,1 bilhões até o final do ano, segundo IDC

O uso de tecnologias que ajudam a proteger as transações digitais tem se tornado prioridade para as empresas, principalmente, quando estão relacionadas à descentralização de dados, como o blockchain, um sistema de alta proteção que é utilizado para guardar e registrar informações de forma segura, impossibilitando a invasão de hackers. Um levantamento realizado pela IDC (International Data Corporation) apontou que até o final do ano serão gastos US$ 2,1 bilhões no desenvolvimento de produtos e serviços, utilizando o blockchain. Porém no Brasil, essa ferramenta precisa ganhar mais visibilidade, pois, das 4.200 startups entrevistadas, apenas nove já estão aplicando essa tecnologia nos negócios.

Uma pesquisa realizada pelo Criptomoeda.org, também apontou que as instituições que mais empregam os recursos do blockchain se encontram na América do Norte. Os EUA ocupam o primeiro lugar no ranking dos países que mais utilizam essa tecnologia, já o Brasil ocupa a 11ª posição.

Criada em 2008 por Satoshi Nakamoto, mesmo criador da bitcoin (moeda virtual), a ferramenta começou a ganhar visibilidade por ser a principal tecnologia de segurança por trás das criptomoedas e, posteriormente, também passou a ser aplicada em outros negócios, nas áreas da saúde, em universidades, em bancos e, até mesmo, em corretoras.

O blockchain é visto pelo Fórum Econômico Mundial como uma tecnologia que vai mudar o futuro. Para Everton Andrade, sócio e Diretor de Operações da Web Estratégica - consultoria de marketing focada em performance de negócios no mundo digital -, o blockchain vem impactando o mercado financeiro, principalmente por causas das criptomoedas, onde está a sua maior base, por mudar a forma como o dinheiro é transacionado, ajudando nas negociações, sem causar uma grande revolução. “Ainda há muito a ser discutido e evoluído para alguma coisa concreta acontecer. O mercado financeiro é sempre muito cauteloso quanto ao uso de novas tecnologias, devido à falta de segurança que elas podem representar”, comenta Andrade.

Uma das principais vantagens do blockchain está nas informações descentralizadas. Também conhecida como uma corrente de dados, as informações são armazenadas em blocos de dados. Quando um novo bloco é criado, ele ganha uma hash, que é uma assinatura digital própria, e também carrega consigo as informações do bloco anterior, dificultando o ataque de hackers.

“Podemos destacar três principais vantagens do blockchain: a primeira é a confiabilidade dos dados já cadastrados de cada transação registrada; a segunda é a credibilidade dos indivíduos, pois é possível saber o histórico e programar contratos de compra e venda, por exemplo. E, por fim, ainda permite a descentralização de dados, pois todo mundo detém a informação real, sem precisar confiar em bancos ou no governo”, sinaliza Andrade.

O especialista ainda explica que a aplicação da tecnologia blockchain ainda é muito recente e será preciso saber acompanhar todas as suas transformações para que as empresas possam evoluir e se reinventarem no mesmo ritmo. Além disso, a quantidade de informações pode acabar gerando custos de armazenamento e o seu tráfego pode ficar alto, comprometendo a troca de informações. “É importante ressaltar que todas as aplicações de blockchain ainda são experimentais, portanto, é preciso avaliar se é realmente a solução para o problema que você tenta resolver ou se há outra tecnologia equivalente que faça o trabalho”, comenta Andrade.

Segundo o especialista da Web Estratégica, as empresas e pessoas podem aproveitar o blockchain para ter certeza sobre o histórico de um produto ou para acesso a alguma informação, pois é um registro inviolável. “Toda e qualquer situação que precisa de um registro confiável de histórico é potencial para o uso da tecnologia”.

No entanto, para Andrade, utilizar o blockchain somente para tentar acompanhar a novidade, pode não trazer benefícios para as empresas. Em razão disso, é preciso avaliar detalhadamente cada modelo de negócio, para definir que tipo de tecnologia é a ideal para uma organização.

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Blockchain Wed, 05 Sep 2018 00:00:00 +0000
Santander lança primeiro serviço de transferências internacionais com blockchain no Brasil http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6320-santander-lanca-primeiro-servico-de-transferencias-internacionais-com-blockchain-no-brasil http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6320-santander-lanca-primeiro-servico-de-transferencias-internacionais-com-blockchain-no-brasil Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil

A funcionalidade, chamada Santander One Pay FX, reduz o prazo para as remessas de câmbio de cerca de dois dias para até duas horas

O Santander Brasil acaba de lançar o primeiro serviço com o uso de tecnologia blockchain para clientes pessoa física no País. O Santander One Pay FX, como é chamada a solução, permite efetuar transferências internacionais de forma mais rápida, já que os valores serão entregues em até duas horas (desde que feitas dentro do expediente bancário no país de destino), em vez dos cerca de dois dias do prazo atual. A depender do banco destinatário, as transferências podem inclusive ser instantâneas. A funcionalidade está disponível no Brasil, na Espanha, no Reino Unido e na Polônia, e deverá ser estendido a outros países nos próximos meses.

