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IBM aponta cinco tendências que moldarão o Blockchain em 2020

Estudo aborda aspectos críticos do Blockchain, como modelos de governança, interconectividade, integração de tecnologias como IoT, 5G e IA, além da segurança e transparência

 

O ano de 2019 foi decisivo para o Blockchain. A tecnologia foi expandida para incluir organizações que trabalham juntas e, assim, converter rapidamente seu valor em resultados de negócios tangíveis para todo o ecossistema. Mas o que podemos esperar para 2020?

O IBM Institute of Business Value (IBV), por meio do seu Estudo de Economia Blockchain de 2019, conduziu entrevistas com mais de 1.000 pessoas de negócios e tecnologia, e reuniu os cinco principais temas para 2020:

1.Surgirão modelos de governança pragmáticos

Com a maior adoção do Blockchain se aproximando, a governança se tornará um fator chave. No entanto, a criação de um modelo de governança com o qual todos os participantes concordem pode ser um desafio. De fato, foi visto que 41% das organizações acreditam que a falta de padrões uniformes de governança entre parceiros é o desafio mais importante para avançar sua Prova do Conceito (PoC) de Blockchain ou Ecossistema Mínimo Viável (MVE).

Em 2020, começaremos a ver novos modelos de governança que permitem que grandes e variados consórcios tratem da tomada de decisões, permitam esquemas e até pagamentos com mais eficiência.

2. A interconectividade está um passo mais perto da realidade

O sucesso do Blockchain depende da colaboração de várias partes. Mas, com o potencial de dezenas, centenas ou até milhares de participantes em uma rede, não podemos esperar que cada parte de uma rede use o mesmo provedor ou incorpore um novo ambiente de computação para um único aplicativo. Mesmo assim existe uma necessidade excepcional das empresas de compartilhar dados sem problemas.

Portanto, não é possível pensar em Blockchain sem a nuvem. Aliás, sem o uso de uma nuvem que seja híbrida e multicloud, o que permite a todos os atores da cadeia selecionar a plataforma Blockchain sem depender da infraestrutura na qual seus dados estão hospedados. Hoje, IBM Blockchain está aberta e disponível em qualquer lugar. Blockchain deve permitir a facilidade de utilização de tudo o que as empresas necessitam, em ambientes híbridos de nuvem, multicloud e locais; e, desta forma, fazer com que a tecnologia permita a transformação das empresas e indústrias.

3. Outras tecnologias serão combinadas com Blockchain para criar uma vantagem competitiva ainda maior

Agora que as soluções Blockchain estão capturando milhões de pontos de dados e fazendo sentir sua presença em todo o mundo, elas estão abrindo a porta para novas capacidades. Tecnologias adjacentes como Internet das Coisas (IoT), 5G, Inteligência Artificial (IA) e Edge Computing, para citar algumas, irão combinar-se com Blockchain para gerar valor agregado para os participantes da rede. Por exemplo, espera-se que as soluções Blockchain se combinem com Internet das Coisas e IA para se tornarem os principais aceleradores dos mercados habilitados para Blockchain no futuro.

Desta forma, os dados mais confiáveis de Blockchain irão informar melhor e fortalecer os algoritmos. Blockchain ajudará a manter esses dados seguros e auditará cada etapa do processo de tomada de decisão, permitindo uma visão mais precisa, impulsionada pelos dados confiados pelos participantes da rede.

4. As ferramentas de validação começarão a combater fontes de dados fraudulentas

De acordo com o estudo, 88% das instituições acreditam que garantir padrões de comunicação de dados para as redes Blockchain é um fator importante para que toda a indústria se junte a uma rede Blockchain. Sendo assim, não há dúvida de que confiança e transparência são essenciais, mas em um mundo onde os dados são coletados e transferidos mais rápido do que nunca, entende-se que haverá inconsistências nesses dados, seja devido a erro humano, seja por causa de pessoas mal-intencionadas.

Com a necessidade de mais mecanismos de proteção de dados, este ano as soluções de Blockchain usarão ferramentas de validação junto com os mecanismos de criptografia e IoT, que ligam os ativos digitais ao mundo físico injetando dados externos nas redes. Isto melhorará a confiança e eliminará a dependência da inserção manual de dados, que muitas vezes são propensas a erros e fraudes.

