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Um país de hipocrisias e mentiras

Fernando Segóvia, novo diretor geral da Polícia Federal Fernando Segóvia, novo diretor geral da Polícia Federal

Poucas vezes em nossa história, à exceção da ditadura militar, houve um momento político tão deletério

A “narrativa” em curso pela esquerda brasileira é de que o país vive em uma ditadura, “um regime de exceção” depois do golpe, e que há uma censura oficial sufocando a arte, a criatividade. Até as Organizações Globo, tidas como baluarte da direita, entraram no clima – não oficialmente, claro, mas os artigos, títulos e manchetes sugerem isso. 

Da mesma forma atua a Folha de São Paulo e seu site de notícias online, o UOL, que seria assinado tranquilamente por todos aqueles outros que existiam na Internet e eram bancados pelos governos Lula e Dilma. Quem não comunga com suas opiniões automaticamente é classificado como “eleitor do Bolsonaro” ou “fascista”. 

Agora, as lideranças dos partidos de esquerda no Congresso Nacional vão formar “uma frente para garantir a lisura do processo eleitoral e a democracia”. Ou seja, sugerem que está em curso uma grande fraude para impedir um direito divino, a eleição de Lula.  O problema é que os outros partidos de esquerda têm candidato, Ciro Gomes, Marina Silva e Manuela d’Ávila. 

Poucas vezes em nossa história, à exceção da ditadura militar, houve um momento político tão deletério. Tudo bem, vamos incluir aí a ditadura do Estado Novo e a crise que levou ao suicídio político de Getúlio Vargas. Mas é preciso considerar que o Brasil, em tese, é hoje um país moderno, industrializado, embora descendo a ladeira. 

O país realmente vive um drama, porque o mundo prepara uma grande retomada de crescimento e uma revolução tecnológica, que dará início a uma nova era equivalente à revolução da Internet. Um ano perdido equivalerá a muito mais do que a chamada década perdida, de 1980, que podemos estender em tese até 1995. 

Enquanto isso, aqui no Brasil brigamos contra números, brandindo manuais marxistas de segunda linha mal digeridos, e com um governo que tem credibilidade zero, assim como o Legislativo e o Judiciário.  As lições da Grécia, de Portugal e do Rio de Janeiro não ensinaram nada, e o escancaramento da corrupção não constrangeu ninguém. 

Segóvia, Estado e governo 

Pode ser até que o novo diretor geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, surpreenda o país com uma atuação independente, técnica e implacável. Mas o começo é muito ruim, porque o cargo é do Estado, e não do governo ou de partidos políticos ou caciques. 

Não é possível negar que Fernando Segóvia sempre foi um protegido do ex-presidente José Sarney e é próximo de outros investigados e suspeitos do PMDB. Isso não é crime, claro, nem impedimento para a assunção de qualquer cargo público.  Mas é muito feio, permite ilações e constrange a opinião pública. 

Assim como é constrangedor e triste ver reformas e privatizações de que o país tanto precisa sendo conduzidas por Eliseu Padilha e Moreira Franco, que não foram condenados, mas estão mergulhados em suspeitas e acusações. Tudo isso dá uma enorme sensação de ilegitimidade, de que as coisas não são como deviam ser. 

O dilema do PSDB

É uma tempestade em um copo d’água. Os tucanos estão encabulados com seus suspeitos de corrupção e querem mudança, logo eles, que foram criados pelos paulistas de uma costela do PMDB, a fim de se livrar de Orestes Quércia. Mas como se livrar de caciques como Aécio Neves, por exemplo, e seus apaniguados? 

O fato é que, mesmo que saiam do governo, que seus ministros peçam demissão, os tucanos votarão a favor da reforma da Previdência, por exemplo, porque faz parte de seu programa. Perderão apenas os cargos que, para quem tem bons propósitos, de nada servem em um governo como este.

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