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Sem crescer no crédito, Daycoval mantém funding abundante

Sem crescer no crédito, Daycoval mantém funding abundante

Instituição avançou na captação mesmo com redução de custos

A captação foi a surpresa para o Banco Daycoval no trimestre. A instituição avançou na captação mesmo com redução de custos. Sem crescer no crédito, "o Daycoval obteve resultado que foi favorável e expressivo", avaliou o diretor executivo do banco, Morris Daian. Ao mesmo tempo, o crédito consignado oriundo dos convênios nacionais conseguiu segurar a exposição com os convênios estaduais. Daian avalia um trimestre com números que mostram a solidez e os benefícios da carteira diversificada. O retorno foi de 17% e o caixa livre ficou em R$ 5,4 bilhões.

O banco continua com oferta de funding abundante e rara para o momento que o País está vivendo. "Talvez isso tenha ajudado o Banco Daycoval a se diferenciar dos demais", pontuou Daian. Mesmo com a redução de taxas, a oferta de funding continua aumentando, tendo terminado o trimestre com R$ 15 bilhões. Uma operação de captação externa ajudou a aumentar o volume. Além de crescer na captação, o banco teve uma redução de custos interessante, na visão do diretor.

Da captação total, de R$ 15 bilhões, 41% são depósitos, 32% são letras financeiras, 11% são emissões externas, 16% são obrigações (empréstimos e repasses - grande parte externos). A diversificação nessa captação ajuda o banco, conforme Daian, a manter a tranquilidade em momentos de crise.

Em fevereiro, um empréstimo sindicalizado (A/B Loan) de US$ 275,0 milhões e prazo de dois a cinco anos visou expandir o acesso ao crédito a pequenas e médias empresas, incluindo empreendimentos gerenciados ou de propriedade de mulheres. Feito junto ao IFC (braço do Banco Mundial), contou com 11 instituições financeiras.

Diversificação da carteira de crédito

A compra de direitos creditórios foi o que caiu no trimestre (37,5%), mas isso não afetou, disse Daian, a diversificação da carteira de crédito. As operações de curto prazo acabaram vencendo e não sendo renovadas. A Carteira de Crédito Ampliada atingiu R$ 13,4 bilhões, queda de 6,7% no trimestre, voltando aos níveis de setembro.

Representando 58% do total, a carteira de crédito para empresas detinha  R$ 7,8 bilhões. De curto prazo,  50% da carteira vence dentro de 90 dias. Ocorre pulverização de clientes voltada a garantias tendo com principais as de recebíveis, imóveis e produtos agrícolas. Outros 37% são oriundos do consignado com R$ 4,9 bilhões. Veículos representam 4% do total e ainda há 1% de outros produtos.

O banco recuperou R$ 54 bilhões em crédito, número que ajuda os resultados. A carteira de RH está com 88,6% de provisão. A ideia é atingir 100% de provisão com esta carteira ao longo do ano de 2017.

Os créditos vencidos há mais de 90 dias aumentaram de R$ 98 milhões para R$ 146 milhões. Porém, esse fato, garante o diretor, não preocupa o banco, pois a concentração se dá em empresas. O saldo vencido é de R$ 87 bilhões na carteira de empresas, R$ 40 milhões em consignado e R$ 14 milhões em TI.

A carteira de consignado terminou em R$ 4,956 bilhões e teve ligeira queda de 5,7%. Essa queda vem-se reduzindo e tendendo à manutenção. Outra carteira nova, de spread e risco menores, é a carteira de cartão consignado, com R$ 276 milhões. Na originação, houve um crescimento em relação ao último trimestre, em um total de R$ 447 milhões no trimestre. Dela, 72% vem de convênios nacionais: INSS, Forças Armadas e governo federal. Com a originação vinda dos convênios nacionais, a exposição com os convênios estaduais foi reduzida.

Em veículos, houve melhora em inadimplência e provisão, e a carteira chegou a R$ 561 milhões. Dentre os outros produtos, a asset cresceu um pouco. "Fazia tempo que não crescia. A papeline com novos fundos está crescendo. Este ano acreditamos que conseguimos dar um passo interessante em asset management", assinalou Daian.

Outro produto que tem ido bem é o câmbio varejo. Os postos e lojas de câmbio ficaram com R$ 38 milhões neste primeiro trimestre.

Despesas gerais

As despesas com pessoal caíram 10% e na comparação com um ano atrás se mantiveram estáveis. Dispêndios administrativos também ficaram estáveis ao longo do ano em R$ 57 milhões. Com isso, houve R$ 189 milhões em despesas, comparados aos R$ 188 milhões do trimestre anterior.

Com isso, o índice de eficiência ficou em 34%. A margem financeira está em 11,4%. Os juros caindo devem pressionar um pouco a margem, que deve declinar pouco ao longo do ano.

O Banco Daycoval lucrou R$ 122,3 milhões no primeiro trimestre de 2017. O montante está 43,5% acima do registrado em igual período do ano passado. O Lucro Líquido Recorrente caiu para R$ 115,6 milhões. "Os impactos não recorrentes no trimestre são pequenos", salientou Daian.

Cabe lembrar o ganho de hedge com captação a mercado externo de R$ 12 milhões. Por outro lado, houve o custo de R$ 3 milhões da carteira de varejo, mais uma influência negativa de variação cambial de R$ 3 milhões. Com isso, a diferença entre o Lucro Líquido Recorrente e o Lucro Líquido Contábil resultou em um net de R$ 7 milhões.

O retorno sobre o PL ficou em 17%, considerado favorável por Daian, ainda mais em um trimestre que não cresceu com a carteira de crédito. Assim, o retorno sobre o ativo de 2%, dada a baixa alavancagem, acaba sendo satisfatório, qualifica. O PL ficou em R$ 2,7 bilhões e o Índice de Basileia III encerrou o trimestre em 17,1%, crescimento de 1,2 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2016, em elevado nível de capital.

O Daycoval encerrou o trimestre com 147 pontos de atendimentos, sendo 39 agências de  crédito para empresas, 39 lojas Daycred para consignado, 33 postos de câmbio turismo e 36 postos Daypag no Estado de São Paulo para operações de despachantes.

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