Nesta fase de lançamento, os clientes do Santander Brasil serão isentados do pagamento da tarifas de envio dos recursos. O valor exato que chegará à conta do destinatário, na moeda de destino, será informado no momento de efetivação da transação – algo que não é possível na maioria dos serviços de remessas disponíveis hoje. Pelo modelo tradicional de transferências internacionais, o dinheiro precisa circular entre instituições parceiras, de forma que tanto o prazo quanto os valores das taxas só são conhecidos quando o recurso é entregue ao destinatário.

“Acreditamos que a tecnologia não é um fim, mas um meio de oferecer soluções para facilitar o dia a dia das pessoas. No caso das transferências internacionais, o blockchain tem um efeito transformador, com benefícios inequívocos para os nossos clientes”, afirma o presidente do Santander Brasil, Sérgio Rial.

“Nossa equipe participou de todas as etapas do desenvolvimento do Santander One Pay FX, e segue em busca de oportunidades para o uso do blockchain em outras aplicações que possam melhorar nossos serviços, tanto em estudos no Brasil quanto em parceria com os especialistas em tecnologia do Banco em outros países”, completa ele.

O Santander utilizou o xCurrent, uma tecnologia baseada em registros contábeis compartilhados da companhia californiana Ripple, com a qual trabalhou em pilotos no Reino Unido e na Espanha por três anos. O Innoventures, fundo de capital empreendedor de US$ 200 milhões do Grupo Santander, investiu na Ripple em 2015. No total, o fundo fez 20 aportes em startups de tecnologia financeira vinculadas a inteligência artificial, big data, blockchain, pagamentos, assessoramento financeiro, financiamentos de automóveis ou para pequenas empresas e hipotecas.

Disponibilidade para clientes

A funcionalidade estará disponível inicialmente para os clientes Select, e será estendida a todos os segmentos até o fim deste semestre. Os clientes podem acessar o Santander One Pay FX diretamente no aplicativo do banco para dispositivos móveis.

Inicialmente, o Santander One Pay FX permitirá o envio de libras esterlinas do Brasil para o Reino Unido, em operações limitadas ao equivalente a 3 mil dólares. Até o fim deste primeiro semestre, também poderão ser feitas remessas de euros para a Espanha. Transferências para os demais países da União Europeia estão previstas para a segunda metade deste ano. E, a partir de 2019, serão liberados o envio de dólares para os Estados Unidos e o recebimento de remessas em reais no Brasil.

“O serviço de remessas internacionais segue um mesmo modelo há séculos: como não há um sistema centralizador, o dinheiro circula de banco para banco, e não é possível saber nem o prazo e nem a tarifa total que será cobrada até o destino. O que queremos agora é desmistificar o câmbio, que deveria ser tão simples quanto uma TED (transferência eletrônica direta), só que com a conversão da moeda no caminho”, explica Geraldo Rodrigues Neto, superintendente executivo de Segmentos e Produtos para Pessoa Física do Santander Brasil.

De acordo com o executivo, o teto de US$ 3 mil para as operações permite que elas sejam feitas de forma simplificada, conforme a regulamentação. “É o suficiente para atender aos clientes que têm um filho ou parentes no exterior, pagam por tratamentos de saúde ou mantêm um imóvel fora do Brasil, entre outras necessidades”, explica Geraldo Neto. “Essa natureza de fluxos monetários cresce a cada dia, e estamos justamente buscando oportunidades de atender melhor às necessidades dos nossos consumidores”, conclui o executivo.

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Blockchain Mon, 16 Apr 2018 00:00:00 +0000
IBM investe US$ 5,5 milhões no primeiro hub de soluções de blockchain na AL http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6299-ibm-investe-us-55-milhoes-no-primeiro-hub-de-solucoes-de-blockchain-na-al http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6299-ibm-investe-us-55-milhoes-no-primeiro-hub-de-solucoes-de-blockchain-na-al IBM investe US$ 5,5 milhões no primeiro hub de soluções de blockchain na AL

Localizado no Estado de São Paulo, o novo hub será especializado em ajudar clientes a construir uma nova geração de aplicações com esta tecnologia

A IBM anunciou hoje que está investindo US$ 5,5 milhões, até 2020, no primeiro hub de soluções dedicado à blockchain na América Latina, expandindo sua atuação com a tecnologia na região. Os clientes da IBM poderão obter todas as vantagens da plataforma de blockchain em IBM Cloud, além de contar com altos níveis de segurança e proteção, fornecidos pelos mainframes IBM Z.

De acordo com a IDC, a tecnologia blockchain na América Latina terá um dos crescimentos acumulados mais acelerados até 2021, de 127,3%. A plataforma é preparada para empresas, projetada para acelerar o desenvolvimento, governança e operação dos clientes. Com este investimento, a IBM oferecerá um lugar único para desenvolver todo o ciclo de vida de uma solução de negócios de blockchain, desde sua origem, em IBM Cloud.

