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Top 5 esperam que Copom baixe a Selic para 9,25% em julho

Top 5 esperam que Copom baixe a Selic para 9,25% em julho

As projeções para a taxa de juros de 2017 e de 2018 foram revistas para baixo, assim como o IPCA nos dois períodos e para a expectativa do PIB de 2017

O mercado financeiro, auscultado na Pesquisa Focus encerrada 6ª feira e divulgada hoje pelo Banco Central, já está apostando em maior baixa nas taxas de juros este ano, em função dos números favoráveis da inflação (com taxa negativa de 0,23% em junho e projeção de algo como 0,19% em julho e 0,25% em agosto, que derrubaria o IPCA em 12 meses abaixo de 3%). Para o mercado, a taxa Selic cairia 0,75 p.p. na reunião do Copom de 25 e 26 de julho e fecharia o ano em 8,25% (8,50% na pesquisa anterior). As Top 5, as cinco instituições que mais acertam a previsão, acham que o Copom já baixará a Selic em 1 ponto, para 9,25% e que a taxa fechará 2017 em 8%.

As projeções para a taxa de juros de 2017 e de 2018 foram revistas para baixo, assim como o IPCA nos dois períodos e para a expectativa do PIB de 2017: O PIB encolheria de 0,39% para 0,34%, mantida a projeção de 2% para 2018 e de 2,50% para 2019. Além da redução da Selic deste ano, o mercado reviu de 8,25% para 8,00% a taxa no final de 2018. Isso em função das projeções de queda maior no IPCA, apesar da possibilidade de aumento nas contas de energia elétrica com nova mudança do marco regulatório, que encareceria em 7% as tarifas para 2018.

As expectativas para o IPCA recuaram de uma alta de 3,46% para outra de 3,38% para 2017 e de 4,25% para 4,24% para 2018. Com a introdução da bandeira amarela nas tarifas de energia em julho, o mercado aumentou de 0,18% para 0,19% a projeção do IPCA de julho, mantendo em 0,25% a taxa esperada para agosto. As Top 5, que chegaram a esperar, na semana anterior índice de apenas 0,06% para o IPCA de julho, reviram a projeção para 0,16% (ainda menor que a média do mercado) e cravaram uma queda de um ponto na taxa Selic, para 9,25% ao ano.

O Departamento Econômico do Bradesco, que acertou a queda de 0,23% do IPCA em junho, está esperando que o IPCA “volte para o campo positivo, com elevação de 0,18%. Esse resultado será impulsionado pela alteração de bandeira tarifária para amarela no mês. Apesar desse efeito, o banco espera continuidade da deflação em alimentação no domicílio e também redução do preço de combustíveis. Com base nessa expectativa, a variação acumulada em 12 meses continuará arrefecendo, chegando a uma alta de 2,65% em julho”. Para agosto, a previsão do mercado é de um IPCA de 0,20%. Assim, o IPCA fecharia o ano em 3,03%, bem abaixo dos 3,38% previstos pela media do mercado.

A semana promete muita expectativa na área econômica com o desenrolar dos acontecimentos em Brasília. O presidente Michel Temer precisa dar demonstração de que continua com razoável base de apoio na Câmara para barrar os pedidos de investigação formulados pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Hoje, o relator do primeiro pedido, deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), apresenta seu parecer sobre a admissibilidade ou não do pedido perante a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Preocupado com as perdas de apoio enquanto viajava para a reunião do G-20, em Hamburgo, na Alemanha, o o presidente marcou almoço hoje com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o primeiro na linha de sucessão, e do Senado, Eunício de Oliveira (PMDB-CE), para amarrar o calendário de votações nas duas casas antes do recesso parlamentar na próxima semana. A equipe econômica espera que a reforma trabalhista possa ser aprovada nesta 3ª feira em votação no Senado. O governo necessita de 41 dos 81 votos dos senadores.

Se for aprovada, passa à sanção do presidente Temer. E aí vai-se ver como o presidente da República ficou frágil ou não com o parecer do relator da CCJ sobre as denúncias do procurador Rodrigo Janot. Fala-se que para garantir apoios de indecisos e evitar maior pressão dos sindicatos, o presidente da República vete o fim do imposto sindical obrigatório, substituindo-o por uma garantia mínima para os sindicatos. Uma pena, pois o Brasil tem um excesso de sindicatos e contribuições que só oneram a folha salarial. Um eventual recuo em pontos já aprovados na Reforma Trabalhista seria um indício de que o governo também não tem coragem para enfrentar a batalha contra as contribuições patronais obrigatórias para os Quatro S – Sesi-Senai, Senac, Senar e Sebrae.

Afora essa questão crucial, o foco do mercado doméstico nesta semana deverá ser a evolução da atividade econômica no 2º trimestre. Por ora, os sinais têm sido positivos para maio com alguma correção baixista em junho, levando o Bradesco a projetar uma retração do PIB de 0,3% no período. Ao longo da semana saem os seguintes dados referentes a maio: na quarta-feira, a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, que deve mostrar estabilidade das vendas do varejo restrito em maio; na quinta-feira, o IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Serviços, e o Banco Central divulga o IBC-Br, proxy mensal do PIB, na sexta-feira, que deve mostrar estabilidade da atividade econômica entre abril e maio. Amanhã serão conhecidos os resultados mais atualizados da safra agrícola (levantamento da Conab) e do emprego industrial de junho, pela Fiesp, na 5ª feira.

 

 

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