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Mercado já aposta em queda de um ponto na Selic

Mercado já aposta em queda de um ponto na Selic

Com o recuo da inflação, pesquisa Focus reduz de 8,25% para 8% a estimativa para os juos básicos no fim do ano

O mercado já acredita numa queda de um ponto percentual na taxa Selic na reunião da próxima semana do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), dias 25 e 26 de julho, conforme a Pesquisa Focus, divulgada hoje pelo Banco Central junto a 100 instituições financeiras, consultorias e institutos de pesquisa. Em função da baixa da inflação – esperada em 3,29% para este   (contra 3,38% na semana passada) –, além da queda maior dos juros este mês, o mercado reduziu de 8,25% para 8% a aposta na taxa Selic em dezembro de 2017. Em duas semanas, uma baixa de 0,5 p.p.

No Top-5, grupo que mais acerta as previsões, a expectativa é que a Selic recue ainda mais e encerre 2017 em 7,75%, na mediana das projeções (8% na pesquisa anterior). Para 2018, a projeção do mercado para a Selic permaneceu em 8%. Já as Top-5 projeta juros de 7,75%, na mediana das projeções, contra 7,88% na semana passada. A redução da expectativa para a taxa básica de juros vem na esteira da fraqueza da inflação.

A projeção para o IPCA de julho - nesta 5ª feira o IBGE divulga o IPCA-15, que funciona como prévia do IPCA - caiu para 0,17% (há um mês a taxa era de 0,23%), mas as Top-5 apostam em taxa ainda menor (entre 0,15% e 0,16%). Já o Departamento Econômico do Bradesco, depois de analisar a queda de 0,84% do IGP-10 divulgado nesta manhã pela Fundação Getúlio Vargas, com deflação mais acentuada que o recuo de 0,62% (o que representa uma deflação de 1,79% no IGP-10 nos últimos 12 meses, contra +0,08 em junho), está esperando uma deflação de 0,09% no IPCA-15. O que talvez leve a números ainda mais baixos do IPCA cheio de julho e anime o Copom a cortar mais fortemente os juros neste 2º semestre, depois do declínio de 0,51% do IBC-Br (o indicador do PIB do Banco Central) em maio.

Lembra o Bradesco que os dados mais recentes de inflação – tanto ao produtor como ao consumidor – têm confirmado a continuidade do processo de desinflação (o banco prevê IPCA de 3,4% este ano). Na deflação de julho do IGP-10, o destaque foi a diminuição dos preços dos produtos agropecuários (de uma queda de 1,15% em junho para 2,52%). O IPA industrial recuou 0,90% em julho (ante variação negativa de 1,18% na leitura anterior), refletindo principalmente a retração do preço do óleo diesel. O IPC, por sua vez, mostrou queda de 0,17% no período, contra alta de 0,21% em junho. Já o INCC acelerou, de 0,92% em junho para 0,62% em julho. Para o IGP-M de julho, o Bradesco espera taxa de 0,05% em julho. 

Com a demonstração de força da base de apoio do presidente Temer, no Senado e na Câmara, onde a Comissão de Constituição e Justiça rejeitou o parecer do relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) e aprovou por 41 votos (entre 66 possíveis) o parecer alternativo do deputado Paulo Abi-Ackel, favorável à rejeição da denúncia do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, pedindo autorização de abertura de inquérito no STF contra o presidente da República, para investigar suas relações com os irmãos Joesley e Wesley Batista, do grupo J&F, as atenções da economia ficam mais concentradas na possibilidade de retomada da agenda econômica.

 Para o Bradesco, após dos resultados da atividade econômica em maio, que reforçaram a expectativa de retração do PIB no 2º trimestre, o foco do mercado doméstico nos próximos dias se voltará novamente aos dados de inflação, que devem confirmar a desinflação em curso. Na mesma quinta-feira, serão divulgados o Índice de Confiança do Empresário Industrial e a prévia da Sondagem da Indústria da FGV, ambos referentes a julho. 

Na sexta-feira, o Banco Central divulga os dados do Balanço de Pagamentos relativos a junho (o Bradesco espera superávit em transações correntes de US$ 1,4 bilhão, enquanto o investimento direto no país deve somar US$ 2,0 bilhões). Ainda nesta semana a Receita Federal divulgará o resultado da arrecadação de impostos e contribuições de junho (o Bradesco estima R$ 104 bilhões, o que representa um crescimento real de 2,7% ante o mesmo mês de 2016). Completando a boa safra de números positivos na economia, que confirmariam a lenta recuperação do PIB, espera-se ao longo da semana a divulgação do resultado da criação líquida de empregos formais de junho (o Bradesco espera saldo positivo de 10 mil vagas). 

Hoje, os indicadores de crescimento do PIB chinês – com alta anual de 6,9% no 2º trimestre – animaram os mercados, que esperava variação entre 6,5% e 6,8%. No 1º trimestre o crescimento foi de 1,3% e agora passou a 1,7%, o que equivale a 6,9% em termos anualizados. Um dado importante é que os investimentos na construção civil atingiram 8,4% em termos anuais. Tal desempenho firme da economia chinesa deve favorecer as cotações das commodities, sobretudo minério de ferro e petróleo, assim como soja e carnes, os produtos primários mais exportados pelo Brasil.

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