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CSU amplia lucro líquido em 83,6% e chega aos R$ 34,9 milhões em 2016

CSU amplia lucro líquido em 83,6% e chega aos R$ 34,9 milhões em 2016

EBITDA totalizou R$ 90,9 milhões, expansão de 30,2% sobre 2015; ações valorizaram mais de 100% apenas em 2017

A CSU, empresa que atua no mercado com prestação de serviços de alta tecnologia voltados ao consumo, relacionamento com clientes, processamento e transações eletrônicas, anunciou os resultados financeiros de 2016.

A companhia registou uma receita bruta de R$ 514,9 milhões em 2016, 2,3% superior ao ano de 2015. Já o lucro bruto foi de R$ 121,8 milhões e o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 90,9 milhões no período, representando crescimentos de 17,7% e 30,2%, respectivamente, na comparação com 2015. No ano, o lucro líquido somou R$ 34,9 milhões, 83,6% acima do reportado em 2015, com evolução de 3,4 p.p. da margem liquida, a qual totalizou 7,5% no período.

“Conseguimos evoluir nos principais indicadores financeiros. Com estrito controle de despesas e foco em operações de maior complexidade, foi possível apresentar um incremento significativo do lucro, mantendo uma estrutura de capital equilibrada e saudável, sustentando um plano de investimentos estratégicos para os negócios”, afirma o CFO, Ricardo Ribeiro Leite.

A forte geração de caixa e a redução no nível de alavancagem possibilitaram a realização de investimentos estratégicos na área de meios de pagamento, além da distribuição de R$ 12,8 milhões na forma de Juros Sobre o Capital Próprio, ocorrida em 30 de Janeiro de 2017, e de R$ 1,2 milhão a ser distribuído na forma de dividendos complementares, conforme aprovado em Reunião de Conselho de Administração, ocorrida em 07 de março de 2017, e a ser deliberado em AGO, representando um payout de 40,0% sobre o lucro líquido ou de 42,1% sobre o lucro líquido ajustado do exercício.

“Seguimos confiantes quanto à estratégia de negócios adotados e a qualidade dos serviços prestados em cada uma das unidades de negócios da CSU. Em um cenário econômico ainda em transformação, a atuação da companhia em diferentes setores da economia é positiva em termos de resiliência para a consistência na entrega de resultados”, explica o executivo.

Divisões de negócios

A CardSystem, divisão de processamento e gestão de meios eletrônicos de pagamento, encerrou o ano com 22,9 milhões de cartões cadastrados, um crescimento de 6,1% na comparação com o ano anterior. Os cartões faturados somaram 19,5 milhões, alta de 5,9% em relação ao ano anterior. Do ponto de vista comercial, em fevereiro de 2017 ocorreu a migração da base de cartões do Banco Mercantil do Brasil (BMB), que envolveu cerca de 900 mil cartões atrelados a diversos serviços a serem prestados, além de contrato firmado com novo emissor, cujo projeto está previsto para implantação ainda este ano.

Na MarketSystem, divisão especializada em marketing de relacionamento, programas de fidelidade e e-commerce, o ano de 2016 foi marcado pela contínua integração de novos parceiros comerciais e conquista e implantações de novos clientes, como a Souza Cruz, na modalidade Shopping Corporativo, Pernambucanas e Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob), na modalidade Loyalty. A plataforma tecnológica OPTe+ conta, atualmente, com 13 clientes, cerca de 60 parceiros comerciais integrados e mais de 1 milhão de produtos ofertados nos segmentos de moda, varejo, passagens aéreas e pacotes turísticos.

Em relação ao ano de 2015, a companhia registrou um aumento de cerca de 50% do volume de resgates realizados dentro da plataforma frente à transferência de pontos para demais programas de fidelidade (milhas e outros), comprovando a atratividade das soluções de relacionamento, benefícios e recompensa por meio do OPTe+.

A CSU.Contact, unidade especializada na prestação de serviços e teleatendimento, help desk, cobrança, back office, televendas e relacionamento com o cliente, encerrou 2016 com a média de 2.294 posições de atendimento (PAs) faturadas, total 9,1% menor que 2015. O menor volume de atividades nas operações dos clientes, justificado pelos impactos da retração macroeconômica, resultou em um menor número de PAs faturadas. A unidade segue priorizando operações mais complexas, com foco em maior valor agregado e margens sustentáveis para os negócios.

O ano também foi marcado pela adoção de diversas iniciativas de otimização de estrutura, incremento de produtividade e revisão dos processos de atendimento, ações estas que permitiram, além da redução de custos, ganhos importantes nos índices de qualidade e de satisfação dos clientes.

A mais nova divisão de negócios da XAU, responsável por serviços de infraestrutura tecnológica (BPO/ITO), o ITS, firmou contrato de operação de datacenter com a multinacional Hiperstream, uma empresa do Grupo Suzano, que passou a contar com os serviços de Cloud Computing. A operação teve início em fevereiro de 2017.

Mercado de Capitais

Negociadas no Novo Mercado da BMF&Bovespa desde 2006, as ações da CSU (CARD3) apresentaram forte valorização nos últimos meses. Em 2016, encerraram o ano cotadas em R$ 4,90 cada, com uma valorização de 75,3% em doze meses.

Adicionalmente, desde o início do ano de 2017, as ações da CSU vêm apresentando crescente valorização, acumulando alta de mais de 100%. Outro fator importante, a liquidez das ações, aumentou cerca de 14 vezes, quando comparamos à média do volume financeiro negociado em 2017 e em 2016.

Conforme comunicado ao mercado enviado à CVM em 14 de fevereiro de 2017, a companhia informou que a SulAmérica, acionista que detinha 17,2% de participação sobre o capital social da CSU em março de 2016, alienou sua participação acionária para menos de 5%.

“O mercado vem nos perguntando o que aconteceu com CARD3 que justifique a forte valorização nos últimos dias. Acreditamos que a ampliação da liquidez do papel em bolsa de valores, atrelado à consistência de resultados positivos entregues e à maior visibilidade da CSU no mercado, tem favorecido a apreciação do papel”, comenta Renata Oliva Battiferro, diretora de RI.

Ao longo dos últimos anos, a área de Relações com Investidores da Companhia vem ampliando perante analistas, investidores e potenciais acionistas a visibilidade da CSU no mercado de capitais. “O resultado é evidenciado pela expansão da base de acionistas da companhia que, de janeiro de 2016 a março de 2017 aumentou 262%”, comenta a executiva.

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