"Continuamos expandindo as capacidades de IBM Cloud no Brasil, agora com nosso novo hub de soluções de blockchain. Essa é a resposta à crescente demanda de clientes que necessitam de infraestrutura e plataforma confiáveis para ajudá-los a competir no mercado local e global", explica Marcos Paraiso, líder de IBM Watson & Cloud Platform da IBM Brasil. “Este anúncio permitirá que clientes adotem novas formas inovadoras de negócio e demonstra o compromiso da IBM com a nossa região.”

O hub de soluções de blockchain está conectado ao IBM Cloud Garage, recentemente anunciado em São Paulo, que reúne as práticas de Design Thinking, Agile e DevOps na IBM Cloud para ajudar as empresas de todos os portes a desenvolver rapidamente novos aplicativos e MVPs (Minimum Viable Products).

Com este hub dedicado, o Brasil se une a um grupo selecionado de outros cinco países - Inglaterra, Estados Unidos, Canadá, Japão e Alemanha - que possuem infraestrutura de data center de IBM Cloud com capacidades de Blockchain. Os centros estão protegidos com níveis de segurança oferecidos por IBM Z.

O hub de soluções de blockchain tem previsão para iniciar suas operações no segundo trimestre de 2018.

A IBM atua com soluções em blockchain de código aberto criadas para as empresas. Como um dos primeiros membros do Hyperledge, um esforço colaborativo de código aberto criado para avançar neste segmento, a IBM é dedicada a apoiar o desenvolvimento de tecnologias blockchain em padrões abertos.

A IBM trabalhou com mais de 400 clientes em serviços financeiros, cadeias de suprimentos, Internet das Coisas (IoT), gerenciamento de riscos, gerenciamento de direitos digitais e cuidados de saúde para implementar aplicativos com o uso da tecnologia. Para obter mais informações visite www.ibm.com/blockchain.

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Blockchain Thu, 22 Mar 2018 00:00:00 +0000
Consórcio italiano cria solução para seguros baseada em blockchain http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6267-consorcio-italiano-cria-solucao-para-seguros-baseada-em-blockchain http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6267-consorcio-italiano-cria-solucao-para-seguros-baseada-em-blockchain Consórcio italiano cria solução para seguros baseada em blockchain

Foco é na melhoria do atendimento na avaliação de riscos, com simplificação e transparência no compartilhamento de informações entre corretores e seguradoras

A Generali Global Corporate & Commercial Italia, a AIG e a UnipolSai Assicurazioni, no papel de seguradoras, em conjunto com a Aon e a Willis Towers Watson (na função de corretores), com o suporte de consultoria da Capgemini Itália, se uniram para implementar uma solução inédita no mercado italiano, que busca reduzir ineficiências e aprimorar os serviços oferecidos aos clientes corporativos. O projeto usa a tecnologia Blockchain como protagonista.

Na Itália, uma grande quantidade de dados precisa ser processada para que se estabeleça a correta e rápida avaliação dos riscos corporativos. Dados que são compartilhados por meio de fluxos de informação contínuos entre clientes, corretores e seguradoras.

No entanto, ineficiências no processo operacional e a evolução do framework regulatório do país motivaram esse grupo de empresas a criar um conjunto de padrões de comunicação de dados - a partir dos riscos de propriedade - e a avaliar as tecnologias disponíveis para automatizar os processos de compartilhamento e aprovação, tanto quanto fosse possível. Etapas que hoje são usualmente realizadas de maneira manual.

O grupo de seguradoras e corretores começou a trabalhar em colaboração em junho de 2017. E, depois de apenas dois meses de desenvolvimento, graças à expertise reunida no centro Blockchain Distributed Ledger Technology da Capgemini, instalado na Itália, o grupo desenvolveu uma plataforma que permite a distribuição, o compartilhamento e a sincronização de dados de riscos de forma segura, transparente e eficiente.

Simplificação de serviços para o cliente

Do ponto de vista do cliente, a nova solução oferece um serviço mais simples, rápido, transparente e seguro. Assim como oferta aos agentes do setor a oportunidade de compartilhar informações necessárias para cotação em tempo real e de produzir documentos de apólices de seguro - de forma verificável e rastreável. Plataforma habilitada por meio da configuração de um ecossistema privado, baseado na tecnologia R3 da Corda, acessível às seguradoras e brokers do país.

A nova solução desenhada permite o gerenciamento e a otimização dos prazos de negociação e cotação - com o potencial de diminuir o tempo em até 90% - e incrementando a qualidade das informações distribuídas via um modelo de dados padronizado, acordado e compartilhado por meio de um blockchain privado (Permissioned Ledger).

O processo de ativação da nova solução terá início em breve e suas características serão estendidas a outros processos e produtos, enquanto possibilita a entrada de novos agentes de mercado no setor de seguros italiano.

