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Risco de endividamento: saiba como se prevenir do descontrole financeiro

Samara D'Alessio, coordenadora de recuperação de crédito na Geru Samara D'Alessio, coordenadora de recuperação de crédito na Geru

O empréstimo pessoal pode ser vantajoso para renegociar dívidas

Samara D'Alessio(*)

Sair do azul e entrar para o vermelho é uma situação recorrente para muitas famílias brasileiras. O estado de São Paulo, por exemplo, é a região com o maior número de devedores, chegando a 14,9 milhões de pessoas. Destas, cerca de 4,6 milhões estão com as dívidas em atraso de até R$ 500, segundo levantamento do Serasa Experian. O total de endividados no Brasil é de 63,4 milhões de pessoas, conforme último registro da empresa em junho deste ano.

Os números assustam, mas com disposição e disciplina é possível renegociar dívidas e mudar essa realidade. As possibilidades para sair do vermelho são muitas, mas alguns ficam receosos de fazer um empréstimo para renegociar dívidas, e com razão. Afinal, como se livrar das contas fazendo mais uma? É por isso que é preciso analisar tudo e fazer uma boa pesquisa.

Mas quando será que um empréstimo pessoal para renegociar dívidas é vantajoso? Um bom começo é comparar as taxas de juros de um empréstimo com as taxas das dívidas que você já tem. Cartão de crédito e cheque especial são exemplo de créditos que, por serem fáceis de usar, representam o primeiro passo para o risco de endividamento.

Outra vantagem de fazer o empréstimo pessoal para renegociar dívidas é que, muitas vezes, os credores estão dispostos a dar um bom desconto para quem pagar o que deve à vista. Se você tem uma dívida que se enrola por alguns meses e já virou uma bola de neve, pode ser que a empresa para a qual você deve dinheiro esteja disposta a te dar um desconto para saldar esse débito.

Também, outro benefício do empréstimo pessoal é o prazo mais longo para conseguir pagar as dívidas com parcelas adaptadas à sua renda, evitando retirar uma grande parte do salário. Com mais prazo para pagar, você fica mais tranquilo sabendo que não tem nada em atraso. Além disso, após todas as contas em atraso quitadas, você pode limpar seu nome, deixando de constar como devedor nos Serviços de Proteção ao Crédito (SPC) ou Serasa e melhorando o score de crédito para futuras negociações. 

Quais os riscos envolvidos?

O crédito pessoal só deixa de ser uma boa opção, quando seu custo efetivo total (CET) supera o custo das dívidas renegociadas com o credor original. Por isso, a resposta não é simples: você terá que fazer as contas e colocar os números no papel. E para que você não erre ao tomar essa decisão, fique atento aos três riscos do empréstimo pessoal para renegociar dívidas: 

1- Custo total muito alto

Com a flexibilidade do prazo de pagamento do empréstimo pessoal, além da tranquilidade para você pagar suas dívidas, ela também pode ser responsável por um custo total mais alto. Isso porque o empréstimo pessoal tem custos adicionais envolvidos, tais como: impostos, seguros, e outras taxas que costumam ser cobradas, principalmente pelos bancos tradicionais. 

2- Taxas para negativados são mais altas

Vale destacar que as taxas do empréstimo pessoal são definitivamente melhores que as taxas de juros dos cartões de crédito e cheque especial. No entanto, quem está negativado dificilmente vai conseguir condições tão boas quanto quem não tem restrições de crédito. Por isso, a melhor saída é renegociar dívidas assim que você perceber que as contas estão saindo do controle, sem esperar pelo pior, isto é, sem esperar que seu CPF esteja negativado. 

3- Risco de entrar novamente em uma dívida que não pode pagar

A princípio, o crédito pessoal pode parecer uma boa ideia para se livrar rapidamente das dívidas. Contudo, é preciso ter muito cuidado para não cometer o mesmo erro e entrar numa dívida que não pode pagar. Ainda mais pelo perfil de empréstimo, que é descomplicado, tem pouca burocracia e boas taxas, porém deve ser usado com responsabilidade. Do contrário, ele é apenas uma forma de adiar o problema. 

Agora que conhecemos as vantagens e os riscos de uma renegociação de dívidas a partir do empréstimo pessoal, a primeira coisa a fazer é ter um panorama completo do que você deve agora, conheça seus limites e suas possibilidades. Identifique as taxas de juros envolvidas, quanto por mês você pode dedicar para o pagamento de um possível empréstimo e quais dos seus gastos atuais podem ser cortados para aliviar o orçamento. 

Com as contas feitas, é hora de colocar a mão na massa, entrar em contato com os credores, negociar as dívidas e contar com uma dose extra de paciência e habilidade de negociação. Além disso, é preciso adotar uma postura responsável e consciente sobre seus ganhos e gastos. Com isso, melhorar sua relação com o dinheiro e, provavelmente, não precisar renegociar dívidas nunca mais!

(*) Coordenadora de recuperação de Crédito na Geru

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