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Inteligência Artificial potencializa tecnologia analítica da FICO

Alexandre Graff, vice-presidente e diretor geral para América Latina e Caribe da FICO Alexandre Graff, vice-presidente e diretor geral para América Latina e Caribe da FICO

Novos avanços tecnológicos reforçam as soluções de apoio a decisões desenvolvidas pela multinacional, que detém grande base instalada no mercado financeiro em nível global

Fornecedora multinacional de um amplo portfólio de soluções analíticas para suporte a decisões, a FICO vem potencializando sua atuação com a adoção sistemática de tecnologias de ponta, como as de Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning. Deste modo, ela prevê ampliar seu share de mercado, que de resto já vem crescendo rapidamente, sobretudo em decorrência dos negócios globais realizados na vertical financeira. 

“Na verdade, Inteligência Artificial e Machine Learning são usadas por nós há quase três décadas. Desde o início dos anos 1990 ofertamos ao mercado soluções baseadas nestes recursos. Para nós, portanto, são tecnologias muito maduras, gerando um diferencial competitivo muito grande para nossos clientes”, situa Alexandre Graff, vice-presidente e diretor geral para América Latina e Caribe da FICO, em entrevista para o portal de Executivos Financeiros

A provedora, segundo ele, avança tecnologicamente a fim de se capacitar a empreender projetos de maneira mais célere, o que se reflete em cases concretos no Brasil. Na Elo, por exemplo, foi implementada uma solução antifraude em seis meses. A mesma agilidade pôde ser observada em uma iniciativa levada a cabo no Santander, para suportar novas estratégias de empréstimos e novos modelos analíticos. Ou ainda no Banco Original, em que foram implantadas soluções para originação e gestão de clientes. 

Complementando, Scott Zoldi, Chief Analytics Officer da FICO, ressalta que a empresa está desenvolvendo tecnologias de modo a tornar as soluções mais facilmente acessíveis por parte dos bancos, como no caso da área de IA: “A ideia é trazer capacitações para as instituições que lhes permitam operacionalizar a tecnologia de Machine Learning muito rapidamente”. 

Na prática, pondera Zoldi, este é um dos desafios enfrentados globalmente pelas organizações no momento de lidar com Machine Learning. Esta lacuna de expertise, aponta ele, também é encontrada nos bancos, onde há muitas pessoas capacitadas, mas que não necessariamente detêm conhecimentos de softwares e know-how para fazer funcionar as plataformas de Inteligência Artificial. 

A FICO então, entre outras contribuições, auxilia os clientes a construírem modelos, compreenderem os dados e também a operarem a tecnologia. “Ajudamos os bancos fornecendo capacitações, permitindo-lhes dominar a tecnologia desde o começo até o fim da jornada, de modo que depois possam caminhar sozinhos”, destaca o Chief Analytics Officer. 

Lançamento de novos produtos 

Além disso, Alexandre Graff nota que sua empresa tem procurado lançar novidades ano após ano, com o intuito de manter sua posição de liderança. Foi com apoio nesta diretiva que o posicionamento da FICO no mercado financeiro tornou-se, a seu juízo, bastante forte e abrangente, trabalhando com modelos analíticos, consultoria e softwares em cima de sua plataforma de suporte a decisões. 

O resultado foi que, em sua carteira, ela abriga atualmente cerca de 95% dos grandes bancos do mundo, o que lhe confere proeminência neste nicho. Com isso, em torno de 70% de suas receitas globais provêm da área financeira, com os restantes 30% derivando de outros segmentos, como telecom, varejo e indústria. Mais detalhadamente, algo como 25% do faturamento da FICO, cerca de US$ 250 milhões, é gerado na área de scores, que abarca softwares e serviços. 

A corporação, no último ano fiscal, que venceu em 30 de setembro, superou a marca de US$ 1 bilhão em receitas, o que a coloca em um grupo seleto de 10 ou 12 provedoras independentes de softwares. “Nosso diferencial é que somos uma empresa sólida, que veio para ficar, com muitos anos no mercado e em expansão constante, agora entrando neste restrito grupo”, comemora o entrevistado. 