A nova plataforma cobre as seguintes fases do processo: 

  • Os corretores coletam inicialmente um mínimo de informações de riscos para enviar às companhias de seguros selecionadas, para uma primeira avaliação;
  • As seguradoras avaliam e respondem com expressões de interesse ou rejeição;
  • O corretor conclui a coleta de informações e envia uma cotação às seguradoras;
  • As companhias de seguros então enviam uma proposta de cotação aos corretores e iniciam um procedimento de negociação na plataforma, o que levará a um acordo entre as partes – com o sistema fornecendo a gestão de riscos de cosseguro;
  • Uma vez que o conteúdo da apólice de seguro é acordado, uma ordem eletrônica é enviada a todas as partes envolvidas, de modo que a apólice possa ser emitida a partir do acesso às informações descritas no registro - tudo é criptografado e fica acessível apenas às partes envolvidas.

Andrea Falleni, executivo líder da Capgemini na Itália e na Europa Oriental, comentou: "Estamos orgulhosos por fazer parte deste projeto, que consideramos único e extremamente inovador, e que representa uma das primeiras soluções do setor de seguros a efetivamente utilizar a tecnologia blockchain para resolver um problema real e generalizado para todo o mercado. A capacidade de fazer com que esta tecnologia chegue para as empresas envolvidas na criação, e mesmo aos agentes externos, será crucial para introduzirmos melhorias em termos de eficiência, rapidez e confiabilidade de cotações, criando progressos significativos e novas oportunidades para todo o setor de seguros".

Raffaele Guerra, vice-presidente executivo e líder do setor de seguros da Capgemini Itália, acrescentou: "Este projeto é uma das primeiras aplicações de blockchain desenvolvidas para o setor de seguros, e é endereçado a um problema concreto: a eficiência, confiabilidade e velocidade das comunicações entre corretores e empresas. É também uma interessante experiência de cocriação entre todas as partes envolvidas e um testemunho da capacidade da Capgemini de contribuir significativamente para a inovação do setor de seguros do país".

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Blockchain Fri, 09 Feb 2018 00:00:00 +0000
Smartchains e ProjecTI fomentam uso de blockchain na área financeira http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6208-smartchains-e-projecti-fomentam-uso-de-blockchain-na-area-financeira http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6208-smartchains-e-projecti-fomentam-uso-de-blockchain-na-area-financeira Smartchains e ProjecTI fomentam uso de blockchain na área financeira

Meta é elevar a segurança e a transparência nas áreas de meios de pagamento e de seguros

Smartchains, consultoria brasileira especialista em blockchain permissionada, anuncia parceria com a ProjecTI, focada em serviços de TI para o mercado de Meios de Pagamento e Seguros. Juntas, as empresas planejam fomentar o uso de blockchain especialmente entre bancos e seguradoras.

“A Smartchains passa a ser um braço de inovação da ProjecTI. Temos investido em novas tecnologias e precisávamos de um parceiro que nos ajudasse a compreender a blockchain e como ela pode ser aplicada nas operações de nossos clientes e prospects”, aponta Vinicius Lopes, presidente e fundador da ProjecTI. “Essa parceria nos coloca à frente com relação a essa tecnologia em meios de pagamento e esperamos ter excelentes resultados a médio e longo prazo”, acrescenta.

Para Fulvio Xavier, co-fundador da Smartchains, essa aliança é estratégica por permitir que a startup se insira no setor de pagamentos de forma rápida e assertiva. “Ao juntarmos a expertise da ProjecTI aos nossos conhecimentos, somos capazes de disseminar, cada vez mais, os inúmeros usos das redes privadas de blockchain no mercado de pagamentos para tornar as operações das empresas mais seguras, confiáveis e transparentes”, explica.

Busca por novos parceiros

A Smartchains busca novas alianças com empresas de tecnologia voltadas para o desenvolvimento de soluções e projetos especializados em um ou mais setores. O objetivo da startup é, com o apoio dos parceiros, expandir o uso da blockchain nos mais variados mercados.

“Essa tecnologia permite às organizações rastrear e acompanhar ativos e dados com precisão, sem desconfianças ou abertura para golpes – e isso se aplica a qualquer indústria”, diz Fúlvio. “A ideia, então, é unir nossa experiência nessa tecnologia ao conhecimento especializado desses parceiros e desenvolver plataformas aderentes a diversas áreas da economia­­”, conclui.

As empresas interessadas em firmar alianças com a Smartchains e conhecer a ProjecTI, podem entrar em contato pelos sites www.smartchains.com.br e www.projecti.com.br.