5. As moedas digitais regulamentadas continuarão a avançar

Tokens, moedas digitais e moedas digitais respaldadas pelo Banco Central têm sido um tema de crescente interesse para os mercados de capitais. Tokenizar ativos e títulos, convertendo-os em fichas digitais e depois negociar, trocar e resolver a custódia desses ativos digitais está transformando a eficiência, segurança e produtividade dos mercados de capitais. De fato, 58% das organizações pesquisadas concordam que podem obter novas fontes de receita ao tolkenizarem os ativos trocados em um mercado habilitado para Blockchain.

Além disso, novas organizações e regulações foram implementadas para facilitar a criação, gestão, comercialização e liquidação de tais fichas digitais e moedas.

Embora passar tempo antecipando o futuro desta tecnologia inovadora seja extremamente emocionante, reconhecemos que estão continuamente entrando no mercado novas dinâmicas que podem desafiar estas tendências como as vemos hoje. No entanto, uma coisa é certa: Blockchain continuará a romper, transformar e melhorar o mundo em que vivemos. 

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CPQD cria solução de identidade digital descentralizada compatível com Blockchain Corda

Solução permite que o cliente tenha controle total sobre seus dados e acesso facilitado a serviços financeiros

 

O CPQD anunciou no final de janeiro a conclusão da prova de conceito do FinID - Sistema de Identidade Digital Descentralizada. Durante o desenvolvimento do projeto, a instituição contou com o apoio de um grupo de profissionais formado por especialistas do Banco Central e da R3, empresa especializada no desenvolvimento de Blockchain corporativo, como parceira tecnológica.

O FinID é um dos projetos selecionados pelo LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) do Banco Central e, segundo o gestor de soluções Blockchain do CPQD, José Reynaldo Formigoni Filho, a participação da R3 foi fundamental para que a solução fosse criada de modo compatível para integração à plataforma Corda, que é o protocolo DLT (Distributed Ledger Technology) mais utilizado atualmente pelo setor financeiro. "A identidade digital descentralizada é composta por várias credenciais eletrônicas emitidas por diferentes agentes que fazem parte de uma rede Blockchain", explica.

O conceito de identidade digital descentralizada cria uma camada segura de pessoas físicas, pessoas jurídicas e coisas, colocando o cliente no controle dos próprios dados e facilitando o acesso à contratação de serviços financeiros por meio de uma identidade única e portável. "O uso do Corda vai garantir a proteção e a privacidade destes dados, que vão desde informações cadastrais até comprovantes de depósito e operações de crédito", explica Nayan Hanashiro, diretor de Parcerias da R3.

O líder técnico em Blockchain do CPQD, Fernando Marino, ressalta que a inovação desse projeto está na criação de uma camada de identidade digital financeira única e descentralizada, que vai desburocratizar o processo de criação de contas, autenticação por meios digitais e criar uma nova forma de inicialização de pagamentos diretamente de pessoa para pessoa na camada de identidade.

"Essa abordagem permite que os clientes controlem suas identidades, seus relacionamentos com instituições financeiras e decidam o que, quando e com quem compartilhar essas informações por meio de open banking", explica, lembrando que, no sistema atual, o usuário tem uma identidade digital para cada instituição financeira com a qual tem relacionamento.

Com a identidade digital descentralizada, estes dados pessoais ficam de posse do usuário, que pode apresentá-los a outras instituições financeiras com as quais não se relaciona mas que têm uma oferta do seu interesse. "Funciona como um passaporte que ele pode usar em vários bancos. Todos os identificadores vão sendo somados e armazenados nessa credencial", compara Marino.

Entre as vantagens, ele destaca a redução da burocracia, a facilidade de atualização das informações (que só precisa ser feita em um lugar) e, principalmente, a autonomia e a flexibilidade para o usuário, que pode utilizar serviços e aproveitar as ofertas de diferentes instituições financeiras sem necessidade de se tornar correntista. "Para os bancos, a credencial traz informações que permitem conhecer melhor o cliente e, assim, oferecer a ele produtos personalizados", conclui Marino.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
 
 
 
 
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Banco Guayaquil implanta serviços sobre a plataforma IBM Blockchain

Solução permite aos clientes, no programa de fidelidade, trocar pontos por voos, reservas de hotéis, veículos e fazer compras de outros produtos por meio da rede

 

O Banco Guayaquil – que detém a maior rede financeira do Equador - e a IBM anunciaram uma solução construída na plataforma IBM Blockchain que permite aos clientes do banco trocar pontos por voos, reservas de hotéis, veículos e compras de outros produtos por meio da rede. O programa já está disponível para todos os clientes do Banco, que, acessando o site, podem usufruir desses benefícios.

