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ANBIMA divulga balanço trimestral dos fundos de investimento

ANBIMA divulga balanço trimestral dos fundos de investimento

Cenário instável desafia indústria de fundos, que registrou a menor captação desde 2002

 

O cenário econômico brasileiro teve grande influência nos resultados dos investimentos no primeiro trimestre de 2015. Segundo o boletim da ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – divulgado esta semana, houve grande desvalorização do real em relação ao dólar, que teve valorização de 20% até março. A bolsa de valores também registrou desvalorização e subiu 7,5% no período. O IMA – Índices do Mercado da Andima – geral e o IMA-B melhoraram no início de 2015.

Informações gerais da indústria

Com um patrimônio total de R$ 2.780,4 trilhões, a indústria de fundos registrou captação líquida negativa em R$ 2,67 bilhões, em 2015 até março.

A diretora da ANBIMA, Luciane Ribeiro, afirma que há muito tempo o mercado não via números tão negativos. “Esse foi o menor resultado para um primeiro trimestre do ano, desde o início da série em 2002, e a explicação disso é, logicamente, o cenário econômico do primeiro trimestre que foi realmente muito difícil, muito volátil, com muitos acontecimentos. Enfim, que ajudaram a complicar mais o cenário econômico local”, avalia Luciane.

Para se ter uma ideia do tamanho da queda na captação da indústria de fundos, que teve início em 2014, quando captou 1,89%, basta comparar os índices registrados nos anos anteriores. O ano de 2013 atingiu mais de 72%; 2012 ultrapassou a casa dos 78% e 2011 teve captação de mais de 53%.

Recuperação do IMA-B eleva retorno dos índices de Renda Fixa

A composição dos índices com duration mais longa (NTN-B) melhoraram lidade dos fundos de renda fixa, com destaque para multimercado macro, que teve rentabilidade boa, tanto no curto como o longo prazo. No primeiro trimestre do ano, a rentabilidade acumulada atingiu 8,52%, que é bastante superior ao dos anos anteriores. Se comparada com 2014, essa categoria teve um retorno apenas de 0,37%, no mesmo período. E em 2013, de 1,25%.

Esses números refletem a posição dos fundos multimercados, com estratégias macros, de longo prazo, como compra em câmbio, real contra dólar e, um pouco menos, compra em bolsa em alguns setores.

Percebe-se que a rentabilidade bastante positiva está descolada da captação, que foi muito negativa, da ordem de - R$18,56 bilhões no primeiro trimestre. A diretora da ANBIMA explica que há sempre um atraso entre a rentabilidade e o fluxo de captação. A rentabilidade positiva vem do último trimestre e, talvez dos últimos seis meses. “Ainda não deu para ter um movimento específico que traduza isso na captação líquida.”

O grande atrativo do retorno dos multimercados está voltado primeiro à diversificação dos ativos no exterior e, logicamente, quando se diversifica comprando ativos no exterior, há troca de real por dólar ou outra moeda. A desvalorização do real brasileiro ajudou na rentabilidade positiva. Com isso, os fundos que investem 100% fora do Brasil tiveram retorno bastante expressivo. Vale lembrar que a categoria multimercados é a mais ampla e mais abrangente do ponto de vista de estratégia de classe de ativos, sendo muito utilizada para os fundos exclusivos.

Fundos de Ações

Os fundos de ações iniciaram o ano com um cenário bastante adverso, se comparado com os últimos dois anos. A pior categoria no primeiro trimestre de 2015 foi a dos fundos Small Caps que tiveram retorno negativo de 3,82% e rentabilidade nos últimos 12 meses de -6,47%. E o os fundos de ações ativos (IBOVESPA ativo) teve retorno positivo de 3,71%. O melhor retorno na categoria de fundos de ações.

Captação líquida por categoria de fundos

O ambiente de incerteza ampliou a aversão ao risco e aumentou a captação em fundos DI. A perda de captação líquida dos multimercado chegou a R$ 18,56 bilhões. Os fundos de ações perderam R$ 5, 17 bilhões. Os resultados positivos vieram dos fundos de curto prazo. “O investidor sempre fica mais conservador com a instabilidade, então, procura o porto seguro do curto prazo ou dos referenciados DIs”, comenta Luciane.

No período, as captações de curto prazo foram de R$ 9,32 bilhões e as referenciadas DI foram de R$ 5,28 bilhões. Os fundos de previdência mantêm a série histórica sempre muito positiva, captaram R$6,85 bilhões

Captação da Previdência

A captação líquida da previdência no primeiro trimestre foi de R$ 6,85 bilhões.

Captação líquida por segmento de investidor

Os números da captação líquida por segmento de investidor registram os índices até fevereiro de 2015.

A captação líquida negativa veio principalmente de dois segmentos: o corporate, que teve uma saída de R$ 10,66 bilhões e do private, que teve captação de -R$3,54 bilhões.

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