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Argentina como exemplo, quem diria!

Mauricio Macri, presidente da Argentina Mauricio Macri, presidente da Argentina

É a primeira vez que o povo argentino dá claramente as costas ao peronismo, uma religião política que ameaça reproduzir-se no Brasil sob a forma do lulopetismo

Pela primeira vez, nos últimos 87 anos de história, a Argentina toma a dianteira virtuosa na América do Sul, ao dar uma boa maioria ao presidente Maurício Macri no Congresso depois de elegê-lo em 2015. Sim, podemos citar o presidente Raúl Alfonsín, da União Cívica Radical, o primeiro pós-ditadura, e que começou a punir os militares acusados de tortura e morte. Mas Alfonsín não fez um bom governo, ao final. 

É a primeira vez que o povo argentino dá claramente as costas ao peronismo, uma religião política que tanto mal causou ao país ao longo do século XX, e que ameaça reproduzir-se no Brasil sob a forma do lulopetismo. Será interessante observar como os brasileiros comuns, não partidários ou ideológicos, vão processar mentalmente a batalha eleitoral que se aproxima e que deverá radicalizar o debate ao nível da guerra virtual que se trava na Internet. 

Não há dúvida de que Lula é uma força eleitoral nos grotões de pobreza do Brasil, como era a Arena da ditadura militar.  Para as pessoas desvalidas, ele ainda é um mito, o que cria o paradoxo brasileiro: o voto dos cidadãos mais pobres contra seus próprios interesses, uma vez que a eleição de Lula seria um desastre para o país e para a democracia brasileira. 

Os petistas fervorosos ainda não acreditam na racionalidade, atuam na base do voluntarismo, das palavras de ordem, e acham que resolver o problema da desigualdade social do país é apenas uma questão de distribuir dinheiro. Basta querer, não existe para eles a questão fiscal e a opção pelo desenvolvimento econômico e pela educação como forma de fazer avançar todos os brasileiros. 

O Estado é a solução para tudo, até que um levante popular prenda ou fuzile todos os liberais, burgueses e empresários do país.  Como não leram Marx, Lenin ou Trotsky, não saberiam o que fazer depois, porque sonham uma utopia socialista e depois comunista que se daria pela Lei da Gravidade. É um direito deles pensar assim, formar partidos e disputar eleições em um regime democrático. O drama é quando parte significativa da população acredita nisso. 

Jair Bolsonaro deve ser apenas uma fralda da indignação brasileira, não deve ir adiante quando a campanha realmente se iniciar, assim como Ciro Gomes. Outro drama nacional é que não temos ainda uma liderança que possa enfrentar um debate em defesa de um programa voltado ao futuro, à base de educação massiva, ciência e tecnologia, infraestrutura, investimentos e racionalidade fiscal. 

Ainda há tempo,  a campanha eleitoral começa apenas em abril. 

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