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Profissionais brasileiros se adaptam bem aos cenários de crise

Gustavo Costa é sócio da consultoria executiva em recursos humanos para média e alta gestão Unique Group Gustavo Costa é sócio da consultoria executiva em recursos humanos para média e alta gestão Unique Group

No momento atual cargos de gestão dão lugar aos de chefia, a solução para as empresas com orçamento enxuto

Um cenário de crise, com ajuste de rota contínuo em função de novas variáveis se apresentando a todo o momento, é onde os profissionais brasileiros se adaptam melhor. Essa é a visão de Gustavo Costa, sócio da consultoria executiva em recursos humanos para média e alta gestão Unique Group. “O Brasil sempre teve muito destaque na formação de executivos multitarefas, que atuam em cenários inconsistentes, com muita flexibilidade para ajustes de rota em função de fatores novos a todo momento. Aqueles que vivem bem em ambientes de crescimento e dificuldades, ao mesmo tempo conseguem manter suas equipes coesas e focadas nos resultados”, diz.

Os executivos brasileiros são procurados por outros países também por conseguirem lidar com culturas diferentes e entregar bons resultados. “Como somos um País com grande miscigenação, essas competências são muito bem vistas no cenário global e são grande destaque de nossos executivos”, afirma Costa. Devido ao terceiro ano consecutivo de crise econômica, as organizações enxugam suas estruturas, criando times multitarefas e reduzindo cargos.

Com as crises mundial e brasileira, as empresas estão eliminando níveis intermediários. Neste contexto, os CEOs passam a executar as estratégias definidas pela matriz. Assim, cargos de gestão estão sendo eliminados para dar lugar a cargos de chefia como CIO. “As empresas investiram menos em novas tecnologias, com a consequência de gerar menos posições em TI. Mas o mesmo podemos observar nas funções de Segurança e Meio Ambiente, Operações, Marketing e até mesmo Finanças. Observamos esse movimento em todos os perfis de empresas, mas principalmente nas mais robustas e que atuam nos setores mais afetados pela crise atual”, destaca Gustavo Costa.
Podemos traçar um paralelo entre o multiculturalismo entre países e estados, se olharmos o Brasil como um todo. “Somos um País de grandes distâncias territoriais e com várias culturas convivendo entre os Estados da federação. Isso gera uma necessidade de adaptação e flexibilidade que um profissional precisa ter quando está atuando em equipes ou empresa com culturas diferentes da sua”, observa o especialista.

Norte-americanos, britânicos e franceses são os profissionais estrangeiros mais comumente encontrados no Brasil. Para a consultoria, isso está diretamente relacionado ao nível de representatividade que as operações no Brasil passaram a exercer em relação às matrizes das empresas. Considerando o fluxo de executivos nas empresas, “o multiculturalismo é mais comum entre filiais de uma mesma empresa que atua em países diferentes”, constata Costa.

 Gestão facilitada

Um dos pontos positivos do multiculturalismo é que a gestão de um executivo com experiência em várias culturas fica mais fácil. Entendendo como cada membro da equipe se situa por conta do seu background cultural, ele pode até mesmo antecipar e evitar conflitos que ocorreriam se não houvesse a preocupação com a diversidade - que pode ser cultural, de raça, gênero ou idade. Segundo Gustavo Costa, com o crescimento da globalização e tecnologia, as empresas passaram a criar grupos de trabalho incluindo profissionais de vários países e culturas. “Um profissional brasileiro pode se reportar a uma gestão direta aqui no Brasil e ao mesmo tempo ter um outro reporte ou grupo de trabalho fora”, afirma.

Se olharmos do ponto de vista da localização, podemos considerar que ela depende do perfil e setor da empresa. Segundo o executivo, não são conhecidas estatísticas sobre equipes trabalhando juntas fisicamente ou online. “Organizações mais conservadoras ainda criam estruturas que atuam juntas fisicamente. Outras atuam em setores mais dinâmicos, que exigem tomadas de decisão mais rápidas, preparam seus profissionais para atuar em times que não ficam juntos fisicamente, mas sabem se comunicar muito bem pelas tecnologias disponíveis”, considera o sócio da consultoria Unique Group.

Entre os desafios de se conviver com outras culturas está o de desenvolver habilidades de comunicação, convivência e rotinas de trabalho, diferentes das suas. Por outro lado, Gustavo Costa considera o “aprendizado global, incremento do idioma, disponibilidade de informação diferente de seu mercado, conhecimento de pessoas e negócios diferentes” como benefícios de se conviver com outras culturas. Para ele, algumas culturas têm mais afinidade entre si do que outras. “Se pensarmos em continentes, como, por exemplo, Europa, Ásia e América Latina, vemos mais similaridades que facilitam a adaptação”, acrescenta.

Profissionais em busca de recolocação e prestadores de serviços podem se beneficiar do multiculturalismo. Na visão de Gustavo Costa, eles podem investir para atuar em times remotos ou oferecer seus serviços a clientes ou empresas de fora do País, usando as tecnologias de comunicação remota disponíveis.

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