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Programa de aceleração Visa ajuda startups a crescer

Programa de aceleração Visa ajuda startups a crescer

Podem inscrever-se no programa empresas que tenham receita, base de clientes e que estejam em fase de crescimento

O número de startups cresce a cada dia no mercado brasileiro. Segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a quantidade de startups cadastradas dobrou entre 2012 e 2017, para 5100. Hoje, de acordo com a Startupbase, esse número já ultrapassa 12 mil empresas que seguem este modelo de negócio, a maioria na área de educação e finanças.

Para que possam impulsionar seus ganhos e se destacarem em um mercado cada vez mais competitivo, muitas empresas procuram programas de aceleração, que oferecem mentorias e as ajudam em seu desenvolvimento, aprimorando seus negócios para conquistar outros clientes e mercados de forma mais sistêmica e organizada.

Pensando em contribuir com esse ecossistema de inovação, há três anos, a Visa promove um programa de aceleração de startups para desenvolver o empreendedorismo e novas soluções. Podem se inscrever empresas que, por exemplo, tenham receita, base de clientes e que estejam em fase de crescimento. Após selecionadas, recebem mentorias de executivos da Visa e do mercado para desenhar uma estratégia de crescimento e verificar oportunidades de negócios e de investimentos. As startups também ganham a oportunidade de ir ao Vale do Silício para revisar sua estratégia de negócio, fazer benchmark, estreitar relacionamento com venture capitals, além de validar se a solução criada por eles pode ser internacionalizada.

Só no ano passado, 43% das startups do 1º batch e 29% do 2º batch fecharam contratos com a Visa e/ou clientes e parceiros, totalizando 15 negócios fechados até o momento. Outras 15 oportunidades comerciais ainda estão em discussão e devem ser concretizadas nos próximos meses.

Cerca de 70 empresas já participaram do programa da Visa e puderam colocar em prática esses novos conhecimentos, o que promoveu o crescimento de todas elas. A Neomode, por exemplo, é uma das startups que participou em 2018. A empresa automatiza processos de vendas do varejo e unifica a loja física com canais online de venda em apenas um lugar. Segundo Fabíola Paes, co-fundadora da empresa, os aprendizados trouxeram maturidade para o grupo de empreendedores, o que refletiu diretamente nos negócios.

“A vivência e orientações que tivemos no Vale foram muito importantes. O contato direto com Kristin Link, profissional de coaching e oratória foi sensacional e nos deu conselhos valiosos que nos auxiliou no nosso dia a dia. Também aprendemos sobre melhores práticas de investimento e pudemos trabalhar em uma nova tecnologia, que nos fez aprimorar nossa ferramenta e se diferenciar do mercado”, afirma Fabíola. Com mais conhecimento a Neomode conquistou novos clientes e um aporte de mais de dois milhões de reais fora do programa da Visa, que foram investidos em novas tecnologias e expansão da empresa.

Outra startup que participou do programa foi a Ripio, plataforma de compra e venda de bitcoins. Além do networking, a empresa conquistou conhecimento para desenvolver novos produtos e as mentorias ajudaram a organizar seus processos. "A Ripio deu um grande salto com o Programa de Aceleração Visa. Além de implementar novos serviços e tecnologias para o mercado nacional, fortaleceu os processos internos de compliance e prevenção a fraudes com o apoio e expertise da Visa – que é uma referência nestes temas. Além disso, não podemos deixar de ressaltar os contatos que fizemos durante a aceleração. Esse networking e a vivência com executivos e mentores agregaram muito ao negócio", afirma o Country Manager no Brasil, Ricardo Da Ros.

A Medicinae, plataforma de pagamentos para consultórios e clínicas médicas, participa do 2º batch deste ano e já passou por mudanças concretas. Com a mentoria e treinamentos que tem recebido, estão melhorando a proposta de valor e a interação com seus clientes. “Crescemos cerca de 30% no último mês, e nossa meta é expandir para o Brasil todo. Mudamos nossa pesquisa e olhar de negócio. Hoje buscamos entender o contexto, a clínica como um todo, não apenas a questão financeira do nosso público-alvo. Realmente o programa de aceleração da Visa mudou nossa visão e agora estamos no caminho certo”, afirma Rafael Coda, CEO e co-fundador da Medicinae.

 

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