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Forte queda de vendas em março derruba PIB no segundo trimestre

Forte queda de vendas em março derruba PIB no segundo trimestre

Mercado antecipa um recuo ainda mais acentuado nos juros na próxima reunião do Copom

O decepcionante resultado das vendas do comércio varejista em março, com queda de 1,9% diante de fevereiro, já descontando os efeitos sazonais, caiu como uma ducha de água fria nas expectativas de manutenção da recuperação econômica ensaiada no primeiro trimestre, sob o impulso da superssafra agrícola. O Departamento Econômico do Bradesco já refez seus cálculos e, após uma alta de 0,7% de janeiro a março, prevê retração de 0,2% neste segundo trimestre.

A revisão das projeções já antecipa o fraco resultado nas vendas de abril, com queda estimada em 1% e o baixo movimento do Dia das Mães (pior que o de 2009, ainda sob o impacto da crise mundial de agosto de 2008). O Dia das Mães era tradicionalmente a melhor época de vendas após o Natal. Foi superado pela Black Friday no ano passado e agora pode agravar a onda de demissões nos setores de comércio e de serviços.

A situação pode se agravar se forem confirmados os boatos sobre as dificuldades financeiras de um grande varejista de eletroeletrônicos domésticos, que pode buscar a via da recuperação judicial. Por tudo isso, os meios financeiros estão antecipando uma queda ainda mais acentuada nas taxas de juros na reunião do Copom, no próximo dia 31 de maio.

O Bradesco vinha prevendo a queda da taxa Selic a 8,50% em dezembro deste ano, nível que seria mantido até dezembro de 2018. Entretanto, com o agravamento da conjuntura de curto prazo e a necessidade de um alento na economia neste mês em que a reforma da Previdência entra na reta final, há quem pense no mercado financeiro num recuo de 1,25 p.p. a 1,50 p.p., acompanhando a derrubada da inflação causada pela forte retração do consumo, diante do agravamento do desemprego.

Pelo menos o Bradesco diminuiu de 4,3% para 3,7% a estimativa de alta do IPCA até o fim de 2017 e reduziu para 8% o nível da taxa Selic em dezembro de 2017, nível mantido até 2018. Se a proposta da reforma da Previdência for aprovada no Congresso, a trajetória de queda dos juros pode ser até mais forte. A resistência atual ao declínio da inflação vem do mecanismo da indexação, como abordamos aqui ontem.

Os tombos do comércio dão uma ideia do tamanho da crise. Em 12 meses, a queda do volume de vendas do varejo restrito chegou a 5,3%. Em março, as vendas de hipermercados, mercados, mercearias e tabacarias caíram 2%. No varejo ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, o recuo do volume em 12 meses atinge os 6,2%.

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