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São mesmo todos iguais?

Plenária da Câmara dos Deputados Plenária da Câmara dos Deputados

O Brasil precisa urgentemente aglutinar as forças do centro democrático, restabelecer a confiança dos brasileiros na política e nos políticos

A economia brasileira encolheu 0,51% em maio, revertendo uma tendência do ano e contrariando a previsão dos economistas. Certamente, o fator decisivo foi a crise política deflagrada pela delação premiada de Joesley Batista, que deixou o governo Michel Temer à beira do abismo. 

Tudo indica, porém, que o crescimento do PIB voltará a acontecer, de forma lenta e gradual, com um descolamento parcial entre política e economia. À exceção do PT e dos pequenos partidos de esquerda, parece haver um consenso de que as reformas são necessárias – a trabalhista já sancionada e a da Previdência em cima do muro.

A reação do governo na CCJ da Câmara tornou possível que Temer salve o mandato, o que não garantiria a aprovação da reforma da Previdência – apenas uma pequena parte, a idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, o que terá efeito fiscal apenas a longo prazo. A questão do rombo nas contas públicas continua assombrando mais do que nunca. 

A condenação em primeira instância de Luiz Inácio Lula da Silva deve liquidar suas esperanças de disputar a eleição, principalmente depois que o presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores, garantiu que a sentença sobre Lula deverá ser anunciada antes das eleições. Sem o nome do populista de esquerda, o centro tem agora seu grande desafio:  encontrar um nome confiável e competitivo eleitoralmente. 

Hoje, sem dúvida, a disputa se daria entre dois tucanos, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito João Dória. Mas estamos a exatamente um ano do início da campanha eleitoral, e muita coisa ainda deve acontecer.  Nem mesmo o nome de Rodrigo Maia pode ser desacartado, caso assuma o lugar de Michel Temer. 

É um desafio e tanto para os brasileiros, tão desiludidos com a política e desorientados em relação à necessidade de reformas.  O que os brasileiros sabem é que o Estado não presta os serviços que deveria, apesar de ser cada vez mais voraz em impostos. E uma velha convicção nacional precisa ser erradicada: a ideia de que este Estado ineficiente deve prover tudo. 

O Brasil anda doente. A maior esperança de quem chega ao mercado de trabalho, depois de terminar uma universidade ou um curso técnico, é passar em um concurso e virar funcionário público. Criou-se a categoria dos concurseiros, todos em busca de estabilidade, plano de saúde e aposentadoria integral. 

Empreender, iniciar seu próprio negócio, é desafio cada vez mais impossível, pelas dificuldades burocráticas, falta de crédito e pela crise econômica. O Brasil precisa urgentemente aglutinar as forças do centro democrático, restabelecer a confiança dos brasileiros na política e nos políticos e ter, a partir de janeiro de 2019, um governo legítimo e comprometido com as mudanças necessárias. 

Perdemos relevância no mundo, e fomos incrivelmente ultrapassados pela Argentina como interlocutor preferencial na América do Sul. Sim, a Argentina, que vivia uma recessão brutal, deu um grande calote internacional na década passada e parecia quase um caso perdido.  

Nosso drama aqui no país, porém, é que a sensação geral entre os brasileiros, de Norte e Sul, é de que “ninguém presta, os políticos são todos iguais e só pensam em roubar”.

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