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Blockchain Thu, 14 Dec 2017 00:00:00 +0000
Seguros SURA adota Blockchain para Smart Contracts http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6124-seguros-sura-adota-blockchain-para-smart-contracts http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6124-seguros-sura-adota-blockchain-para-smart-contracts Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One

Com implantação da plataforma Direct.One, companhia é a primeira seguradora no Brasil a gravar mensagens transacionais na rede Ethereum

A Seguros SURA, um dos maiores grupos de seguros da América Latina, anuncia a adoção da solução de Blockchain da Direct.One para gravação e envio de apólices, endossos e boletos na forma de Smart Contracts ou Contratos Inteligentes. O projeto faz parte de uma série de medidas abraçadas pela seguradora para garantir maior segurança e transparência na troca de informações com seus clientes, além de facilitar o controle por parte de seus corretores. 

O Blockchain, do inglês "encadeamento de blocos", consiste de bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que possuem a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem na rede, facilitando a transparência e a confiança entre a seguradora e seus parceiros de negócios e clientes. 

A Seguros SURA optou inicialmente pela rede Ethereum, que é uma plataforma de código aberto capaz de executar contratos inteligentes e aplicações descentralizadas usando a tecnologia de Blockchain, excluindo dos documentos a possibilidade de fraude ou de interferência de terceiros, já que as transações e as regras dos contratos se tornam imutáveis, gerando confiança e consenso nas informações entre as partes. Ethereum é hoje a segunda maior rede de Blockchain em uso no mundo, perdendo apenas para a rede do Bitcoin. 

De acordo com Eduardo Guedes, diretor de Tecnologia e Operações da Seguros SURA, "estamos no começo da utilização de Blockchain nos processos da seguradora e sabemos que esta é uma jornada sem volta no que diz respeito à qualidade da entrega para nossos clientes. Demos o primeiro passo com a rede Ethereum para entender a tecnologia e o protocolo, porém estamos estudando a possibilidade de uso de outras redes de Blockchain, como Hyperledger, R3 Corda etc. Vamos continuar investindo na melhoria contínua de nossos processos". 

Dados do Gartner apontam que o valor de negócios agregados pelo Blockchain chegará a mais de US$ 176 bilhões em 2025 e ultrapassará os US$ 3,1 trilhões até 2030. Já os Contratos Inteligentes serão utilizados em mais de 25% das organizações globais até 2022.

Segundo Fernando Wosniak Steler, CEO da Direct.One, “a imutabilidade do Blockchain permite que as partes interessadas tenham consenso e confiança no fato de que os contratos e as informações não possam ser alterados ao longo do tempo e que a sua validação estará disponível publicamente com data e hora da transação, estabelecendo uma prova incontestável do processo. Uma vez os dados escritos em um bloco, ninguém - nem mesmo um administrador do sistema - poderá mudá-lo”. 

Documentos tradicionais necessitam de validações custosas, demoradas e ineficientes. Já os Smart Contracts são totalmente digitais e possuem regras escritas em uma linguagem confiável. 

Maior valor comprobatório nos documentos 

A Seguros SURA utiliza a plataforma de geração e envio de kits digitais multicanal da Direct.One desde 2012. "Nossos documentos já eram enviados digitalmente com comprovação jurídica utilizando assinatura digital e carimbo do tempo, conforme estabelece a norma da SUSEP 294. Em setembro deste ano, agregamos a validação via Blockchain para gerar maior valor comprobatório nos documentos e às confirmações de entrega, leitura e clique nas mensagens, além de dar assinatura legal aos documentos eletrônicos. Desta forma, tanto o cliente como o corretor passam a ter maior visibilidade de todo o processo, garantindo inclusive maior confiança em um caso de sinistro, por exemplo", esclarece Eduardo Guedes. 

A solução CERTIFICA.DO da Direct.One impede que o conteúdo das transações eletrônicas assim como documentos e contratos possam ser adulterados ou fraudados após a entrega. É um serviço de notificação eletrônica que fornece evidências técnicas e legais com relação à autoria, conteúdo, cronologia de envio, com prova de entrega e clique, evidenciando a tomada de conhecimento pelo destinatário. 

"Novas tecnologias vêm trazendo mudanças a um ritmo sem precedentes e a Seguros SURA vem acompanhando as tendências para implementar inovações que realmente contribuam para uma experiência cada vez mais positiva dos nossos clientes conosco. Já estamos estudando uma solução para validação das averbações de Seguros de Transportes em Blockchain, garantindo assim uma maior confiabilidade de nossos clientes, e reduzindo possibilidades de erros. Estamos comprometidos com a inovação para agregar valor aos nossos clientes por meio da melhora contínua dos nossos processos e serviços", finaliza Guedes.  

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Blockchain Wed, 15 Nov 2017 00:00:00 +0000
RTM realiza Conferência Blockchain no auditório do Cubo http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6086-rtm-realiza-conferencia-blockchain-no-auditorio-do-cubo http://executivosfinanceiros.com.br/blockchain/6086-rtm-realiza-conferencia-blockchain-no-auditorio-do-cubo Palestrantes expuseram diferentes pontos de vista sobre a tecnologia Blockchain

Especialistas da R3 CEV, Banco Central, CIP, B3, Bradesco, Itaú Unibanco e Accenture apontam tendências para esta tecnologia

A RTM, provedora de serviços para integração do mercado financeiro, realizou no dia 25 de outubro, no auditório do Cubo em São Paulo, a 2ª Conferência Blockchain, reunindo mais de 130 pessoas entre gestores de TI e Telecom, autoridades e parceiros.

