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Fintechs podem ser parceiros estratégicos para os bancos

Fintechs podem ser parceiros estratégicos para os bancos

O Bradesco busca explorar oportunidades de negócios através de alianças com startups que podem ser formatadas em diferentes modelos

O processo de digitalização do setor bancário, que avança em ritmo acelerado no Brasil, abre uma janela de oportunidades para celebração de parcerias estratégicas entre os grandes bancos e as chamadas Fintechs – startups do setor financeiro que utilizam tecnologias para a oferta de produtos e serviços inovadores no mercado.

Pelo menos é o que vislumbra Maurício Minas, vice-presidente do Bradesco, para quem as Fintechs, que ganharam força no Brasil nos últimos anos e atuam em nichos de mercado, apresentam um modelo de negócios considerado bastante atraente. A avaliação é de que as Fintechs não são exatamente concorrentes dos bancos, como inicialmente se imaginou no setor. “Hoje há um consenso de que a parceria [entre bancos e Fintechs] representa uma grande oportunidade”, afirma.

Essa aliança permite a adoção de diferentes modelos de negócios. Uma possibilidade é recorrer ao regime White Label, no qual empresas utilizam plataformas de terceiros para explorar comercialmente sua tecnologia. É possível, também, trabalhar num modelo de transferência de tecnologia, em que, em determinadas situações, o banco adota internamente soluções tecnológicas de parceiros.

A busca por parcerias com as Fintechs advém da perspectiva de que os bancos convencionais não terão condições de suprir, sozinhos, totalmente a demanda por serviços através de uma plataforma nativa digital. Isso mesmo no caso do Bradesco, onde o conceito de banco digital está plenamente consolidado. Segundo Minas, atualmente 94% das transações bancárias diárias ocorrem nos canais digitais, sendo que os dispositivos móveis representam 42% desse volume. “Em dias de picos, fazemos 30 milhões de transações no celular”, diz.

O conceito do banco digital é apenas uma das frentes de atuação do Bradesco com foco em inovação. Outra é o Programa InovaBra, um conjunto de oito iniciativas concebidas para atingir basicamente dois objetivos. De um lado, acelerar o processo de inovação para alavancar o negócio do banco e melhorar a experiência dos correntistas; de outro, que tem muito a ver com branding (gestão de marca), inserir o banco no ecossistema de inovação no setor financeiro não apenas no Brasil, mas em nível global.

Das oitos iniciativas que compõem o programa, a mais conhecida é a InovaBra Startup, cuja terceira edição recebeu 504 inscrições de empresas nascentes que desenvolvem projetos de produtos e serviços inovadores para o setor financeiro. Em abril, o Bradesco anunciou as dez empresas selecionadas para participar da fase final de concepção de projeto. Ao final do programa, elas poderão comercializar seus produtos junto ao Bradesco, que poderá também tornar-se um investidor estratégico das startups selecionadas.

Por sinal, o InovaBra Venture é outra iniciativa que está sob o guarda-chuva do programa. Através desse pilar, o banco pode aplicar capital próprio para apoiar startups detentoras de projetos considerados interessantes. Outros pilares do programa destacados por Minas são o InovaBra Polus, que prevê a criação de polos de inovação dentro do banco, InovaBra International e InovaBra Lab.

 

 

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