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Pandemia: comércio no Brasil tem forte recuo no faturamento

Pandemia: comércio no Brasil tem forte recuo no faturamento

Segundo a Accenture, maiores quedas nos primeiros meses de isolamento social estão nos setores de turismo (-75%), vestuário (-66%) e bares e restaurantes (-60%)

 

No Brasil, o comércio, dependendo do setor específico, sofreu queda de até 75% do faturamento por conta da cautela dos clientes, que passaram a diminuir gastos pessoais durante o isolamento social imposto para contenção da covid-19. É o que mostra o mais recente estudo da Accenture que mapeia os impactos da pandemia na indústria de pagamentos pelo mundo.

Enquanto o turismo liderou a baixa (-75%), seguido por vestuário (-66%) e bares e restaurantes (-60%), os supermercados viram seu faturamento crescer em 16%. A queda total no faturamento do varejo brasileiro no período, considerando desde o início de março até 13 de maio, é de 30,1%.

O estudo também projeta a recuperação da economia de forma distinta. Os setores de vestuário, produtos de beleza, eletrodoméstico, vendas diretas, serviços de mobilidade e serviços médicos, hoje em baixa demanda, deverão se recuperar em um ritmo mais avançado. Já os serviços de academias, eventos, turismo, bares e restaurantes, deverão avançar um ritmo mais lento.

"O que está sendo discutido nesse período de pandemia tende a ser mais digital, colaborativo e com menos contatos pessoais. Com isso, é possível que exista uma aceleração da tendência de digitalização dos serviços bancários e de pagamentos, assim como está sendo percebido em outras indústrias, como na implementação de telemedicina e fortalecimento do Ensino à Distância", avalia Edlayne Burr, diretora-executiva e líder de Estratégia para Pagamentos da Accenture na América Latina.

Neste contexto, o setor de pagamentos precisou passar por uma revisão de suas projeções. Antes da pandemia, operava-se com a expectativa de crescimento de 24% no volume financeiro transacionado em cartões para 2020. Agora, os números registram uma retração de 12 a 15% em relação ao ano anterior, com uma receita potencial não capturada que pode chegar a R﹩16 bilhões. No longo prazo, o fator covid-19 tende a acelerar e consolidar iniciativas de digitalização do dinheiro, como transações contactless e pagamentos instantâneos.

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