O evento teve como palestrantes Robert Sagurton, diretor da R3 CEV; Marcelo Yared, chefe do departamento de Tecnologia do Banco Central; Cassio Damasceno, gerente de Negócios da CIP; Jochen Mielke de Lima, diretor de TI da B3; George Marcel Smetana, consultor de Pesquisa e Inovação do Banco Bradesco; Adilson Fernandes da Conceição, gerente de Arquitetura Enterprise do Itaú Unibanco, além do diretor de Inovação da Accenture, Guilherme Horn. 

Em seu discurso de abertura, o diretor geral da RTM, André Mello, agradeceu a presença de todos e apresentou as iniciativas do programa de inovação Conecta RTM, lançado no ano passado, com o objetivo de proporcionar um ambiente criativo para colaboração e troca de ideias através de um ecossistema cooperativo, gerando inovação que resulte em soluções para os clientes.

Dentre as ações, merecem destaque o Desafio RTM, projeto que analisou 52 startups das verticais Telecom/TI, Conectividade e Fintech, selecionando três para estabelecer parcerias, além do projeto Darwin Starter, que acelerou 20 startups em Florianópolis.  

A modernização do mercado financeiro brasileiro – R3 CEV

O primeiro palestrante, Robert Sagurton, da R3 CEV, consórcio internacional que reúne mais de 40 instituições financeiras, falou sobre a modernização do mercado financeiro brasileiro, afirmando que a visão de rede descentralizada está cada vez mais clara no país. 

"A plataforma DLT (Distributed Ledger Technology) reduz a dependência excessiva de uma central de processamento ao mesmo tempo em que incentiva novas soluções. Não é possível ignorar alguns fatos: necessidade de reinvenção de processos de negócios legados, condução de padrões através da colaboração e abertura da rede financeira à inovação externa", afirmou. 

Segundo ele, o Brasil reúne condições para ser um líder global em DLT, pois tem histórico de colaboração em rede e serviços compartilhados; dispõe de um grupo de trabalho na Febraban sobre blockchain, reguladores engajados e problemas que podem ser resolvidos pela tecnologia. 

A R3, que agora conta com escritório em São Paulo, lidera o consórcio mundial de instituições financeiras que colaboram para desenvolver uma plataforma para a indústria financeira e aplicações comerciais para DLT.  Conta com 160 profissionais, equipe de cerca de 100 membros especializada e mais de 1.800 pessoas em 26 países. 

Sagurton explicou a plataforma Corda, um protocolo Blockchain desenvolvido para organizações financeiras para reduzir custos de transações comerciais. Isto é conseguido pelo fato de as empresas poderem fazer transações diretamente através do uso de contratos inteligentes, garantindo um alto nível de confidencialidade e segurança às operações. 

Sua principal característica é que não usa Blockchain no sentido usual da palavra. Em vez disso, são utilizados nós notários especiais. As transações realizadas em Corda não são transmitidas para todos os participantes. As entradas no banco de dados estão disponíveis apenas para os membros da rede que têm o direito de visualizá-los e gerenciá-los. 

As vantagens são muitas: privacidade de dados, fácil integração, consenso, foco em regulação e contratos inteligentes. A R3 tem oferecido treinamento para mais de 600 desenvolvedores no mundo todo. "Fornecer treinamento sobre o Corda no mercado através de múltiplos canais de entrega é a chave para o nosso sucesso", concluiu o diretor da R3. 

A visão do Banco Central do Brasil - BC

O chefe do departamento de Tecnologia do Banco Central, Marcelo Yared, discorreu sobre a visão da autoridade no que diz respeito a Blockchain. Em sua exposição, falou sobre o Laboratório de Inovação, grupo de trabalho formado no Departamento de Tecnologia da Informação do Banco Central com foco em tecnologia, responsável por pesquisar as vantagens da utilização do DLT. O resultado de um dos estudos foi o artigo "Distributed ledger technical research in Central Bank of Brazil", disponível no site institucional do BC. 

A pesquisa concentrou-se em verificar se a tecnologia blockchain poderia manter um sistema financeiro operante em caso de completa indisponibilidade do Sistema de Transferência de Reservas (STR) do BC. "Concluímos, com o estudo, que essa tecnologia ainda não está madura o suficiente, apesar de ter potencial. Esbarramos em questões de privacidade entre instituições financeiras, que infringem os requisitos atualmente exigidos pelo BC. Mas, se fosse possível alterar esses requisitos, daria para manter o sistema financeiro operando em regime de contingência no caso de uma queda completa do BC", afirmou. 

