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Indústria cresce e garante PIB acima de 1% em 2017

Indústria cresce e garante PIB acima de 1% em 2017

IBGE projeta expansão da produção industrial superior a 2% para 2017, a maior desde 2013, em mais um sinal de que a economia se recupera gradualmente

Após crescer 0,8% no 3º trimestre, a produção industrial brasileira iniciou o 4º trimestre em alta, impulsionada por bens de capital e de consumo, em mais um sinal de que a economia está se recuperando gradualmente, tudo indicando desempenho positivo nos quatro trimestres. O IBGE informou ontem que a produção industrial cresceu 0,2% em outubro, acumulando 1,9% de expansão. Com isso, projeta alta superior a 2% para 2017, a maior desde 2013. Em outubro, 62% dos produtos industriais estavam em aceleração, o maior índice desde os 67% de abril de 2013. Sobre outubro de 2016, a alta foi de 5,3%, melhor resultado desde os +9,8% de abril de 2013.

Entre os ramos pesquisados, 15 dos 24 registraram ganhos, sendo as maiores influências positivas os aumentos de 20,3% em produtos farmoquímicos e farmacêuticos e de 4,8% em bebidas, revertendo perdas em setembro. A confiança da indústria também vem melhorando, com avanço em novembro pelo quinto mês seguido, para a máxima em quase quatro anos. Com a agricultura já assegurando expansão acima de 10% no ano e a indústria projetando taxas superiores a 2%, não será surpresa se o crescimento do PIB em 2017 apontar para a faixa de 1,2% a 1,3%. A rigor, só o setor de intermediação financeira e de seguros está patinando, para um setor de serviços que tende a crescer em torno de 0,5%.

Dando prosseguimento ao desempenho do 3º trimestre, o segmento de bens de consumo durável lidera o crescimento, com expansão de 17,2% em outubro, puxado pelos 23,7% dos automóveis, vindo a produção dos eletrodomésticos a seguir, com alta de 12,3%. Mas o segmento de bens de capital, que liderou o crescimento no 3º trimestre, prossegue em recuperação acelerada, com aumento de 14,9% na produção.

Destaque entre os bens de capital para a alta de 64,9% dos equipamentos para a construção civil (confirmando a retomada dos investimentos em infraestrutura, já que o 3º trimestre teve expansão superior a 50%); para a alta de 25,8% nos equipamentos destinados à área de transporte e a expansão de 61,9% para os de uso misto (indústria que, isoladamente, demandou + 6,9%) e a área de energia que voltou a absorver + 5,8% de máquinas e equipamentos.

Para o gerente da pesquisa no IBGE, André Macedo, o resultado da indústria é claramente positivo em 2017, “com 8 altas em 10 meses, bem em linha com o ritmo e a velocidade da economia. Não vemos recuperação rápida e instantânea, mas há uma reação, com o crescimento menos concentrado em setores específicos”, disse, em entrevista à agência Reuters. Em outubro, só a produção de bens Intermediários teve queda de 0,8%.

No acumulado do ano, o grande destaque (por seu grande peso e forte efeito multiplicador na cadeia produtiva) é da indústria de veículos automotores, reboques e carrocerias, com aumento de 16,1%, com aceleração no 2º semestre. Mas o segmento que vem mantendo constante expansão é o da produção de minérios, petróleo e gás pela indústria extrativa mineral. No ano e em 12 meses a expansão é de 5,8%.

Setor petrolífero

Hoje, a propósito, a Agência Nacional de Petróleo previu que a produção média de petróleo no Brasil deve subir 3,8% este ano, atingindo 2,7 milhões de barris por dia (bpd). Já o diretor da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Mauro Coelho, estimou que até 2026 a produção deverá dobrar em relação aos 2,6 milhões de barris/dia de 2016, até atingir o nível de 5,2 milhões de bpd.

Para ele a entrada em produção de novos campos e equipamentos fará com que a partir de 2022, com o aumento do ritmo de produção dos campos de Libra e Búzios, por exemplo, haverá um salto grande na produção.

Pelas suas projeções, o Brasil pode se tornar, em 2026, um grande exportador de petróleo com vendas externas de 3 milhões de bpd. Qualquer diminuição no volume exportado estaria ligada ao aumento do consumo de derivados no mercado interno, sobretudo se evoluírem as negociações da Petrobras com os chineses para retomar os planos de construção de uma refinaria no Maranhão com capacidade de processamento diário de 300 mil a 400 mil barris. Esse projeto, lançado por Lula para cacifar apoio político à eleição de Dilma em 2010, assim como a refinaria equivalente no Ceará (Porto de Pecém), foi abortado pela Petrobras na gestão Ademir Bendine, ainda no segundo governo Dilma.

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