A solução de Blockchain busca fornecer aos clientes dos bancos mais facilidades, criando uma rede de transações que permite registro em tempo real de todas as trocas de pontos em seu programa de fidelidade, com uma fonte exclusiva de informações digitais, tanto para empresas que oferecem os benefícios como para os clientes finais.

"Nossos clientes estão cada vez mais usando ferramentas digitais, como o nosso banco virtual e aplicativo para transações bancárias", diz Juan Luis Reca, vice-presidente de tecnologia do Banco Guayaquil. “A incorporação do Blockchain ao nosso programa de pontos digitais garante que, toda vez que uma transação seja feita, os pontos sejam registrados para consumo e não haja dúvidas para o cliente ou para os membros dos estabelecimentos da rede sobre as trocas realizadas. A rede permite que todos tenham conhecimento das informações em tempo real, digitalmente e documentadas pelo Blockchain”, acrescenta.

A YouTravel (agência de viagens focada em voos, hotéis, carros e pacotes turísticos) e a Promotic (empresa de comércio eletrônico) são algumas das parceiras que fazem parte do programa. Cada troca de pontos é armazenada digitalmente na rede e o Banco Guayaquil, assim como as empresas associadas, pode acessar as informações em tempo real e monitorar quantos pontos foram trocados, quantos pontos cada cliente tem ainda, qual foi a empresa que trocou os pontos, entre outros dados.

“O Banco Guayaquil realiza milhares de transações por dia. Com a tecnologia Blockchain da IBM baseada no IBM Public Cloud, o banco pretende trabalhar com o ecossistema de varejo no Equador e criar um programa de pontos digitais em todo o país”, diz Daniel Juarez Dappe, gerente de nuvem e cognitive da IBM Equador. "A solução foi projetada para ajudar a reduzir fraudes, erros e a demora de cada transação de troca de pontos, além de melhorar o gerenciamento de transações, reduzindo custos", completa.

O trabalho entre o Banco Guayaquil e a IBM foi realizado por meio da IBM Garage, experiência de cocriação que ajuda empresas de todos os setores e tamanhos a identificar problemas de negócios, bem como a melhor solução tecnológica que pode ajudar a resolvê-los. A metodologia IBM Garage impulsiona a inovação através do uso da cloud pública da IBM, uma plataforma em nuvem com mais de 130 serviços, como Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Blockchain, computação quântica e DevOps.

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Pesquisa Serasa detecta que 63% das empresas não assinam documentos no ambiente eletrônico

Apesar da preocupação em reduzir o uso do papel, maioria das companhias não adotou o processo de assinatura digital

Ainda que 87% das empresas afirmem se preocupar em reduzir o uso do papel no escritório, 63% das companhias brasileiras de todos os portes e segmentos ainda não adotaram o processo de assinatura digital e/ou eletrônica; continuam gastando recursos naturais ao usar papel e caneta para assinar documentos e lidando com os problemas relacionados ao seu armazenamento. A conclusão vem de uma pesquisa inédita da Serasa Experian, que mostra ainda que dos empresários entrevistados que já tiveram problemas relacionados à segurança do papel, 76% sinalizaram o extravio como o principal motivo, seguido de prejuízo financeiro (10%), vazamento de informações (10%) e fraudes de identidade (5%). Outras situações mencionadas foram fenômenos naturais, como chuvas e enchentes, e perda.

“Ter um documento físico exige muito cuidado no manuseio e envio para as partes envolvidas. O papel abre brechas para fraudes e desvios de informações, o que pode trazer prejuízos consideráveis para uma companhia. O uso de assinatura digital nos processos traz mais segurança, praticidade e economia, além de poupar os recursos naturais e preservar o meio ambiente”, diz o diretor de Identidade Digital da Serasa Experian, Maurício Balassiano.