Na primeira fase de trabalho, o Laboratório trabalhou no case SALT (Sistema Alternativo de Liquidação de Transações), sistema de contingência ao Sistema de Transferência de Reservas - STR, no qual DLT é uma alternativa viável. O protótipo funcional em plataforma de nuvem trouxe os seguintes resultados: sigilo de saldos e transações por criptografia; instituições financeiras operam independentemente da infra do BC; BC pode monitorar todas as transações; garantia de saldos positivos na presença do BC; e bloqueio de transações e IFs por não cumprir as regras.  

A segunda etapa focou em ampliar os estudos, avaliar outras plataformas com foco na privacidade, acompanhar a atualização das plataformas disponíveis e documentar o trabalho desenvolvido e suas aplicabilidades. Foram estudadas as Plataformas Fabric, Quorum e Corda.  

Segundo Yared, há pontos de atenção: a prova de conceito mostrou o potencial da tecnologia; o sigilo dos dados ainda precisa ser aperfeiçoado; ainda não atingimos simultaneamente a privacidade de saldo e transações, a garantia de saldo positivo e a independência de nó central. 

Em suas considerações finais, destacou que a tecnologia DLT ainda está em maturação, apresentando potencialidades em cenários de resiliência. "O Banco Central continuará os estudos sobre a tecnologia para garantir a segurança. O BC trabalha há mais de 20 anos de forma colaborativa. Sem dúvida, a colaboração é o ponto chave para acelerar o aprendizado e o trabalho conjunto com o SFN/Fintechs", finalizou Yared.  

Desafio colaborativo – CIP

Cassio Damaceno, gerente de Negócio da CIP, ministrou a palestra Blockchain Desafio Colaborativo, ressaltando que a Câmara acompanha o tema desde 2012. Em sua palestra, fez um balanço da evolução da tecnologia até hoje, destacando a atuação da CIP e os cenários nacional e internacional.  

Integrante do GT Febraban sobre Blockchain e em conversações para participar do Consórcio R3, a CIP entende que colaboração é a chave para o sucesso. “É impossível e inútil fazer uma rede de blockchain em um único banco”.  

Segundo Cássio, o principal desafio é formar conhecimento. É preciso ter mão de obra especializada em blockchain. “Não temos programadores suficientes no mercado. Precisamos andar. O mundo lá fora não está parado. Vejo um futuro brilhante para o Brasil. A CIP está totalmente inserida neste processo, sempre à disposição para ajudar”, assinalou.  

A visão da B3 sobre a tecnologia Blockchain – B3

Na apresentação da B3, Jochen Mielke de Lima, diretor de TI, mostrou a evolução das inciativas da B3 sobre Blockchain.  

Desde março de 2016, a B3 mantém um grupo multifuncional que está estudando a tecnologia e tem trabalhado em diversas frentes, avaliando os casos de uso e desenvolvendo protótipos em diversas plataformas. Em setembro, a B3 filiou-se à R3 e participa do GT Febraban, tendo como objetivo trabalhar em conjunto com outras instituições para acelerar o desenvolvimento da tecnologia de DLT e suas aplicações.  

Segundo Jochen, já foram realizadas provas de conceito de uma central depositária e registro de garantias imobiliárias na tecnologia Ethereum, e cadastro unificado na tecnologia Corda - que é a utilizada no consórcio R3 - e Hyperledger/Fabric - dentro do contexto da Febraban. 

As características de cada plataforma podem ser mais favoráveis a diferentes casos de uso:  o Ethereum, por exemplo, é uma plataforma não permissionada que possui ótima aplicabilidade para casos como crowdfunding, enquanto a Corda é uma plataforma permissionada que tem por desenho uma aplicabilidade melhor para o mercado financeiro. Porém, o executivo destaca que não deverá haver somente um dominante no futuro, mas sim padrões específicos para os seus casos de usos, sendo que a interoperabilidade entre eles deverá ser um fator muito importante. 

A estrutura do ecossistema também foi destacada, mostrando os diferentes padrões cujo foco vai de aumento de eficiência até possibilidade de desintermediação. 

Para finalizar, o executivo trouxe alguns questionamentos com relação ao modelo de negócios. É preciso, por exemplo, avaliar se irá melhorar processos, quais problemas e riscos pode trazer e se há realmente a necessidade de ser em blockchain e não em tecnologias já existentes e mais baratas. Sobre a nova tecnologia, importante avaliar se está dominada e provada e se há pessoal qualificado disponível para desenvolver e suportar as soluções.

No que diz respeito a operações e governanças, manifestou a importância de definições sobre responsabilidades operacionais, evolução da plataforma e mudanças regulatórias. Por fim, teceu considerações sobre segurança de informação, preocupação que surge com ledgers públicos e possibilidades de quebra da criptografia.

Avanços em Blockchain e Distributed Ledger – Banco Bradesco

George Marcel Smetana, consultor de Pesquisa e Inovação do Banco Bradesco, iniciou sua apresentação falando sobre conceitos que envolvem a tecnologia. “Block chaining” é uma estrutura de dados onde o registro atual depende “criptograficamente” de informações do registro anterior, criando encadeamento. A alteração de um implica na alteração dos subsequentes. É impossível alterar um registro passado sem que isso seja detectado.

