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Pagamentos eletrônicos visam melhorar experiência do cliente

Percival Jatobá, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil Percival Jatobá, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil

Aparato tecnológico abre espaço para migração das transações para celulares e outros devices

A indústria de meios de pagamentos mantém-se na vanguarda tecnológica para aprimorar a experiência do cliente e cada vez mais surpreendê-lo. Os cartões contactless já são uma realidade no País e esse meio de pagamento tende a crescer ainda mais com o aumento de dispositivos conectados. Serão mais de 20 bilhões até 2020, como apontam as projeções do Gartner.

Não é de hoje que o setor trabalha com várias áreas para atender o consumidor e gerar resultados cada vez mais expressivos ao ecossistema de pagamentos. O Brasil é um dos mercados em que mais de 70% dos POS aceitam essa tecnologia. “Até o final de 2017, o Brasil já tinha mais de cinco wearables diferentes para os consumidores”, diz Percival Jatobá, vice-presidente de produtos da Visa do Brasil.

O crescente uso de dispositivos móveis, como o celular e outros, impulsiona as transações das chamadas carteiras eletrônicas em sistemas como Apple Pay e Samsung Pay. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), as compras online e por aplicativos serão maiores do que as feitas com o plástico neste ano.

No ecommerce, as compras com cartões não presentes chegaram perto de R$ 200 bilhões (alta de 18,4%). O total já representa mais de 20% do volume transacionado por meio de cartões. Outro dado da pesquisa: 78% das pessoas que compram online usam o cartão de crédito, sendo que 63% preferiram o celular como plataforma de acesso.

Desde o ano passado, Visa, MasterCard e Elo trabalham no projeto para expandir o pagamento por aproximação baseado na tecnologia NFC (comunicação por campo de proximidade, em português), em parceria com a Abecs. “O objetivo é a padronização do software que esperamos ser concluída até o final de maio”, diz o VP da Visa.

“É um grande desafio ampliar os meios eletrônicos de pagamento. Os cartões não presentes crescem, já que as transações são mais rápidas e um terço é feito por meio deles. No Chile já ultrapassaram a metade”, afirma João Pedro Paro, CEO da MasterCard Brasil e do Cone Sul.

A adesão ao padrão mundial para facilitar a autenticação das transações e melhorar os níveis de conversão e o avanço da tokenização são medidas para reduzir riscos. “A ideia é que o mundo não presente fique igual ao do cartão presente”, afirma Paro. Segundo a empresa, o total de pagamentos por aproximação triplicou entre o segundo semestre de 2017 e o primeiro do ano passado.

A empresa mantém um programa global de investimentos para startups “Start Path Global”. “Nosso objetivo é ampliar a oferta com inovação e qualidade. É fundamental ter um mercado mais aberto, transparente e que facilita a vida do cliente”, diz o CEO da MasterCard.

Pagamentos instantâneos

“É uma oportunidade que bate à nossa porta e temos de expandir o uso dessa modalidade”, diz o VP de produtos da Visa do Brasil. Ele defende que o serviço deve atender demandas específicas dos consumidores.

O Bacen já divulgou o projeto para estruturar e regulamentar o ecossistema brasileiro. Nesse tipo de transferência eletrônica de fundos, o dinheiro chega ao destinatário em tempo real. A diferença das TEDs ou DOCs é que podem ser feitos a qualquer dia e em qualquer horário, independentemente do expediente bancário.

Esse tipo de transação já cresceu mais de 50% na Suécia e o modelo já está presente em mais de 30 países no mundo. “Não acontece da noite para o dia. A ideia é reduzir o uso do dinheiro cada vez mais com transações seguras e eficientes”, salienta o VP da Visa.

Open banking

O uso de suas informações para a própria conveniência é uma mudança importante para o consumidor. Pelo conceito de open banking, ele é o dono de seus dados e deve autorizar o uso das suas informações.

A partir deste ano, espera-se a definição do modelo a ser desenvolvido no País e o movimento tende a ampliar o ecossistema financeiro. O sistema terá de se adaptar à chegada de novos players.

“O ecossistema poderá ser mais simples, direto e mais eficiente do ponto de vista do consumidor. Mas há os riscos de segurança dos dados com fraudes e vazamento das informações”, afirma Ana Carla Abrão Costa, head da Oliver Wynan Brasil.

Outra questão apontada pela especialista envolve os gargalos da infraestrutura que afetam determinadas regiões, deixando uma parcela da população sem acesso à Internet.

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