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Mercado financeiro aguarda regulamentação do pagamento instantâneo Destaque

Mercado financeiro aguarda regulamentação do pagamento instantâneo

Tecnologia permitirá, por meio de um smartphone com QR Code, transferências de valores para pessoas físicas ou jurídicas em real time e em apenas 10 segundos

Os pagamentos em dinheiro ou em cartões de débito podem perder espaço no mercado financeiro. É que o Banco Central está regulamentando o Sistema de Pagamento Instantâneo (SPI), cujas transferências de valores, para pessoas físicas ou jurídicas, são feitas em tempo real, 24 horas por dia e em apenas 10 segundos.  Para isso, é necessário apenas um smartphone, equipado com um aplicativo dotado de QR Code, o cadastramento do usuário na base de dados de um provedor de serviços de pagamento instantâneo e conta em uma instituição financeira.  O custo das transações com o SPI será muito mais acessível que um TED ou DOC. Além disso, as operações serão mais simples, porque não será necessário conhecer todos os dados do destinatário.

O intermediador desse tipo de pagamento não serão as bandeiras dos cartões, mas sim o próprio Banco Central.  Para viabilizar o pagamento instantâneo a instituição criou o padrão de comunicação XML-DSign. É esse protocolo que vai garantir a confidencialidade das transações, a autenticação das mesmas e a integridade das mensagens.

Segundo especialistas nessa tecnologia em 10 anos 30% a 40% das transações no Brasil serão feitas via pagamento instantâneo. “A expectativa é que sejam realizadas 94 milhões de transações/dia no País, depois que o BC regulamentar o uso da tecnologia, o que está previsto para novembro deste ano.  Só na capital paulista serão gerados benefícios da ordem de US$ 11 bilhões”, enfatiza Luiz Dutra, CEO da Log Bank.

Esse tipo de pagamento, que dispensa as maquininhas de cartão de crédito e os caixas eletrônicos, é utilizado em 34 países com sucesso. A China é o maior usuário, empregando os aplicativos AliPay e WeChat Pay.

Vantagens da tecnologia

De acordo com Ivo Mósca, coordenador da subcomissão de Pagamentos Instantâneos da Febraban, o pagamento instantâneo favorecerá o governo, bancos, pessoas físicas e pessoas jurídicas. “O governo passará a ter uma visão mais precisa do mercado financeiro. Além disso, reduzirá os custos da cadeia produtiva”, afirma. Em relação aos bancos, essa tecnologia permitirá extrair mais informações sobre os perfis dos clientes. Isso favorecerá a oferta de novos produtos e serviços.

A vantagem para as pessoas físicas é o fato de poder enviar um pagamento eletrônico a qualquer hora e em qualquer dia. “O SPI será também um meio de inclusão financeira do cliente de baixa renda”, assinala o representante da Febraban.

Já para as pessoas jurídicas o grande benefício é dispor com essa tecnologia de um fluxo de caixa em Real Time. Redução do custo operacional e mais agilidade nos pagamentos são outros ganhos para esse nicho de mercado, segundo Mósca.

Apesar de oferecer tantos benefícios o uso do pagamento instantâneo esbarra em algumas barreiras para ser colocado em prática. O brasileiro é muito desconfiado em relação a novas tecnologias, o que pode dificultar a adesão ao pagamento instantâneo. Outro empecilho  é o fato de dispormos no País de um grande contingente de celulares pré-pagos que não suportam aplicativos de instituições financeiras.

Segurança é o grande desafio

Garantir a segurança das transações é o grande desafio dos players que vão atuar no  ecossistema de pagamento instantâneo. A Dinamo Networks oferece o Hardware Security Module (HSM), encarregado de garantir a segurança e a melhoria de performance dos processamentos das operações criptográficas dessas operações. Testes realizados pelo Banco Central comprovaram um ganho de performance significativamente alto quando o processamento criptográfico é repassado para o HSM.

De acordo com Marco Zanini, CEO da Dinamo, os HSMs Dinamo possuem nativamente o módulo de autenticação forte (One Time Password – OTP), desempenho acima de 4 mil transações por segundo e guarda de milhares de chaves no equipamento. “O nosso hardware está capacitado também a realizar a criptografia de dados, que atende a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Todas essas features são necessárias e agregam valor para as empresas do mercado financeiro”, conclui o executivo. .   

 

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