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Atividade bancária volta a liderar lucro do BB

Atividade bancária volta a liderar lucro do BB

Segmento superou largamente os ganhos de Seguridade e de Meios de Pagamento no banco

Pela primeira vez desde 2014, o resultado das operações bancárias do Banco do Brasil no 1º semestre voltou a ser a principal fonte de lucros do banco estatal. Com ganho líquido de R$ 2,619 bilhões no 2º trimestre (+6,2% sobre igual período de 2016, num período em que a inflação ficou em 3%) e de R$ 5,061 bilhões no semestre, o segmento bancário respondeu por 38,39% do ganho semestral (R$ 1,939 bilhão – R$ 1,764 bilhão em 2016, ou 36,5% do total), superando largamente os segmentos de Seguridade (24%) e de Meios de Pagamento (17%). Em 2015 e 2016, os dois segmentos rivalizaram com os ganhos das atividades bancárias.

Mas nem tudo foram flores no resultado do BB – o único entre os grandes bancos a apresentar aumento da inadimplência no 2º trimestre: 4,11%, contra 2,89% no 1º trimestre de 2017, e 3,26% no mesmo período de 2016, enquanto as taxas declinavam no Itaú, Bradesco e Santander. A questão é que os números médios do BB são mesclados pela baixa inadimplência das operações de crédito rural, que estavam em 1,39% em junho. Já nas operações com pessoas jurídicas o índice chegou a 7,35%. Nas pessoas físicas, que passaram a responder por 51,2% da carteira de crédito do banco (46,8% em junho de 2016), a inadimplência era de 3,34%.

O Banco do Brasil tem dois grandes problemas. Embora possua uma carteira de crédito superior à do Itaú Unibanco (R$ 626,9 bilhões contra R$ 552,3 bilhões), o BB tem forte concentração no crédito rural, com juros e margens operacionais menores (embora com menor inadimplência). Tem ainda aumentando a fatia dos empréstimos à Administração Pública – de 10,7% do total de créditos em junho de 2016 para 11,6% em junho último. Maior devedora, a fatia da Petrobras cresceu de 3,5% para 3,9% no período, enquanto a do setor elétrico (liderado pela Eletrobrás) encolhia de 1,6% para 1,4%.

A questão crucial, porém, é a inadiplência endêmica. Na carteira renegociada, que em junho de 2017 somava R$ 23,4 bilhões (R$ 21,7 bilhões em junho de 2016), R$ 7 bilhões já estavam com atrasos acima de 90 dias (26,2%, contra 22,5% em igual período do ano anterior). Ou seja, sem uma retomada da economia, empresas de setores fortemente atingidos pela crise não terão condições de sair do atoleiro (isso remete a situações semehantes em dívidas fiscais e trabalhistas, junto à RFB).

Reduções de despesas e provisões

Diante da inadimplência, uma das fontes do forte ganho do banco no 2º trimestre foi a redução das despesas administrativas e das provisões para calotes (-16,9%). Em termos ajustados, o lucro trimestral foi de R$ 2,65 bilhões de reais, +47% sobre o 2º trimestre de 2017. A redução de 4,4% nas despesas operacionais frente ao 2º trimestre de 2016, para R$ 12,68 bilhões, já é parte do programa de cortes de custos aplicado no fim do ano passado, que implicou o fechamento de 550 agências e a dispensa de pouco mais de 10 mil funcionários.

Em boa hora o BB pôs um freio nas despesas, pois a receita financeira bruta caiu R$ 4,998 bilhões em relação ao 2º trimestre de 2016, período em que as operações de crédito encolheram R$ 3,3 bilhões. Para compensar o estreitamento das margens no crédito (e os juros para os tomadores tendem a cair mais neste 2º semestre), o BB registrou receitas de R$ 6,32 bilhões com tarifas (+3,6% no trimestre e + 7,3% sobre o 2º trimestre de 2016). Na comparação semestral, as tarifas cresceram 10%, sendo 11,5% nas tarifas de conta corrente.

O grande destaque foi o avanço de 26,5% nas tarifas sobre administração de fundos, que aumentaram de R$ 668,1 bilhões para R$ 816,4 bilhões, parte pela valorização das carteiras de ações da Previ. Os cartões de débito e crédito geraram R$ 740 milhões de receita (+11,6%). Outro grande avanço foi na gestão de consórcios (+41%, embora com receita de apenas R$ 336 milhões). Em compensação, a área de seguros, previdência e capitalização faturou – 6,8%, gerando R$ 1,429 bilhão.

Outro dado relevante a ser considerado é que, pela primeira vez desde 2016, as atividades internacionais do BB voltaram a dar lucro, com contribuição superior a R$ 250 milhões.

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