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Indústria de cartões no Brasil cresce 6,3% em 2016

Indústria de cartões no Brasil cresce 6,3% em 2016

Volume de transações no País teve avanço de 6,8% no ano passado, movimentando mais de R$ 1 trilhão

O uso do dinheiro de plástico é cada vez mais expressivo. Até aí nenhuma novidade, considerando que muitas pessoas sequer usam cheque ou dinheiro em espécie para pagar compras. Os dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito (Abecs) traduzem em números o avanço dessa indústria, que cresceu 6,3% em 2016, em relação aos valores transacionados no Brasil e no exterior. Somente as transações no Brasil cresceram 6,8%.

Os gastos com cartões já ficam com 30% do consumo das famílias. Noventa e cinco por cento dos portadores de cartões utilizam o dinheiro de plástico todos os meses e quase metade (47%), pelo menos uma vez por semana. Ao contabilizar o volume de negócios, a indústria movimentou mais de R$ 1 trilhão por mais de 12 bilhões de transações, crescimento de 8,3%.

Além de apresentar um balanço do setor durante o 11º CMEP (Congresso de Meios Eletrônicos de Pagamento), o evento do gênero mais importante no país, a Abecs anunciou que passará a divulgar os juros praticados na área. A proposta é permitir o acompanhamento do mercado, com maior transparência e clareza sobre a composição e a evolução das taxas. “A abertura das informações sobre os juros permite um acompanhamento mais preciso do que é praticado pelo setor. É nosso compromisso”, diz Fernando Chacon, novo presidente da entidade.

A Abecs projeta crescimento de 6,5% para este ano, mas não descarta a possibilidade de avançar dois dígitos em 2018 ou 2019 com a recuperação da economia. Em dezembro, o saldo da carteira de cartão de crédito chegou perto de R$ 200 bilhões, a terceira maior do País.

Redução na circulação de papel

O total transacionado por cartões cresceu 240% de 2008 até o ano passado, enquanto os pagamentos com cheques caíram perto de 20% no mesmo período, chegando a R$ 848 bilhões, segundo o Bacen.

O uso consciente dos cartões e a regulamentação 4.549 do Bacen – que estabelece novas regras para pagamento do cartão de crédito – também foram debatidos durante o evento.

Apenas um entre dez usuários de cartão de crédito opta pelo rotativo como crédito emergencial. A taxa média de juros do rotativo ficou em 406,6% ao ano (14,5% ao mês), na última semana de fevereiro. Ao parcelar a fatura, a taxa média é superior a 180% ao ano (9% ao mês) no mesmo período. “A indústria não se orgulha das taxas praticadas pelo rotativo”, afirma Rubens Fogli, diretor da Abecs.

Chacon destaca que o volume desse tipo de crédito não é tão expressivo, considerando que a maioria (86%) paga o valor integral da fatura e mais de 80% pretende fazer o mesmo no próximo vencimento.  

Levantamento realizado pelo Datafolha aponta que somente 3% pagam o valor mínimo, 5% pagam outro valor e 5% optam por fazer o parcelamento da fatura. Em média, o consumidor que entra no rotativo fica apenas 17 dias, segundo o Banco Central. “Observamos que boa parte das pessoas usa o cartão de forma consciente e aproveita os benefícios”, assinala o presidente da Abecs.

Novas regras do Conselho Monetário

A partir de maio, os clientes devem sentir as mudanças propostas pelas novas regras do Conselho Monetário Nacional (CMN), que entram em vigor a partir de 3 de abril. Com isso, o saldo devedor dos clientes não poderá ser financiado pelo rotativo por mais de 30 dias. Após esse período, as empresas de cartão devem oferecer opções crédito com juros mais baixos.

Para Chacon, as taxas do rotativo devem convergir para o patamar daquelas cobradas pelo parcelamento da fatura. Com isso, espera-se uma redução expressiva da inadimplência. O grande desafio das instituições financeiras será comunicar as mudanças. “O consumidor precisa conhecer as opções de taxas oferecidas para que possa escolher e fazer melhor uso possível”, observa ele.

Mais da metade (54,4%) do total de crédito à pessoa física foi concedido pela modalidade de parcelamento sem juros. O volume é expressivo e representou mais de R$ 350 bilhões em 2016. O uso do cartão de crédito no e-commerce chegou a R$ 133 bilhões em 2016 e já representa perto de 20% de todo o volume transacionado no segmento. O total foi 7,9% superior e apresenta grande potencial de crescimento.

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