Outro fator crítico que interfere no cuidado com os documentos em papel é o armazenamento, ainda mais considerando a proximidade da Lei Geral de Proteção de Dados, que exige segurança e transparência no tratamento de dados pessoais.  Segundo a pesquisa da Serasa Experian, das empresas que assinam documentos de forma tradicional, apenas 5% armazenam eletronicamente e depois descartam os papeis. 47% guardam no ambiente digital, mas ainda ficam com os documentos físicos por um determinado tempo e 44% só arquivam os papeis, ou seja, não fazem uma versão eletrônica. Os outros 5% utilizam demais alternativas.

“Fica muito mais trabalhoso e caro controlar um processo quando ele é feito em ambiente físico. Com a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados, as empresas vão ter que se adequar para proteger os dados pessoais contidos nos documentos e assegurar os direitos dos titulares em relação a tais dados. Por isso, criar um processo digital será fundamental”, reforça Balassiano.

Assinatura digital traz velocidade aos negócios

Outro ponto que impacta diretamente as empresas é o tempo para a finalização de um contrato assinado. Das companhias dos segmentos de comércio e serviços com 50 a 99 funcionários, por exemplo, que trabalham com a assinatura tradicional, 50% conseguem finalizar seus contratos em até 5 dias. Já empresas com as mesmas características que afirmam atuar com assinatura online, 100% conseguem finalizar dentro do mesmo prazo.

“Algumas companhias já utilizam o certificado digital para cumprir com seus compromissos fiscais mensalmente, mas às vezes desconhecem que é possível assinar documentos digitalmente com o mesmo certificado. Ainda assim, muitas ainda não adotaram esse formato digital em seus processos. É importante destacar além das empresas, as pessoas físicas também podem assinar seus documentos e que esse tipo de assinatura possui validade jurídica, Lei 11.419, de 2006”, diz Balassiano.

O tempo menor para assinar contratos está entre os benefícios apontados pelos respondentes da pesquisa, junto de mais segurança na troca de informações, menos burocracia, menos espaço para armazenar documentos e redução do uso de papel. Entre as empresas que já adotaram a assinatura digital, 44,7% a utilizam há mais de três anos, 25,1% usam entre um e três anos, 15,3% a menos de seis meses, 13,5% de seis meses a um ano e 1,5% não sabe.

Metodologia

A pesquisa realizada pela Serasa Experian entrevistou 735 executivos de empresas de diferentes portes e atuação nos segmentos de Indústria, Comércio e Serviços.

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Amazon e Apple são as empresas mais disruptivas segundo líderes globais de tecnologia, aponta KPMG

Outras empresas também apontadas como possíveis causadoras de disrupções nos mercados são Alibaba, DJI, Google, Netflix, Airbnb, Microsoft, Facebook e Baidu

 

Amazon e Apple são as organizações que mais preocupam os líderes do setor de tecnologia devido à probabilidade de causarem disrupções nos mercados. Alibaba, DJI, Google, Netflix, Airbnb, Microsoft, Facebook e Baidu também estão entre as dez principais preocupações dos empresários. As conclusões são do estudo internacional da KPMG “Empresas disruptivas e modelos de negócios” (do original em inglês, Disruptive companies and business models), que entrevistou mais de 740 líderes de empresas do setor de tecnologia ao redor do mundo.

A pesquisa traz ainda os modelos de negócios mais disruptivos de acordo com os líderes de companhias de tecnologia. Segundo os executivos, as plataformas de comércio eletrônico têm o maior potencial de disrupção tecnológica ao longo dos próximos anos, seguidas pelas redes sociais, em segundo lugar no ranking. Aplicativos de pagamento digital, entretenimento, compartilhamento de transporte, veículos autônomos e hospedagem completam o restante da lista.

“Assim como as empresas de comércio eletrônico, as companhias de mídia social estão se empenhando em capturar cada vez mais a atenção do consumidor com novas ofertas de serviços como conteúdo exclusivo e original, eventos esportivos ao vivo, realidade virtual e aumentada, serviços educacionais e criptomoedas”, analisa o sócio líder do setor de tecnologia, mídia e telecomunicações da KPMG no Brasil, Dustin Pozzetti.

