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Economista do BNP Paribas prevê retomada de crescimento já no primeiro trimestre

Economista do BNP Paribas prevê retomada de crescimento já no primeiro trimestre

Marcelo Carvalho acredita que neste ano o PIB deverá avançar 1%, a inflação atingir a casa dos 4% e a Selic fechar em 8% em dezembro

“A economia brasileira poderá voltar a crescer já no primeiro trimestre deste ano. Estamos passando de um círculo vicioso para um círculo virtuoso.” A afirmação é de Marcelo Carvalho, economista-chefe para a América Latina do Banco BNP Paribas. São três as razões que fundamentam o seu otimismo. A primeira é o fato de o governo ter feito um bom diagnóstico da situação atual, tomando decisões que preveem um freio nos gastos públicos e a realização de reformas, entre elas a da Previdência.

Ele aponta também as outras duas razões. “Temos também um time muito bom cuidando do País e um governo com boa articulação no Congresso. Prova disso é que são aprovadas medidas de forma acelerada e com pouca alteração”, salienta Carvalho.  Segundo ele, o cenário é positivo para a recuperação econômica. “A inflação está derretendo e os juros caindo”, afirma.

Na opinião do economista, o PIB deverá avançar 1% em 2017, a taxa de inflação deverá ser de 4%, próxima da meta oficial de 4,5%, e a Selic de 8%. Isso deverá acontecer, principalmente, em função das reformas que estão sendo articuladas no País. “Estamos prevendo a queda da taxa de juros há um ano. Nossa opinião se tornou um consenso hoje”, declara. Ele acrescenta que não se pode esquecer o fato de termos passado por uma recessão brutal nos últimos dois anos, pior do que imaginávamos.

Marcelo Carvalho frisa que a recuperação econômica do País vai depender da reforma na Previdência, responsável hoje por 50% do total dos gastos do governo. “As pessoas se aposentam muito cedo no Brasil, entre 54 e 55 anos”, salienta. Segundo ele, o ponto-chave dessa reforma é o acerto da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria, o que nos aproximará do padrão internacional.

Carvalho acredita que existem boas chances de a reforma da Previdência ser aprovada na Câmara já no segundo trimestre e no Senado no terceiro trimestre. “É um processo complexo, mas está avançando”, destaca.

Em relação às perspectivas negativas do Brasil pelas agências de risco, o economista acredita que essa situação pode mudar para neutra ou positiva somente no ano que vem. “As incertezas eleitorais são um dos obstáculos para a avaliação positiva do Brasil. Só vamos voltar a ter um grau de investimento em 2019, com o próximo governo”, assinala.

Ele prevê, ainda, uma recuperação gradual do nível de emprego. “Tudo vai depender da retomada de crescimento”, conclui.

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