Já Distributed Ledger é um novo paradigma de arquitetura de sistemas distribuídos multipartite, onde as partes envolvidas em uma transação possuem a mesma visão da verdade, assegurada pelo sistema by design, através de regras de consenso definidas pelo modelo de negócio. O Blockchain é a combinação de Distributed Ledger com 'block chaining'.” 

Na sequência, o consultor avaliou que blockchains públicos e privados vão coexistir, assim como as plataformas por trás desta tecnologia, sendo que cada uma terá um foco de adoção. 

Mostrou a  infraestrutura de mercado nacional, destacando a arquitetura atual centralizada e o modelo de negócio decorrente, no qual as entidades centrais são confiáveis e as mensagens são processadas nos nós centrais. Na mudança de arquitetura para Blockchain / Distributed Ledger, há alteração na forma de atuação dos ex-nós centrais e a governança é crítica. 

O palestrante destacou os tipos de Distributed Ledger: Fully replicated / Simétrico e Partially replicated / Assimétrico / Particionado. No primeiro caso, todos os nós enxergam todas as transações; a privacidade, quando desejada, deve ser garantida por criptografia das mensagens. Já no modelo Particionado somente as partes envolvidas recebem a mensagem, a privacidade é garantida fisicamente e por criptografia.

No que diz respeito aos problemas enfrentados no modelo simétrico, citou privacidade (os algoritmos de criptografia atuais mais utilizados não são resistentes a ataques de computadores quânticos); escalabilidade (difícil de escalar quando se faz broadcast para todos os nós); infraestrutura (todos os nós precisam ter o mesmo dimensionamento); e desempenho – se há N nós na rede, o nó sempre tem que enviar N-1 mensagens (mais o overhead do protocolo de consenso). Se o nó envia X mensagens por dia, no total vai passar a enviar X×(N-1) mensagens por dia.

Já no particionado, as questões são double spend (só pode ser resolvido atualmente com a adição de um Trusted Third Party - TTP na rede, o que acaba ficando parecido com a arquitetura atual centralizada); órgão regulador (precisa ser capaz de supervisionar a rede. Se for um nó, precisa de infraestrutura condizente); alta disponibilidade e disaster recovery: precisam ser construídas, não são nativas (dados não estão replicados). O TTP, ainda que na forma de cluster, pode ser um ponto crítico de falha. 

Para Smetana, inicialmente é necessário avaliar ecossistemas com elementos centrais e intermediários que agregam pouco (ou nenhum) valor à cadeia; negócios que têm problemas de conciliação entre as partes; negócios carentes de sistemas ou com sistemas ineficientes. De qualquer forma, a análise de custo poderá ser sempre um fator determinante. 

Sobre o posicionamento do Bradesco acerca do Blockchain, ele deixou claro que o banco enxerga mais oportunidades do que riscos. Além de integrar o consórcio internacional R3 e o grupo de trabalho da Febraban, a instituição tem concentrado esforços para dominar e disseminar a tecnologia, mapear riscos e oportunidades para a organização, selecionar os casos de uso mais importantes, bem como executar provas de conceito e projetos pilotos. 

Estudo de casos e plataformas de Blockchain – Itaú Unibanco

Por fim, Adilson Fernandes da Conceição, gerente de Arquitetura Enterprise do Itaú Unibanco, falou rapidamente sobre o conceito de blockchain: trata-se de um banco de dados (copiado para todos os nós da rede) separado em blocos (com cada bloco contendo detalhes da transação, como o vendedor, o comprador, o preço, termos de contrato, etc.) e com cada bloco validado por toda rede (através das chaves criptográficas e do mecanismo de consenso) e conectado a corrente de transações anteriores (desde que o bloco tenha sido validado).

Segundo o gerente de Arquitetura, o Itaú Unibanco começou a testar a tecnologia em 2015 com Ethereum, se juntou ao R3 e está a bordo, junto com outros bancos, em um grupo de trabalho da Febraban sobre blockchain.  Além disso, mantém um centro de excelência com frentes estratégica, tecnológica e funcional com objetivo de detectar oportunidades, disseminar, mapear cenários e identificar parcerias de negócio e alianças estratégicas.

Adilson apresentou o esquema de funcionamento da nova tecnologia, baseado em provas de conceito com dados fictícios, realizado recentemente pelo Centro de Excelência da instituição, utilizando plataformas distintas. 

Ao final do evento, o diretor de Inovação da Accenture Guilherme Horn foi mediador no debate entre os palestrantes e a plateia. 

Em breve, os vídeos estarão disponíveis no canal da RTM no Youtube https://www.youtube.com/RTMtelecom  

 

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Blockchain Wed, 01 Nov 2017 00:00:00 +0000