CEOs da Google e da Tesla são os principais visionários

O estudo ainda apontou os principais executivos visionários de inovações tecnológicas da atualidade na visão dos millennials (pessoas nascidas entre os anos 80 e o fim dos anos 90) e dos líderes do setor de tecnologia. Entre os empresários, o CEO da Google, Sundar Pichai, ocupou o lugar mais alto da lista, seguido pelo CEO da Tesla e da SpaceX, Elon Musk.

Já entre os millennials, a principal figura citada foi o empresário Elon Musk, seguido pelo CEO da plataforma de comércio eletrônico Alibaba, Jack Ma, em segundo lugar. Além de apontarem nomes como Bill Gates (Microsoft), Mark Zuckerberg (Facebook) e Tim Cook (Apple), eles também identificaram os CEOs da Huawei, Ren Zhengfei, e da Xiaomi, Lei Jun como os principais líderes de inovações tecnológicas do mundo.

"Saber quem são esses visionários, bem como as principais características e os estilos de liderança, ajuda as empresas de tecnologia a entender melhor os interesses e as expectativas da força de trabalho composta por millennials, os líderes de amanhã. No futuro, eles poderão desenvolver interesses e atributos semelhantes a esses líderes”, analisa o sócio-diretor do segmento de tecnologia da KPMG no Brasil, Felipe Catharino.

A pesquisa da KPMG também perguntou aos executivos quais são os aplicativos que eles mais utilizam. A principal escolha dos empresários, em primeiro lugar, foi o site de busca Google e o navegador Google Chrome. As redes sociais dominaram o restante da lista com o Facebook, Instagram e YouTube entre as principais plataformas utilizadas pelos líderes de tecnologia, seguidas pelo Twitter e WhatsApp empatados na quinta posição. 

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Tecnologias emergentes têm o potencial para impulsionar o progresso humano

Nossas vidas serão transformadas, com cidades sensitivas, mobilidade conectada e robôs que se tornarão cada vez mais comuns em nosso dia a dia, aponta pesquisa da Dell

A Dell Technologies lançou a pesquisa Future of Connected Living , que explora como as novas tecnologias transformarão nossas vidas até 2030. Realizado em parceria com o Institute for the Future (IFTF) e a Vanson Bourne , o levantamento conta com a participação de 4.600 líderes de negócios, de mais de 40 países, e os resultados detalham um futuro cheio de oportunidades, uma vez que as tecnologias emergentes têm o potencial para impulsionar o progresso humano no mundo.

No Brasil, 92% dos líderes empresariais afirmam que devem utilizar novas tecnologias para antecipar as demandas dos clientes e gerenciar os recursos necessários para atendê-las; enquanto 95% deles acreditam que essas tecnologias vão melhorar a colaboração e o trabalho. Por outro lado, 82% destes mesmos executivos admitem que a transformação digital deveria ser mais ampla em suas organizações, abrangendo mais as operações e os negócios.

O IFTF e um grupo global de especialistas preveem que novas tecnologias - como Edge Computing, 5G, Extended Reality, Inteligência Artificial e Internet das Coisas - vão provocar cinco grandes mudanças na próxima década:

• Realidade em rede: O ciberespaço se tornará uma camada sobreposta à nossa realidade conforme nosso ambiente digital se estende para além das televisões, smartphones e outras telas.

• Mobilidade conectada e questões em rede: Os veículos de amanhã serão essencialmente computadores móveis. Eles nos levarão aonde precisamos ir ao mundo físico, enquanto acessamos os espaços virtuais.

• De cidades digitais a cidades sensitivas: As cidades ganharão vida com sua própria infraestrutura em rede de objetos inteligentes, sistemas autônomos de relatórios e ferramentas analíticas com Inteligência Artificial.

• Agentes e algoritmos: Cada pessoa terá o apoio de um "sistema operacional para viver" altamente personalizado, com capacidade de antecipar necessidades e apoiar proativamente atividades diárias.

• Robôs com vidas sociais: Os robôs se tornarão nossos parceiros na vida, melhorando nossas aptidões e habilidades. Os robôs estarão conectados em uma rede, para compartilhar novos conhecimentos, pensar em inovações em conjunto e acelerar o progresso em tempo real.

