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Fitch afirma IDRs do Grupo BTG e eleva ratings nacionais do Banco BTG Pactual

Fitch afirma IDRs do Grupo BTG e eleva ratings nacionais do Banco BTG Pactual

Houve, segundo a agência, melhora da liquidez e da posição de capital da instituição

A Fitch Ratings afirmou os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) do BTG Pactual S.A. (BTG Pactual) e de suas entidades relacionadas: BTG Pactual Holding S.A. (BTGH) e BTGI Investments LP (BTGI), todos com Perspectiva Negativa.

Ao mesmo tempo, a agência elevou os ratings nacionais do BTG Pactual e BTGH para ‘A(bra)’, de ‘A-(bra)’(A menos (bra)). A Perspectiva do rating é Estável.  

A revisão dos ratings nacionais reflete o ajuste na relatividade local da situação creditícia do BTG Pactual, de modo a incorporar a redução do risco de refinanciamento do banco e a melhora da liquidez e da posição de capital, hoje mais consistentes com a categoria de rating ‘A(bra)’. Estes aspectos refletem o sucesso dos esforços da administração para reposicionar sua franquia, apenas 14 meses após a crise de liquidez que afetou o banco.

A Perspectiva dos IDRs permanece Negativa, refletindo os desafios impostos pelo atual ambiente operacional que, na opinião da Fitch, continua a apresentar tendência negativa.

A administração do BTG Pactual, na análise feita, demonstrou boa capacidade de solucionar as preocupações com a liquidez do banco, construindo uma ampla reserva de liquidez e reforçando sua capitalização, por meio de um oportuno e bem-sucedido processo de desalavancagem, que incluiu a venda de ativos estratégicos e não estratégicos ao longo de 2015 e 2016.

Na opinião da Fitch, estas foram medidas-chave que contribuíram para ampliar a restauração da confiança dos investidores e para aumentar o acesso do banco à captação de longo prazo, nos últimos trimestres.    

A venda da BSI, concluída em novembro de 2016, e a cisão do negócio de commodities também foram importantes para reforçar a posição de capital e a liquidez do BTG Pactual, além de permitir ao banco antecipar o pagamento, em outubro de 2016, da parcela remanescente da linha de captação obtida junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) durante a crise de liquidez.

A Fitch também acredita que a recém-anunciada intenção de o BTG Pactual separar as ações do banco e as da BTG Pactual Participations, atualmente negociadas em conjunto, deverá também fortalecer o aumento da confiança dos investidores, pois, além de torná-las formalmente independentes, agregará maior transparência às atividades comerciais do banco, separando-as de suas operações investimentos em private equity.

Em dezembro de 2016, a posição de caixa do BTG Pactual totalizava BRL12,7 bilhões – até mesmo acima do patamar anterior à crise, tendo sido suficiente para honrar aproximadamente 84% de seus passivos de curto prazo. Desta forma, o índice de capital regulatório do BTG Pactual melhorou para 21,5% em dezembro de 2016 (15,5% em dezembro de 2015), enquanto o índice Núcleo de Capital Fitch ficou em 17% naquela mesma data (10,6% em dezembro de 2015).

Consumo de capital

A longo prazo, entretanto, a Fitch reconhece que o consumo de capital poderá se acelerar após terem sido atingidas as metas de negócios do banco. Ainda assim, a intenção de a administração alavancar seus negócios em atividades que consomem menos capital (Asset & Wealth management) poderá permitir ao banco manter a melhora da geração interna de capital, sem necessariamente comprimir sua base de capital. A cisão da divisão de commodities e a desalavancagem de sua divisão de Investimentos Principais são positivas para a estratégia do banco de reduzir a exposição do grupo ao risco de mercado e liberar o capital.

A Fitch observa que o desempenho global do BTG Pactual está atualmente mais baixo frente aos retornos históricos do banco, uma vez que este ainda enfrenta o desafio de reposicionar suas linhas de negócios remanescentes, após a crise de liquidez. Nos últimos três anos antes da crise de liquidez, a estrutura do grupo foi beneficiada pela crescente diversificação de sua franquia de negócios.

Houve expansão da liderança na região latino-americana, com reforço de seus negócios de serviços, por meio da aquisição da BSI e aumento das oportunidades de concessão de créditos corporativos. Após a reorganização dos negócios do BTG, entretanto, relevante parcela de sua geração de receitas está novamente vinculada às suas unidades de trading, as quais a Fitch considera mais voláteis.

Ainda assim, os recentes resultados trimestrais sugerem que há sinais de melhora da lucratividade, com base na estrutura mais enxuta do BTG Pactual, aliada à melhora gradual das divisões de clientes do banco. No entanto, a Fitch não elimina a possibilidade de enfraquecimento do ambiente operacional por um período mais longo do que o esperado, o que poderá adiar as metas dos negócios a curto prazo e atrasar a capacidade de o BTG Pactual atingir as metas de melhora da lucratividade.

 

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