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Cinco tendências que irão nortear a indústria de pagamentos em 2017

Fernando Teles é country manager da Visa do Brasil Fernando Teles é country manager da Visa do Brasil

É crucial que as empresas estejam preparadas para trabalhar inovação de forma aberta, construtiva e colaborativa

(*) Fernando Teles 

 A indústria de tecnologia de meios de pagamento já é uma das mais impactadas pelas mudanças que o consumo digital trouxe ao mundo e no dia a dia das pessoas. Estamos numa fase de transição e, períodos como esses, são determinantes para definir quais serão as empresas líderes do novo cenário econômico que se desenha. Dentro disso, o ano de 2017 será de extrema importância para as empresas que desejam protagonizar essa transformação. A Visa é uma delas. Listei aqui as principais tendências globais que quebrarão paradigmas e revolucionarão o setor de meios de pagamentos eletrônicos no Brasil.

  1. Inovação Aberta

É crucial que as empresas estejam preparadas para trabalhar inovação de forma aberta, construtiva e colaborativa, seja por meio de compartilhamento de APIs ou pela implantação do método de design thinking no dia a dia dos negócios.  Soluções são criadas em conjunto para fomentar o desenvolvimento da indústria.

  1. As startups

No mundo digital e mutante em que vivemos, a qualquer momento um novo serviço com um formato disruptivo pode surgir e acabar com décadas de tradição e de liderança. Basta ver exemplos de serviços digitais como Uber, Spotify e Netflix. Parceiros não tradicionais da indústria, como as startups e os desenvolvedores, são de extrema importância quando o assunto é inovação, e devem estar conosco na discussão e na implementação de novos produtos. O relacionamento com startups é primordial quando falamos em co-criação de novas soluções do futuro dos meios de pagamento eletrônicos.

  1. A Internet das Coisas (IoT)

Este é outro assunto que parece batido, mas não perdeu a força. IoT deve cada vez mais tomar conta de nossa agenda. Estudo da Gartner mostra que 20 bilhões de dispositivos conectados deverão estar inseridos na economia global até 2020. Transformá-los em meios de pagamento convenientes e seguros será um de nossos desafios, para que o consumidor final continue contando com a agilidade que o tradicional plástico oferece há mais de 60 anos. A tokenização é uma das chaves que habilitará a segurança nesses dispositivos.

  1. Comércio Eletrônico

Sei que já ouviram isso, mas não tem como não falar deste tema. Isso exigirá formas de pagamento ainda mais simplificadas e seguras para permitir que mais consumidores se rendam à conveniência e facilidade do comércio eletrônico e evitar que abandonem o carrinho no meio das compras virtuais. É preciso buscar e disseminar soluções para facilitar o processo de pagamento no comércio eletrônico e consequentemente ajudar a incrementar o faturamento dos estabelecimentos comerciais com segurança. Esse ano, veremos também mais lojas virtuais oferecendo a possibilidade de pagamento por débito, o que irá incluir milhares de pessoas que só utilizam essa forma de pagamento em suas carteiras de clientes.

  1. Programas de fidelidade

Os programas de fidelidade ganharão ainda mais atenção em 2017. A fidelização de consumidores é uma das prioridades das empresas, sejam estabelecimentos comerciais, bancos ou companhias aéreas. Nosso desafio, como indústria, é oferecer serviços para que esses programas desenvolvam soluções ainda mais simples, flexíveis, de fácil implementação e gestão, e que permitam a interação com o consumidor em tempo real.

O mundo está tão dinâmico que, provavelmente, novas tendências sejam colocadas nessa lista ao longo do ano. Mas, nesse momento, se fosse para resumir, diria que a expressão chave que está atrelada a todos os cinco pontos listados é a “Human Centered Design”. Cada vez mais, as inovações serão desenhadas para solucionar a dor do consumidor de nossos clientes, ou seja, os emissores de cartão e comércios. Esse produto ou serviço será construído a quatro, seis, oito, quantas mãos forem necessárias, com pessoas de diferentes funções e diferentes hierarquias. Se não der certo, a indústria como um todo aprenderá rapidamente com os erros e partirá para a próxima tentativa, sem insistir no erro, e com custos menores. O importante é estar atento e preparado. Se o mundo está em transição, sejamos, então, o agente protagonista dessa mudança.

 (*) Country manager da Visa do Brasil

 

 

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