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Mercado já aposta em Selic a 11,25% em abril

Mercado já aposta em Selic a 11,25% em abril

Previsão é de que a inflação feche em 4,15% em dezembro e que os juros encerrem o ano em 9%

Demorou. Mas o mercado financeiro finalmente se convenceu da necessidade de um corte de 1 p.p. na taxa Selic na reunião do Copom dias 11 e 12 de abril, baixando de 12,25% para 11,25% ao ano. Foi o que apontou a Pesquisa Focus do Banco Central, encerrada sexta-feira junto a 100 instituições financeiras, consultorias e institutos de pesquisa e divulgada hoje. O mercado acredita que a inflação (IPCA) continuará a cair em março e abril (comparada aos meses de 2016) e fechará em 4,15% em dezembro (4,19% na pesquisa anterior) e que a Selic encerrará 2017 em 9%. Para 2018, a taxa caiu de 8,75% para 8,50%.

O grupo das Top 5 (as cinco instituições que mais acertam as previsões) aposta que o IPCA terminará o ano em 3,95% (muito abaixo da meta de inflação de 4,50%) e que a inflação de 2018 também vai ficar abaixo da meta: 4,42%. Na visão dos Top 5, a Selic baixará para 8,50% este ano, nível mantido até dezembro de 2018. Há um mês, a previsão era de 9,50% em 2017 e de 9% em 2018. O Itaú espera uma baixa de 1 p.p. em abril e que a taxa Selic feche 2017 em 8,25%, nível mantido até dezembro de 2018. Já o IPCA seria de 4,1% este ano e de 3,8% em 2018. O Bradesco espera que o IPCA feche em 3,90% este ano e que a Selic desça a 8,50%, mantendo-se estável até dezembro de 2018.

Esta forte queda do IPCA (que deve ser confirmada na divulgação do IPCA-15, quarta-feira pelo IBGE – Itaú espera alta de 0,15% e o Bradesco de apenas 0,12%), a despeito dos reajustes previstos para a energia elétrica e do recente aumento de 9,8% no GLP (o gás de bujão), compensados em parte pela baixa dos preços da gasolina, álcool e óleo diesel – está começando a gerar outro tipo de discussão no mercado financeiro (além do consenso sobre a urgente necessidade de declínio dos juros para relançar a economia).

O Relatório Trimestral de Inflação, que o BC divulgará dia 30 de março, deve abordar a conveniência de redução da meta de inflação dos atuais 4,50% (mantida desde 2005), o que será definido na edição de 22 de junho. O Itaú acha provável que a meta caia para 4%.

Se isso se confirmar, motivará novos padrões de juros nominais e reais (descontada a inflação) no país, com ajuste da Selic e da TJLP (a taxa de juros de longo prazo do BNDES). Mais do que isso, motivará uma discussão mais profunda sobre os absurdos níveis dos spreads bancários no Brasil, cujo mercado financeiro é hoje dominado por um oligopólio de cinco bancos: dois privados nacionais, dois estatais e um privado de capital estrangeiro.

Indústria retoma a confiança

A última semana foi marcada por dois importantes indicadores que reforçam a expectativa de que a recessão vai ficando para trás. Na quinta-feira, os dados do Cadastro Geral de Emprego revelaram a criação de 35.612 vagas formais de emprego em fevereiro, com forte ajuda do setor de serviços, primeiro dado positivo mensal em 22 meses (desde março de 2015, com +19.282 vagas). Na sexta-feira, o primeiro indicador antecedente de março (o índice de confiança do empresário industrial da CNI-ICEI) apontou para elevação da confiança no final deste primeiro trimestre, reforçando a expectativa do Bradesco e dos economistas de recuperação gradual da atividade econômica. 

O ICEI atingiu seu maior patamar desde janeiro de 2014, marcando 54,0 pontos. Descontada a sazonalidade, houve alta de 1,0 ponto entre fevereiro e março, refletindo principalmente a elevação de 1,5 ponto do componente de situação atual. No mesmo sentido, mas em menor intensidade, o indicador de expectativas avançou 0,7 ponto. 

Na quinta-feira, a FGV revelará o índice de Confiança da Indústria de março, para o qual o Itaú espera aumento de 2,5%, em linha com os dados da CNI. Para o Bradesco, a melhora da confiança reforça a expectativa de crescimento do PIB no 1º trimestre.

 

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