“O mercado financeiro faz parte do nosso DNA, está no nosso sangue. E estamos levando esta nossa experiência para outros segmentos”, salienta ele. A realidade é que a participação de clientes não financeiros vem aumentando a cada ano. Tanto assim que a múlti criou na América Latina uma vertical só para atendê-los, o que inclui um diretor sênior, especialistas e gerentes de relacionamento. 

No Brasil, a corporação, que aqui aportou em 1998, experimentou um crescimento bastante robusto nos últimos cinco anos, tendo aumentado praticamente seis vezes o seu tamanho, com a injeção de polpudos investimentos na operação. 

Um passo relevante dado no País foi a recente aquisição da consultoria GoOn, que atua nas áreas de risco e crédito, com expressiva penetração no segmento de varejo. “A FICO acredita e aposta no mercado brasileiro. Este negócio vai fortalecer nossa capacidade de entrega na região”, frisa o executivo. 

Histórico de inovação

Esmiuçando retrospectivamente o perfil e o posicionamento de mercado da FICO, o vice-presidente lembra que a provedora, fundada em 1956 e baseada no Vale do Silício, é pioneira no emprego de análises preditivas e de ciências de dados para apoiar as decisões operacionais e de negócios. 

A premissa que lhe deu origem é a fusão das ciências matemáticas com a de dados, visando sustentar um melhor processo decisório, possibilitando predizer o que vai acontecer com base em fatos já ocorridos. Desse modo, a empresa, afirma Graff, se tornou efetivamente criadora do conceito mesmo de análise preditiva. 

De lá para cá, explica o entrevistado, a FICO orientou sua atuação ancorada em um tripé. Além do modelo matemático, foram incluídas as partes de otimização e de motor de regra. A partir deste passo, desenvolveram-se várias soluções ao longo de mais de seis décadas, voltadas não só para a indústria financeira, mas para o conjunto do mercado. 

O portfólio criado, pormenoriza o executivo, possibilita às organizações conhecerem os seus clientes de uma ponta a outra do processo, dando conta de todo o ciclo de vida dos relacionamentos com estes clientes, de sorte que os gestores possam tomar a decisão mais adequada em relação a cada etapa. O objetivo é fazer com que a base de correntistas de uma instituição, por exemplo, enxergue nela uma parceira, fortalecendo a fidelização. 

Deste modo, explicita ele, podem ser contempladas etapas como segmentação de clientes e formulação de estratégias nas campanhas de marketing; captação de clientes e análise da documentação requerida; oferta personalizada de produtos e serviços via customer management; prevenção de fraudes e aumento da confiabilidade, preservando-se a reputação tanto do cliente quanto da instituição financeira; prevenção contra práticas de lavagem de dinheiro; desenho de políticas de cobrança em relação à inadimplência. 

Em termos gerais, o processo decisório pauta o dia a dia do mercado financeiro, em um sem-número de frentes. Reflete-se, por exemplo, na aprovação ou não de uma transação com cartão de crédito, procedimento pelo qual se afere o comportamento dos gastos, o local onde o cliente se encontra, o tipo de cartão, entre outros fatores. “A FICO hoje, por sinal, é responsável pela aprovação de dois terços das transações com cartões de crédito no mundo”, revela o vice-presidente. 

As ferramentas disponíveis de apoio a decisões podem chegar a um elevado grau de refinamento. Há, por exemplo, as que proporcionam uma comunicação mais assertiva com os clientes, permitindo a escolha da melhor maneira de contatá-los em uma campanha de marketing: ligação, carta, whatsapp, planejando-se a interação de acordo com o horário e o dia.

Da mesma forma, ao se oferecer um novo produto, pode-se definir a melhor alternativa para divulgá-lo: por telemarketing, por SMS, por WhatsApp ou por uma ligação computadorizada ou não em um dado momento do dia ou da semana. Ou ainda, para se fazer uma cobrança, é possível identificar a melhor maneira de negociar uma dívida: por chat ou SMS. 

“A utilização de modelos analíticos, de Inteligência Artificial e de Machine Learning, que está na base da oferta da FICO, visa proporcionar uma melhor a experiência do cliente e fazer avançar o processo de transformação digital nas organizações”, conclui Graff.

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