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Sem Citi, Itaú fica mais perto do Bradesco, com HSBC

Sem Citi, Itaú fica mais perto do Bradesco, com HSBC

Itaú Unibanco registrou lucro recorrente de R$ 22,150 bilhões em 2016. Bradesco teve resultado de R$ 17,121 bilhões.

O balanço do Itaú Unibanco em 2016, ainda sem a incorporação do Citibank, mostrou o banco na liderança do sistema bancário privado, com lucro recorrente de R$ 22,150 bilhões (-7% em relação a 2015), mas com perda de vantagem em relação ao Bradesco que, computando o HSBC, lucrou R$ 17,121 bilhões (-4,2% em relação ao lucro líquido ajustado de 2015). Mas a diferença de lucro, que chegou a 33% em 2015 (quando o Bradesco não tinha incorporado o HSBC), caiu para 29,3% em 2016. Vamos acompanhar ao longo deste ano o impacto dos resultados da compra do Citibank.

Por enquanto, observados os dois balanços, embora o Bradesco tenha um universo de 26,3 milhões de clientes atendidos por 5.308 agências e 94,4 mil funcionários, o Itaú dispõe de 25 milhões de clientes (incluindo os cartões de crédito que administra) e os atende em 3.653 agências, por 80,9 mil funcionários. O Itaú lidera o ranking dos bancos por ativos, detendo R$ 1,353 trilhão, contra R$ 1,294 trilhão do Bradesco. Mas o Bradesco ainda supera o Itaú como o maior gestor de recursos de terceiros.

Em 2015, o Bradesco tinha assumido a dianteira, mas a valorização do mercado de ações e a alta rentabilidade dos papéis de renda fixa devolveram a pujança aos recursos de fundos de pensão e de ações e renda fixa administrados pela BB DTVM, nova líder, com R$ 730,9 bilhões em dezembro de 2016, segundo dados da Anbima. O Bradesco fica em segundo, com R$ 741,2 bilhões, somando os R$ 552,6 bilhões de suas carteiras e os R$ 188,6 bilhões das carteiras da controlada BEM DTVM. Supera o Itaú, que fica com R$ 709,8 bilhões, sendo R$ 571,4 bilhões de gestão direta e mais R$ 138,3 bilhões geridos pela controlada Intrag DTVM.

Se forem conquistados integralmente os R$ 52,7 bilhões que eram geridos pelo Citibank em dezembro de 2016, o Itaú não só passa o Bradesco, como toma a liderança da BBDTVM, somando R$ 762,6 bilhões em recursos de terceiros. Essa massa de recursos facilita operações de underwrittings de ações e papéis de renda fixa e ainda garante um bom ganho a título de taxa de administração (mercado muito competitivo). Devem, por isso, ocorrer novos lances ao longo deste ano.

Comparação da inadimplência

Um dado interessante é comparar a inadimplência dos dois bancos, para operações com mais de 90 dias de atraso. O Bradesco fechou 2016 com média de 4,65% (5,2% em junho), enquanto o Itaú registrava 4,2% (4,5%) em junho. A decomposição é desfavorável ao Bradesco, com índice de 8,62% nas Pequenas e Médias Empresas (7,2% em junho), enquanto o Itaú fechou 2016 em 5,8% (6% em junho). A inadimplência das pessoas físicas também está em alta no Bradesco: 6,94% em dezembro, após 7,2% em junho); no Itaú, o índice fechou o ano em 5,6% (5,9% em junho).

Por ter incorporado a CorpBanca, que opera em alguns países da América Latina, o Itaú apresentou seu balanço com e sem os resultados da AL. Chama a atenção no balanço do Itaú a abismal diferença entre os índices de inadimplência no continente (1,2%) e no Brasil (4,2%).

E outro ponto que chama a atenção no balanço do Itaú é o alto índice de garantias que exige (talvez o motivo da menor inadimplência do que o concorrente). Nas operações de financiamento imobiliário, o Itaú fica com garantia de 41%; nos financiamentos de automóveis, passa de 68%.

Quando o Banco Central puser em prática as medidas para diminuir os spreads bancários (22,6% em dezembro do ano passado), já que o mercado brasileiro ficou altamente cartelizado – com Itaú, Bradesco, Santander, CEF e BB concentrando mais de 85% das operações – seria mais fácil examinar a fundo os balanços destas instituições, em vez de apresentar ideias teóricas, que poderiam servir há uma década quando ainda havia alguma concorrência no mercado.

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