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Desinformação geral

Desinformação geral

Alguns veículos de imprensa aproveitam-se da indignação dos brasileiros com a classe política, e com o Judiciário em geral, e omitem ou desinformam

A desinformação é marca da cobertura política da grande imprensa, o que prejudica a compreensão do momento político pelo cidadão comum. Para ter aceitação popular ou por motivos obscuros, alguns veículos aproveitam-se da indignação dos brasileiros com a classe política, e com o Judiciário em geral, e omitem ou desinformam. 

Um exemplo é a acusação de que o governo manipula as emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União como forma de pressão por votos favoráveis no Congresso. Ora, as emendas parlamentares são obrigatórias, o governo é obrigado a liberá-las. Todas as deste ano foram apresentadas no prazo que expirou em 20 de outubro do ano passado. 

Cada parlamentar – deputado ou senador – pôde apresentar no ano passado até 25 emendas de execução obrigatória ao Orçamento Geral da União deste ano, com o limite de R$ 15,3 milhões. Metade do dinheiro é de aplicação obrigatória em saúde no município de origem do parlamentar.  

As liberações se dão à base de 1,2% da receita corrente líquida. Ou seja, seu valor depende do tamanho da arrecadação. A cobertura jornalística da crise é pouco informativa e muito participativa, no sentido de que tem um lado.  

Como se previa, a Comissão Especial para a Reforma Política da Câmara dos Deputados aprovou por 17 votos a 15 a instituição do voto majoritário para a eleição de deputados – o chamado “Distritão”. Foi aprovada também a criação do Fundo Partidário, que destinará R$ 3,6 milhões para os partidos, em substituição às doações de empresas aos candidatos. 

Falta, porém, que essas novidades cumpram várias etapas antes de serem aprovadas para as eleições do ano que vem. Como são emendas constitucionais, têm que passar pelas comissões de Constituição e Justiça e pelos plenários da Câmara e do Senado, onde serão necessários dois terços dos votos em dois turnos.

Sobre o Fundo Partidário, ainda que pareça indecente, a ideia surgiu para cobrir o buraco legal criado coma proibição de financiamento de campanhas por empresas. E as contribuições de pessoas físicas, como acontece nos EUA, não estão regulamentadas. 

O momento político no país é de salve-se-quem-puder entre os que detêm mandato parlamentar – o medo de não conseguir a reeleição. A coisa se agrava com a rejeição quase absoluta da população a todos eles. Mesmo os que se movem e agem com sentido construtivo estão sob suspeita. 

Por isso, foi um erro o encontro entre a futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e o presidente Michel Temer, às 22 horas da última segunda-feira no Palácio Jaburu. O que seria normal e insuspeito em circunstâncias normais, tornou-se um quase-escândalo político. O que é compreensível.

 

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