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Volume gasto com cartões apresenta maior alta desde 2014

Volume gasto com cartões apresenta maior alta desde 2014

Projeção da Abecs mostra que mercado brasileiro deve crescer 16% neste ano

Até 2022 o setor de cartões terá representatividade de 60% no consumo das famílias. A projeção é da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), entidade que reúne a indústria dos meios de pagamentos eletrônicos no País. Já no 4º trimestre deste ano, as compras com cartões ficarão com 40% do total consumido pelas famílias brasileiras.

Iniciativas do Banco Central para aumentar a concorrência e a acessibilidade geram mudanças positivas no setor. Soluções inovadoras para melhorar cada vez mais a experiência do usuário também impulsionam o mercado.

“O setor tem potencial, já que o brasileiro gosta de tecnologia e as compras na web continuam crescendo. A indústria investe em inovação para oferecer produtos e serviços cada vez mais seguros e convenientes para o consumidor”, diz Pedro Coutinho, presidente da associação.

Para 2019 o mercado segue aquecido no volume transacionado por todas as modalidades. Pelas projeções da entidade ficará perto de R$ 2 trilhões, aumento de 16% em relação a 2018.

Em 2018 o segmento cresceu 14,5% e o volume transacionado chegou a R$ 1,55 trilhão, em comparação ao ano anterior. Trata-se do aumento mais expressivo desde 2014, quando o crescimento ficou em torno de 15%. Já no total de transações, o mercado mostrou-se ainda mais aquecido, com o total de R$ 18,8 bilhões – aumento de 15,5%. O número representa mais de 35 mil transações por minuto.

“O consumidor mudou a forma de se relacionar com os meios de pagamento e é cada vez maior a disponibilidade de meios digitais. O objetivo é olhar para o consumidor e atender suas necessidades”, afirma Coutinho. Cada consumidor realizou quase 200 transações com cartões em 2017, considerando-se a população economicamente ativa.

Dos vários tipos de plástico, os cartões de crédito movimentaram R$ 965,5 bilhões, aumento de 14,6%, enquanto os de débito responderam por R$ 578,1 bilhões, elevação superior a 13%. Os pré-pagos cresceram mais de 60%, movimentando R$ 11 bilhões. Em relação ao PIB, a representatividade do setor subiu de 20,7% em 2017 para 22,8% em 2018.

Vanguarda tecnológica

As compras com cartões não presentes, principalmente no e-commerce, também contribuíram para o crescimento. Em relação ao volume transacionado por cartões de crédito, ficaram com a fatia de 20,5% somando perto de R$ 200 bilhões. O crescimento ultrapassou 18%. O cartão de crédito é o meio de pagamento preferido por mais de 70% dos consumidores que compram online.

Sempre na vanguarda tecnológica, a indústria aponta para a consolidação dos cartões contactless, com sistemas de cartões e aparelhos equipados com chip e antena de radiofrequência (RFID) integrados. Pagar com cartões sem contato e outros dispositivos, como celulares, relógios, pulseiras, é cada vez mais comum no mercado brasileiro.

O celular é a plataforma de acesso utilizada por 63% desses clientes, seguido pelo computador tradicional (35%), o notebook (33%) e o tablet (3%). São dados da pesquisa da entidade realizada pelo Datafolha. Pelas projeções do Gartner, serão mais de 20 bilhões de dispositivos conectados até 2020.

A definição de regras para regulamentar o ecossistema de pagamentos instantâneos é outra iniciativa voltada para o cliente. “O objetivo é facilitar a vida do consumidor, com a oferta de produtos mais simples e rápidos.”

Infraestrutura gigante

O Brasil é dono de um dos maiores parques de equipamentos de captura de transações com cartões (POS e PDV) do mundo: 9,3 milhões de terminais. O País apresenta a concentração de 44,6 equipamentos para cada mil habitantes, um dos maiores índices do mundo e superior ao de países, como Itália (40,7), Canadá (39,2) e Austrália (38,9%)

 

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