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Brasil, SP, GO, MG e BA criam empregos. RJ, RS e AL perdem

Brasil, SP, GO, MG e BA criam empregos. RJ, RS e AL perdem

Na comparação com as perdas de 378,481 mil vagas nos primeiros quatro meses de 2016, verifica-se uma melhora extraordinária

O surpreendente ganho de emprego formal – em alguns estados – no mês de abril, acumulando a criação líquida (deduzidas as demissões) de 59,856 mil empregos formais, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), anunciado ontem, trouxe alento de retomada da economia. Foi o primeiro saldo positivo para o mês desde 2014, quando o País criou 105 mil vagas. Em abril de 2015, houve 97,828 mil demissões líquidas e em abril de 2016 foram perdidos 62,844 mil postos.

Segmento com maior peso na formação do Produto Interno Bruto (PIB), o setor de serviços contratou com saldo positivo de 24.712 trabalhadores no mês passado, seguido da agropecuária, com 14.648 vagas; indústria da transformação, com saldo de 13.689 empregos; o comércio, com 5.327, e a administração pública, com saldo de 2.287 empregos. Só a construção civil apresentou fechamento de 1,760 mil vagas.

De janeiro a abril, o País ainda acumula saldo negativo líquido de 933 vagas. Entretanto, na comparação com as perdas de 378,481 mil vagas nos primeiros quatro meses de 2016, verifica-se uma melhora extraordinária. Nos 12 meses até abril, o número de demissões supera o de admissões em 69,896 vagas, segundo o Caged.

Estado mais rico e populoso do País e que emprega o maior contingente de mão de obra do País, São Paulo liderou o ranking de contratações líquidas em abril, com 30,227 postos, sendo 11,223 mil no setor de Serviços; 8,304 na Indústria de Transformação e 8,238 mil postos na Agropecuária. Minas Gerais,segundo estado mais populoso, também veio em 2º lugar na criação de vagas líquidas: 14,818 postos, puxado pela expansão dos setores Agropecuária (+5.687 postos), Serviços (+4.367 postos) e Comércio (+ 3.439 postos). Já o Rio de Janeiro, terceiro estado em população e mão de obra, teve novo desempenho desastroso, com perda líquida de 2,554 mil postos, com a maior redução concentrada em Serviços (-3.422 postos).

O estado que liderou a perda líquida de postos de trabalho foi o pequeno Alagoas, com 4,008 vagas, devido à retração do setor da Indústria de Transformação (-3.404 postos). Alagoas que, juntamente com o Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, vive crise de endividamento e necessita de reescalonamento de suas dívidas para com a União, devido ao impacto da baixa arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais (de resto problema geral dos entes federativos) foi escoltado pelo RS, que perdeu 3,044 postos mil postos em abril, sendo 2,830 mil nos setores de agropecuária, provavelmente como reflexo da retração dos abates de aves, bovinos e suínos, após a crise da carne, em fins de fevereiro, e 1,374 mil postos no Comércio.

Bahia ganhou 7,192 postos, seguido por Goiás, com 7,190 mil postos e o Paraná veio a seguir, com 6,742 postos, em razão dos resultados positivos na Indústria de Transformação (+2.867 postos), Serviços (+2.485 postos) e Comércio (+1.487 postos). A crise da carne afetou o setor agropecuário (em plena safra). Santa Catarina, outro grande estado com forte presença no abate de animais, só criou 1,839 mil vagas líquidas.

O Rio de Janeiro destoa das grandes regiões metropolitanas do País. Se em São Paulo foram criados 3,977 mil vagas no mês passado, no Rio de Janeiro, foram fechadas 3,442 mil vagas. De janeiro a abril, enquanto o município do RJ perdia 31,813 mil vagas (57% de todos os 55,812 postos fechados no Estado). Já na capital paulistana foram perdidos 4,956 mil empregos este ano, num período em que o Estado como um todo conseguiu gerar 26,875 mil empregos líquidos com carteira assinada. A comparação entre os dois estados é dramática para o RJ: nos últimos 12 meses foram fechadas 217,959 mil vagas, sendo mais da meta (134,143 mil vagas) na capital; já o estado de SP, com mais do que o dobro de população e de contingente de mão deobra, perdeu 265,821 mil vagas, sendo 97,969 mil na capital.

Itaú já prevê 2 quedas da Selic em 1,25 p.p.

Em meio às notícias favoráveis de criação de emprego e de bom desempenho do PIB no 1º trimestre (a ser confirmado pelo IBGE em 1º de junho) e a ser reafirmado no desempenho do 2º trimestre (as primeiras informações são de que a alta de 1,12% apontada pelo IBC-Br [a antecipação do PIB pelo Banco Central] não se sustentará neste trimestre), o mercado começou a rever suas projeções para as taxas de juros, tendo em vista novos sinais de deflação nos preços por atacado, que tendem a transmitir estabilidade futura para o varejo.

Para o Itaú é bastante provável que o Comitê de Política Monetária do BC (Copom) promova nas reuniões de 30 e 31 de maio uma queda de 1,25 p.p. na taxa Selic, repetindo a dose mais intensa na reunião de 25 e 26 de julho. Nas duas últimas reuniões, o Copom baixara a Selic em 1,00 p.p. Para o Itaú, a taxa descerá dos atuais 11,25% ao ano para 7,5% em outubro e assim permanecerá até dezembro de 2018. Antes o Itaú apostava que a taxa fecharia 2017 em 8% e seguiria nesse nível até dezembro do ano que vem.

 

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