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Consumidor se mantém conservador em relação à tomada de crédito

Fecomercio destaca que com a melhoria das condições econômicas, os consumidores devem retornar pouco a pouco ao mercado de crédito

Enquanto as condições econômicas do País seguem se recuperando de maneira lenta e gradual, os consumidores acompanham esta tendência e, pouco a pouco, também retomam seus projetos de vida. O resultado disso é a estabilidade na intenção de tomar empréstimos e na segurança de crédito. Em março, de acordo com a Pesquisa de Risco e Intenção de Endividamento (PRIE), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Índice de Intenção de Financiamento registrou 18,1 pontos, queda de 2,8% em relação a fevereiro, porém, é 16,7% maior do que o aferido em março de 2016, quando o indicador alcançou 15,5 pontos. Isso significa que apenas 8,5% dos paulistanos tem intenção de contrair financiamento nos próximos 3 meses.

 O Índice de Segurança de Crédito permaneceu estável na comparação mensal aos 79 pontos e em relação a março de 2016 registrou queda de 3,3%. Segundo a PRIE, a segurança de crédito dos endividados acompanhou o índice geral e apresentou estabilidade na comparação com fevereiro (61,8 pontos), porém, em relação ao mesmo mês de 2016 houve queda de 9,5%. Já entre os não endividados, houve ligeira alta de 1,6% na comparação mensal e crescimento de 1% no contraponto anual.

 De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, são fortes os sinais de que a economia começa a voltar ao normal no Brasil, depois de mais de dois anos de recessão e inflação. No âmbito do crédito, no período, foi reduzida a oferta e a demanda por financiamentos, por conta do risco e da perda de confiança dos agentes econômicos, em que o consumidor aflito com o desemprego e bancos com receio da inadimplência levaram o mercado de crédito para um de seus piores momentos. Porém, com a retomada gradual da normalidade, a Federação acredita que a PRIE deve captar a revitalização deste mercado em 2017, principalmente na segunda metade do ano, mas já será possível ver alguma reação em curto prazo.

 Aplicações

A poupança, que havia registrado em fevereiro o pior patamar desde 2012, demonstrou recuperação em março, sendo preferida por 59,6% dos paulistanos, alta de 2,3 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mês anterior mas registrou queda de 9,5 p.p. na comparação com março de 2016. Adicionalmente, 10,7% das pessoas aplicaram seu dinheiro em previdência privada em março, altas de 1,7 p.p. em relação ao mês anterior e de 3,4 p.p em relação aos 7,3% registrado em março de 2016. Quanto à renda fixa, mesmo que a tendência de juros futuros seja de queda ao longo deste ano, o rendimento ainda é mais atraente do que o da poupança e os aplicadores estão vendo isso, sendo escolhida por 21,2% dos paulistanos, alta de 2,4 p.p. na comparação com março de 2016. De outro lado, com a provável queda continuada de juros, a FecomercioSP acredita que haverá uma abertura de espaço para diversificação das aplicações, principalmente via ações, como já se começa a notar, mas condicionada à real retomada do crescimento da economia e das empresas. A reforma da Previdência também traz o foco sobre o tema, e eleva as aplicações em fundos de pensão e previdência. Essa é uma tendência que deve favorecer a poupança de longo prazo, e segundo a Entidade, deve ser estimulada de forma a que os jovens de hoje auxiliem na aceleração do crescimento via investimentos de prazo longo, e garantam uma velhice mais próspera.

 Segundo a FecomercioSP, o conservadorismo dos consumidores garantiu ao País que o sistema financeiro tenha se mantido fora das principais preocupações do Governo ao longo dos piores momentos da crise, ao contrário do que ocorre em outras economias muito alavancadas. Por outro lado, as elevadas taxas de juros ainda inviabilizam o crescimento econômico e o investimento empresarial, reduzindo o potencial tanto de crescimento do País, quanto de valorização do mercado acionário.

 Por conta disso, a Federação acredita que em 2017 haverá mais um período de busca da normalidade, com perseguição de taxas de juros menores, investimentos diretos maiores e redução do tamanho do Estado com base nas reformas. Para a Entidade, o Banco Central está fazendo sua parte no campo dos juros, o governo parece atuar para reduzir a instabilidade e criar um ambiente mais propício ao crescimento e o momento de estabilidade no comportamento dos consumidores indicam que o País está retomando a vida normal. Com isso, a FecomercioSP acredita ser provável um aumento da propensão ao crédito ao longo deste ano, sem que isso signifique aumento incontrolável de risco, quando acompanhado de aumento do emprego, que pode ocorrer no segundo semestre do ano.

 

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