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Tombo de 5% em serviços agrava queda do PIB

Tombo de 5% em serviços agrava queda do PIB

Números do IBGE sugerem uma retração recorde da economia brasileira em 2016, superando os 3,8% de 2015

Responsável por 72% da formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o setor de serviços teve queda de 5% em 2016 (-3,6% em 2015), segundo revelou hoje o IBGE. Foi o pior desempenho desde o início da série, em 2012. O péssimo desempenho foi influenciado pelas fortes perdas de 7,6% na atividade de transportes (Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio) que – já penalizado pela recessão geral na indústria e no comércio – se agravou com a maior quebra de safra de grãos da história e pela retração do consumo das famílias (os serviços prestados às famílias encolheram 4,4%, após recuo de 5,3% em 2015).

Como a agropecuária, que responde por 5,2% do PIB, deve ter encolhido 6% no ano passado e a indústria (22,9% do PIB) teve retração de 6,6% em 2016, os números do IBGE para o PIB sugerem um tombo recorde para a economia brasileira em 2016, superando os -3,8% de 2015. Até agora, as projeções de bancos são de queda: -3,3% (Itaú) e -3,6% (Bradesco). A mediana do mercado na última pesquisa Focus do Banco Central espera um declínio de 3,48% no ano passado.

Há outros indicadores na composição do PIB, mas a tragédia dos números sugere retração além de 4%. O setor de serviços garantiria diminuição de 3,6 pontos percentuais; a Indústria mais de 1,5 p.p. negativos; e a agropecuária teria um empuxo negativo de -0,31 p.p.

Ao comentar o crescimento de 0,6% no volume do segmento em dezembro, o coordenador da pesquisa do IBGE, Roberto Saldanha, ressaltou que “não dava para dizer que o setor de serviços entrou em fase de recuperação. Outubro foi muito ruim e dezembro ficou longe de um bom resultado". Acrescentou que, além do impulso da maior movimentação da safra de 2016-17, ”para o setor de serviços reagir será necessário que o setor industrial retome seu crescimento contínuo e que haja a retomada de investimentos que implicam a contratação de empresas e consultorias" (segmento que teve redução de 5,5% em 2016).

Em 2016, a atividade de transporte foi a que apresentou a maior queda, de 7,6%, apesar do avanço de 0,4% em dezembro. O destaque foi a perda de 10,4% em Transporte terrestre, influenciado diretamente pelo resultado fraco da indústria brasileira e da safra agrícola em 2016, todas com forte dependência do transporte de cargas.

O índice é compatível com a queda de 9,2% apontada pelo próprio IBGE nas vendas de combustíveis em 2016, lideradas pelo diesel, no qual se assenta o transporte brasileiro. O turismo também não escapou da crise geral, acumulando contração de 2,6% no volume em 2016.

 

 

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