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Especialista indica os cuidados que o investidor deve ter com criptomoedas

Especialista indica os cuidados que o investidor deve ter com criptomoedas

Os interessados precisam saber que é um ativo de alto risco, volátil, de baixa liquidez e suscetível a especulação

As pessoas interessadas em investir em criptomoedas precisam ter clareza de que se trata de um ativo de alto risco, volátil, de baixa liquidez – comparado a outros mercados financeiros tradicionais – e altamente suscetível à especulação.

A afirmação é de Daniel Coquieri, COO da BitcoinTrade, uma corretora que só opera com criptomoedas. Em contrapartida, diz ele, é um mercado global e que vem crescendo de forma expressiva nos últimos meses.

Para se ter ideia da evolução do mercado de criptomoedas, a BitcoinTrade negociou o equivalente a R$ 240 milhões em ativos no mês de julho – R$ 200 milhões corresponderam a Bitcoin. No período de janeiro a marco, o valor negociado girou em torno de R$ 70 milhões.

O Bitcoin se destaca no mercado de criptomoedas, representando de 60% a 65% do volume transacionados em nível global. No Brasil, a participação do Bitcoin é um pouco maior, diz Coquieri.

O mercado teve um boom em 2017, caiu no ano seguinte e voltou a crescer em 2019. “É um mercado que vem amadurecendo”, opina Coquieri, que espera que o volume de transações continue crescendo.

Por conta da expansão, o mercado de criptomoeda tem atraído diferentes perfis de investidores. Além dos que estão a todo instante comprando e vendendo, há os investidores de médio e longo prazo e até mesmo os que utilizam esse tipo de ativo como veículo de remessa internacional de dinheiro, cita.

Para quem deseja ingressar nesse mercado e não conhece muito bem como funciona, Coquieri faz alguma recomendações. A primeira delas é que, como qualquer outro ativo, deve ser comprado quando o preço está em baixa e vender quando estar em alta.

Parece óbvio, mas no Brasil as pessoas normalmente são atraídas para um tipo de ativo no momento de valorização do preço e tendem a se desfazer do investimento quando ocorre a queda.

“Como o preço criptomoeda oscila muito, o investidor precisa saber que uma queda de 10% em um dia não é o fim do mundo porque o ativo pode se valorizar novamente”, ressalta Coquieri.

O segundo aspecto é que o investidor deve comprar, inicialmente, pequenas frações para fazer o chamado preço médio. Se o preço cair novamente, comprar mais um pouco e assim por diante até que possa vender na alta e obter lucro.

Outro ponto destacado é que o investimento está sempre atrelado ao risco. Nesse tipo de operação financeira, não é possível prometer ganhos de 20% a 30% ao ano com baixo risco, observa Coquieri.

O mercado de criptoativos ainda não é regulamentado no Brasil. Mas desde agosto, uma resolução da Receita Federal obriga as corretoras a informarem as transações que os clientes realizam com Bitcoin.

Há alguns mitos em relação a criptomoedas que precisam ser defeitos:

Bitcoin não é rastreável

As transações com Bitcoins podem sim ser rastreadas. As técnicas para isso são as mesmas usadas para rastrear um e-mail ou outras informações digitais.

Em todo caso, quem investe em Bitcoin, em algum momento vai querer transformar suas criptos em moedas tradicionais, como dólar ou real.

Para isso, a pessoa precisará ter uma conta em uma exchange (onde serão exigidos dados pessoais) e ainda terá de declarar este criptoativo para a Receita Federal.

Bitcoin é ilegal

Apesar de ainda não existir uma regulação específica para criptomoedas no Brasil, é incorreto dizer que a operação com Bitcoin é ilegal.

A moeda pode ser inclusive usada como pagamento de vários produtos e serviços (como viagens, imóveis, jóias, diárias em hotels, ingressos para shows, roupas, entre outros) e ainda deve ser declarada no Imposto de Renda.

Certamente, nem todos os estabelecimentos aceitam compras com Bitcoin, mas esta é uma tendência que tem ganhado cada vez mais a atenção do comércio.

Bitcoin é baseado em mera especulação

Assim como um metal precioso, o Bitcoin também é finito, pois sabemos que ele é limitado a 21 milhões de unidades. Não é à toa que a criptomoeda é chamada de “ouro digital”.

Por isso mesmo, o valor do Bitcoin está vinculado a esta oferta e pode ainda sofrer alterações com base em fatores que não apenas especulação, como planos de regular a moeda digital, comentários de políticos sobre o assunto e a chegada de novos criptoativos no mercado, entre outros.

É necessário ter o valor inteiro de um Bitcoin para começar a investir

Na verdade, é possível começar a investir em porções pequenas de um Bitcoin. Cada corretora do mercado estipula o valor mínimo para realização de aplicações.

Nesse sentido, geralmente é possível começar investindo com valores pequenos, de R$ 50,00 a R$100,00, que irá permitir que o usuário compre algumas frações de Bitcoin.

Investir em Bitcoin não é seguro

O Bitcoin funciona com base na tecnologia do Blockchain, que é uma cadeia de blocos de informações na qual as transações são compiladas de forma criptografada, como em um “livro contábil” que registra os valores que são enviados e recebidos.

Dessa maneira, esses dados ficam armazenados em várias “bibliotecas” diferentes, fazendo com que seja muito difícil apagá-las.

Para acessar um bloco, é necessário decifrar seu algoritmo e também o do bloco anterior, que precisaria do antecedente e assim em diante.

O Blockchain ainda é público, o que significa que todas as pessoas podem ter acesso às transações e também auditá-las.

A segurança da Rede Bitcoin ainda pode ser confirmada pelo fato de nunca ter sido hackeada desde sua criação, em 2009.

Dados do Blockchain ainda permitem afirmar que, atualmente, a criptomoeda é oito vezes mais poderosa em termos de segurança do que no final de 2017, quando o Bitcoin foi cotado em torno de US$ 20 mil.

Bitcoin é um esquema de pirâmide

Em um esquema de pirâmide, não há nenhum ativo envolvido e o dinheiro se acumula de acordo com a entrada de novos membros, que sustentam os ganhos dos mais antigos.

O Bitcoin, por sua vez, funciona em uma lógica bem diferente. Trata-se de uma moeda virtual, com estoque finito com cotação altamente volátil, e que pode ser comprada e vendida, do mesmo modo que outras moedas no mundo.

Para investir com segurança em criptomoedas, é importante estudar sobre o mercado, avaliar riscos e procurar por uma corretora segura, que ajude a tirar dúvidas sobre o assunto.

Ativa desde outubro de 2017, a BitcoinTrade opera com cinco tipos de criptomoedas: Bitcoin, Litecoin, Etherum, Bitcoin Cash e Ripple. Tem uma base de mais de 250 mil clientes e oferece o padrão de certificação PCI DSS, que prevê a proteção dos dados dos usuários.

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