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Bancos buscam modernizar o sistema de depósitos

Bancos buscam modernizar o sistema de depósitos

Várias instituições no Brasil estão adotando a automação de depósitos, o que deverá reduzir o uso de envelopes nos próximos anos

O segmento de autoatendimento bancário vem passando por várias transformações, sempre na busca de uma maior eficiência operacional e conveniência para o consumidor. O mercado brasileiro sempre foi a vanguarda mundial em termos de ofertas de transações, arquitetura de rede e segurança. Ainda existe, no entanto, uma oportunidade de melhoria muito importante: a automação do processo de depósitos.

Hoje, as transações de depósito realizadas no autoatendimento são relativamente práticas para o consumidor – relativamente por conta da preparação do envelope – mas deixa um backlog de trabalho a ser executado pela agência ou por empresas de BPO. É que os envelopes precisam ser rapidamente recolhidos, levados a um local de processamento para então terem praticamente o mesmo tratamento que um caixa humano lhe daria se o consumidor tivesse realizado o depósito por meio desse canal.

 Isso gera transporte, operação, retrabalho e, muitas vezes, insatisfação do consumidor, que por algum motivo pode ter seu depósito não efetuado. Outro ponto relevante é que os custos envolvidos nas transações com envelopes inviabilizam a operação de depósitos em equipamentos de autoatendimento remotos, ou seja, localizados fora de agências. As considerações são da Diebold Nixdorf, líder mundial que conecta, diariamente, as indústrias financeiras e de varejo com milhões de consumidores

Uma tecnologia já consolidada em outros países pode evitar todos esses problemas: a utilização de dispositivos de depósito automatizado. Existem alguns tipos, tais como:

 ü  Módulo de depósito de cheques – estes dispositivos recolhem o cheque (em alguns casos individualmente, em outros em maço), capturam a imagem das duas faces, os dados dos caracteres magnéticos, quando dispõem de software OCR/ICR, podem verificar se os dados informados estão de acordo com a escrita do cheque, e até verificam a autenticidade da assinatura em uma base de dados remota. Em um centro de controle os dados são verificados e o cheque é imediatamente acolhido na conta corrente do favorecido, dependendo apenas da cobertura da conta emitente.

ü  Módulo validador de cédulas – possuindo uma grande variedade de dispositivos de acordo com a aplicação, eles são populares em vending machines e em cassinos. Consistem de um mecanismo que aceita as cédulas – uma a uma, ou em maço – e as recolhe num cassete ou sacola de malote, antes verificando sua veracidade e o seu valor. O depósito então é disponibilizado imediatamente na conta do favorecido.

ü  Módulo híbrido – é uma combinação dos dois anteriores, recebendo na mesma entrada os dois tipos de depósito, em cheque ou dinheiro. Em alguns casos pode receber os dois misturados e fazer a triagem internamente. Sua grande vantagem é simplificar a vida do consumidor, tendo como contraponto a complexidade e o custo elevado.

ü  Módulo reciclador – recebe depósitos apenas em dinheiro, podendo reutilizar as cédulas nas próximas transações de saque. As cédulas são separadas, verificadas quanto à autenticidade e valor de face. Daí podem seguir para um cassete de depósitos ou para cassetes de entrada/saída, dependendo do software aplicativo, do valor da cédula (em alguns casos pode ser necessário receber algumas cédulas apenas para depósito).

 A partir desses módulos, a instituição financeira configura a sua melhor alternativa para automatizar seus depósitos e assim conquistar a confiança dos consumidores ao mesmo tempo em que reduz seus custos de operação.

 Automação de depósitos no mundo

 ü  Nos Estados Unidos, mais de 20% dos ATMs possuem dispositivos de automação de depósitos. O modelo mais popular por lá é com módulo validador de cédulas, depósito de cheques e dispensador de cédulas convencional para as funções de saque.

ü  Na Ásia, os recicladores de cédulas são muito populares – no Japão a totalidade dos ATMs são recicladoras, e China e Coréia do Sul utilizam esta tecnologia maciçamente. Os cheques são muito pouco utilizados – estes países são muito orientados a dinheiro vivo.

ü  Na Europa existe um pouco de tudo, sendo o depósito de cheques automatizado mais frequente que o de cédulas.

ü  Na América Latina existem várias instalações de ATMs com reciclagem e depósito de cheques. No Brasil, em especial, há várias instituições testando e algumas já com instalações de produção.

 

 

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