Menu

Suíça investiga acusação de lavagem de dinheiro no HSBC

Suíça investiga acusação de lavagem de dinheiro no HSBC

Banco teria ajudado 106 mil clientes, incluindo brasileiros, a investir em paraísos fiscais

A Procuradoria de Genebra, na Suíça, deu início a uma investigação sobre a acusação de lavagem de dinheiro que teria sido praticada pelo HSBC, deflagrando na manhã de hoje uma operação de busca e apreensão nos escritórios locais do banco. A ação se seguiu após a denúncia feita por uma rede de jornais – escândalo que ficou conhecido como “SwissLeaks” –, dando conta de que a instituição teria ajudado 106 mil clientes de todo o mundo a abrir contas em paraísos fiscais, facilitando a prática de delitos como os de evasão fiscal e acobertamento de dinheiro de origem suspeita.

No último domingo, em anúncio estampado em jornais britânicos, o banco, por meio de seu presidente-executivo, Stuart Gulliver, pediu desculpas a clientes e investidores pelas irregularidades cometidas, argumentando que no passado ainda não estavam vigorando as normas e controles internos que passaram a ser aplicados a partir de 2007.

De acordo com os dados divulgados há 10 dias por um “pool” de veículos de comunicação, que atuaram coordenadamente, a área de Private Bank do HSBC orientava milionários, criminosos (traficantes de drogas de armas), ditadores, políticos corruptos, artistas e esportistas, sobre como sonegar impostos e ocultar somas que podem ter chegado à casa de US$ 120 bilhões, permitindo a abertura de contas para esses clientes. As fraudes teriam ocorrido entre novembro de 2006 e março de 2007, conforme documentos vazados por um ex-funcionário do banco.

Estima-se que haja oito mil contas secretas mantidas por clientes brasileiros, as quais por sinal serão checadas pela Receita Federal, que teve acesso a parte dos dados vazados no “SwissLeaks”. Fundos desviados nos casos de corrupção na Petrobras, levantados na Operação Lava Jato, devem ser alvo de averiguação. Funcionários e dirigentes do HSBC na Suíça serão chamados a depor nos próximos dias. França, Bélgica e Grã-Bretanha também apuram o caso.

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes