Menu

Até onde o coronavírus vai impactar na busca de crédito pelas empresas?

Carlos Ponce, sócio da Loara Carlos Ponce, sócio da Loara

As empresas não devem esperar para procurar os bancos. Ficar parado nesse momento pode representar a diferença entre ter ou não crédito para manter os negócios funcionando.

 

Carlos Ponce (*)

Há incertezas geradas pelo avanço do coronavírus na saúde, na economia e, consequentemente, no mercado de crédito. O Brasil começa a sentir os impactos no sistema de saúde que ocasionarão reflexos negativos para a economia e para o dia a dia dos cidadãos.

A necessidade do isolamento social força uma enorme restrição de demanda com consequências desfavoráveis para toda a economia e com potencial para gerar ainda mais fragilidade fiscal no Brasil.

A estratégia do governo de decretar calamidade pública permite o descumprimento da meta em 2020, abrindo caminho para o governo tomar as medidas necessárias para atenuar a crise e levar alguma tranquilidade para famílias e empresas, reduzindo o impacto da doença na economia.

Apesar de todo esse esforço do governo e com a Selic no patamar mais baixo da história, os mercados ainda estão voláteis, por dificuldades na previsão das consequências que a Covid-19 trará para a economia no curto e médio prazo.

No mercado de crédito, algumas ações já foram tomadas para aliviar os efeitos da crise. O anúncio dos cinco maiores bancos de postergar por até 60 dias o pagamento de empréstimos; a desobrigação dos bancos de efetuar provisões para os casos de renegociações de dívidas e o anúncio do Banco do Brasil e da Caixa sobre reforçar suas linhas de crédito voltadas, principalmente, para pequenas e médias empresas.

Como é de se esperar em momentos de muita incerteza, alguns bancos adotarão critérios mais rigorosos para a concessão de crédito, o que pode resultar em dificuldades ou demora na busca por linhas de financiamento. Esse cenário mais restritivo deve melhorar à medida que as a incertezas forem diminuindo. Já observamos um movimento mais restritivo e com aumento dos spreads em algumas operações liberadas nos últimos dias.

Proteger o caixa e montar estratégia

Neste momento, é fundamental proteger o caixa e montar uma estratégia de busca de linhas de crédito para eventuais necessidades. Não espere o problema acontecer para procurar o banco. Começe já! Ficar parado nesse momento pode representar a diferença entre ter ou não crédito para o pagamento de compromissos assumidos, tecnologia, matérias-primas, etc. Não há espaço para erros.

Lembre-se que ter alguém que entenda de banco, suas políticas comerciais, burocracia etc, pode ser um grande diferencial para agilizar o processo e reduzir custos, na negociação de crédito para sua empresa.

O mundo está passando por processo de forte stress. Neste momento, a pandemia começa a arrefecer na Ásia e a Europa parece estar no epicentro da crise. Em alguns dias, provavelmente, Estados Unidos e Brasil enfrentarão o pico dessa terrível crise de saúde. Reforçamos, portanto, a necessidade de proteção do caixa e do planejamento de crédito.

Respeitando as orientações das autoridades de saúde brasileiras, mantemo-nos atendendo as demandas e necessidades de nossos clientes e de todas as empresas que necessitarem melhorar seu capital de giro, neste momento de turbulência no mundo. O mercado ainda não consegue prever o futuro. Portanto, se contrai para proteção. Planejar-se para o crédito é garantir a sobrevivência de sua empresa. 

(*) Sócio da Loara

 

Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

voltar ao topo

Finanças

TI

Canais

Executivos Financeiros

EF nas Redes