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Itaú prevê IPCA de 4% em setembro e Selic de 9,25% em dezembro

Itaú prevê IPCA de 4% em setembro e Selic de 9,25% em dezembro

Recessão, desemprego, recuperação na safra de grãos e avanços nas reformas provocam queda da inflação

Enquanto a Pesquisa Focus, captada sexta-feira, dia 10, junto a 100 instituições financeiras, consultorias e institutos de pesquisa e divulgada hoje pelo Banco Central, estima que a taxa de inflação, medida pelo IPCA, vai fechar 2017 em 4,47%, abaixo da meta de inflação do BC (4,5%), e a Taxa Selic cairá dos atuais 13% para 9,50% ao ano em 2017 e para 9%, em 2018, o Itaú divulgou hoje projeções mais otimistas: a taxa anual do IPCA cairá para 4,9% em fevereiro, para 4,8% em março e descerá a 4% em setembro, repicando para 4,4% em dezembro, contra 6,29% em dezembro de 2016 e 10,67% em 2015.

Com essa queda da inflação, decorrente da forte recessão e do desemprego ainda crescente, que inibem o consumo, e o benefício da forte recuperação da safra de grãos, que derruba os preços dos feijões e cereais que entram na dieta humana e dos animais (aves, bovinos de leite e suínos), o Itaú reduziu a projeção da Taxa Selic de 9,50% para 9,25% em dezembro e de 8,50% para 8,25% ao ano em dezembro de 2018.

Um outro fator que ajudará a conter a inflação será o baixo reajuste dos preços administrados: o Itaú reviu sua projeção de 5,5% para 5,4%. Os preços administrados subiram 18,6% em 2015 e 5,6% em 2016 (a previsão inicial do Copom para 2017 era de 6%).

O Itaú espera que o Comitê de Política Monetária do Banco Central, que se reúne dias 21 e 22, mantenha o ritmo de redução da Taxa Selic em 0,75 ponto base nas reuniões de fevereiro, abril e maio e adote quedas de 50 p.b. nas reuniões de julho, setembro e outubro (24 e 25), quando a Selic cairia a 9,25% ao ano.

O banco está confiante que outro impulso importante para a queda da inflação virá do avanço das reformas fiscais. O Itaú acredita que a reforma da Previdência (o principal fator de rombo das finanças públicas que empurra o Tesouro Nacional e os Tesouros estaduais e municipais para endividamento em bola de neve) possa ser aprovada ainda no 2º trimestre deste ano.

Outro indicador que o Itaú cita como positivo na ancoragem da inflação, a ponto de permitir a redução da meta de inflação de 4,50% para 4% em 2019, é a trajetória do câmbio. Após as recentes evoluções positivas do Risco Brasil (que devem continuar com a aprovação de reformas fiscais), o Itaú revisou para R$ 3,35 a taxa do dólar em dezembro de 2017 (a previsão anterior era de R$ 3,30), enquanto baixava para R$ 3,45 a taxa do dólar em dezembro de 2018 (era de R$ 3,50). 

Desemprego seguirá crescendo 

Mas a situação do emprego continuará bastante ruim. O Itaú acredita que após ter fechado 2016 em 12%, num aumento de três pontos sobre 2015, a taxa de desemprego medida pela PNAD Contínua do IBGE seguirá crescendo por 25 meses seguidos, até atingir o patamar de 12,6% (a previsão anterior era de 12,3%). Em termos dessazonalizados, a taxa fechará 2017 em 13,2%, baixando para 12,9% no final de 2018. 

O Itaú – de onde veio o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn – está entre as instituições mais otimistas com relação ao desempenho da economia. Em seu informe para a América Latina, divulgado hoje, o banco já prevê recuperação do PIB no 1º trimestre de 2017, após queda de 0,5% no 4º trimestre de 2016 (-3,5% no ano), com alta de 1% no Produto Interno Bruto de 2017. Para 2018, os prognósticos são ainda melhores: 4% de expansão. 

De acordo com a Pesquisa Focus, o mercado espera alta de apenas 0,48% este ano e ampliou para 2,30% a expectativa de crescimento em 2018. O Bradesco espera queda de 0,7% no PIB do 4º trimestre de 2016 (-3,6% no ano) e recuperação de apenas 0,3% este ano, devido à retração do consumo das famílias. Para o Bradesco, a recuperação viria em 2018, mas menos pujante do que estima o Itaú, com 2,5% de aumento do PIB.

 

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