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Copom: ritmo dos cortes depende do PIB e IPCA

Copom: ritmo dos cortes depende do PIB e IPCA

 

O BC reafirmou que a extensão do ciclo de flexibilização está condicionada à evolução das estimativas de juro neutro da economia

O PIB mais forte no primeiro trimestre (antecipado pelo IBC-Br, a proxy do PIB, que o Banco Central divulgou ontem, apontando alta de 0,62% em janeiro - na revisão do indicador dessazonalizado - e de 1,3% em fevereiro) não mudou a visão do Departamento Econômico do Bradesco sobre a velocidade da queda da taxa Selic (o banco espera nova queda de 1 p.p. em 31 de maio). Por sinal, o Itaú e a LCA Consultores fazem a mesma previsão.

O Bradesco – como se vê na análise abaixo (entre aspas) - não levou em conta a ressalva da ata do Copom, divulgada hoje, nem a possibilidade (cada vez mais forte) de a reforma da Previdência ser aprovada com as concessões que estão sendo feitas pelo governo Temer. Teria efeito fiscal menos drástico, mas criaria nova trajetória para corrigir o déficit público em 10 anos. O ritmo de queda dos juros, segundo o Copom, teria link com a aprovação das reformas e a evolução do PIB.

“A ata da reunião de política monetária do Banco Central (BC), divulgada hoje, teve como destaque a discussão de uma provável intensificação do ritmo de corte de juros em relação ao apresentado na última decisão do Copom. Se por um lado o cenário atual, na visão do BC, já era compatível com uma redução da taxa Selic maior do que 1 p.p., decidida na última reunião, por outro, o balanço de riscos, que permanece relevante, corroborou a decisão do Copom em manter o ritmo de 100bps e reduzir a taxa de juros de 12,25% para 11,25%”.

Além disso, o BC reafirmou que a extensão do ciclo de flexibilização está condicionada à evolução das estimativas de juro neutro da economia e que a alteração do ritmo de corte dependerá do comportamento da atividade econômica, dos fatores de risco e das projeções e estimativas de inflação. O Copom avaliou que as perspectivas para a inflação se comportaram de maneira favorável desde a reunião realizada em fevereiro. De fato, a desinflação se mostrou mais espraiada, inclusive com a consolidação nos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica.

O BC também reconheceu que a desaceleração da alta dos preços de alimentos poderá ter efeitos secundários na inflação. Além disso, as expectativas de inflação para 2017 seguiram em queda e permaneceram em torno de 4,5% para 2018. Ademais, considerando as estimativas de taxas de câmbio e de juros contidas na pesquisa Focus (câmbio em R$/US$ 3,23 e R$/US$ 3,37 para este ano e para o próximo, respectivamente, e Selic em 8,50% no período), a projeção de inflação para 2017 ficou em torno de 4,1% e manteve-se próxima a 4,5% para 2018.

O BC reduziu o senso de urgência de corte da Selic por conta do desempenho da atividade econômica, ao sinalizar que a economia mostra sinais de estabilização. Além disso, diferentemente dos documentos anteriores, nos quais o Copom destacava que a recuperação da atividade poderá ser mais gradual que a esperada anteriormente, a ata colocou a possibilidade de que a retomada também poderá ocorrer de forma menos lenta que a antecipada.

As incertezas em torno do cenário internacional e da política fiscal permanecem como fatores de risco para a condução da política monetária. Em relação ao cenário local, o BC manteve sua avaliação de importância da aprovação e implementação de reformas, em especial da reforma da previdência. Também destacou que os ajustes nas políticas creditícia e para-fiscal são fundamentais para a continuidade da desinflação.

No âmbito externo, as incertezas provêm das possíveis mudanças da política monetária nos EUA, da sustentabilidade dos preços de commodities e da evolução da economia chinesa. Em nossa avaliação, os riscos provenientes do cenário internacional parecem, por ora, controlados, visto que os últimos dados apontam para crescimento sustentado da economia chinesa e elevação menor que a prevista do PIB norte-americano no primeiro trimestre.

Esperamos novo corte de 1 p.p. da taxa Selic na próxima reunião, mantido o cenário atual. Ressaltamos que, caso haja alguma frustração com o desempenho da economia nos próximos meses, juntamente com maior desaceleração da inflação, a velocidade de queda da taxa de juros poderá se acelerar nas reuniões posteriores. Para o final de 2017, esperamos que a taxa Selic atinja 8,5%”.

O Itaú segue apostando em queda da Selic até 8,25% este ano, nível mantido até 2018.

 

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