Esses movimentos gerados pela tecnologia poderão desafiar as pessoas e organizações que são resistentes a mudanças, de acordo com a pesquisa. As organizações que desejam usar o poder das tecnologias emergentes deverão agir para efetivamente coletar, processar e implementar dados a fim de acompanhar a rápida inovação. A privacidade de dados é indicada como o principal desafio social para 83% dos líderes de negócio no Brasil. Cibersegurança aparece em segundo mais importante para 61% dos respondentes brasileiros da pesquisa.

O trabalho para essa mudança

Muitas empresas já estão se preparando para essas mudanças. Um exemplo é o preparo da força de trabalho: de acordo com a pesquisa, 70% dos respondentes acreditam que as empresas estão desenvolvendo sua força de trabalho interna, ensinando habilidades digitais e programação para seus empregados.

A mão de obra especializada ainda é um desafio. Apesar de 51% dos líderes brasileiros acreditarem que a próxima geração de trabalhadores vai criar uma disrupção profissional - por conta do seu comportamento digital - apenas 30% deles acreditam que terão dificuldades para gerar oportunidades iguais para diferentes gerações de trabalhadores, quase metade da média mundial (58%). O que explica essa posição é a crença no potencial das novas tecnologias, que devem ser utilizadas para criar oportunidades equivalentes ao remover os preconceitos humanos em momentos de decisão, como acreditam 85% os líderes brasileiros.

Metodologia

Para realizar essa pesquisa, o IFTF se baseou em seu estudo sobre o futuro do trabalho e da tecnologia ao longo da década, na mais recente pesquisa da Dell Technologies e em entrevistas com especialistas de todo o mundo. "The Future of Connected Living" é a terceira e última parte de uma série de pesquisas, que inclui também as pesquisas The Future of the Economy e The Future of Work , ambas lançadas em 2019.

 

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Inteligência Artificial, Cibersegurança e Design de Engenharia concentrarão os investimentos em 2020

Pesquisa global da AVEVA com executivos de nove setores da economia revela as prioridades de investimentos em transformação digital

 

Uma pesquisa realizada pela AVEVA, empresa global que atua nas áreas de software industrial e de engenharia, mostra que Inteligência Artificial, Cibersegurança e Design de Engenharia devem ficar com a maior parte dos investimentos que as empresas farão este ano em busca de transformação digital, condição necessária para melhorar seu desempenho e assegurar o futuro de suas operações.

Realizada com 1.240 executivos, a pesquisa ouviu empresas com presença global, que atuam na Europa, Oriente Médio e África (EMEA), China, Japão, Austrália e Índia (APAC), além de países da América do Norte, dos setores de Petróleo e Gás; Construção e Infraestrutura; Embalagens; Energia e Utilities; Indústria Naval; Mineração e Indústrias em crescimento.

As tecnologias que fornecem dados preditivos para análise de grandes volumes de informação estão no foco dos investimentos, segundo a pesquisa. Inteligência Artificial foi citada por 75% dos entrevistados, seguida por Realidade Aumentada (64%), Realidade Virtual ou Mista (60%) e Processamento de Big Data (59%).

A Inteligência Artificial é destacada como tecnologia facilitadora por todos os segmentos analisados, sendo mais relevante nas áreas de Energia e Utilities - apontada por 84% dos entrevistados - e Óleo & Gás, em particular para as empresas de prospecção e extração (79%) e de processamento (78%). Dentre os países pesquisados, ela é prioridade no Japão e na China, por 88% e 84% dos entrevistados, respectivamente, seguidos por Reino Unido (79%) e EUA (77%).

Ferramentas que promovem a colaboração das equipes por meio de Processos Avançados e de Design de Engenharia foram mencionadas por 74% das empresas pesquisadas, e são tecnologias consideradas essenciais principalmente para a Indústria Naval (75%), de Construção e Infraestrutura (74%) e Embalagens (73%). Elas também foram classificadas como muito importantes por setores como Energia e Petróleo & Gás. A pesquisa revelou ainda que, dentre todas as regiões analisadas, os países cuja indústria está na vanguarda nessa categoria são Japão (85%) e Alemanha (82%).

O ano de 2020 também deve ser marcado pela intensificação dos esforços em cibersegurança e segurança da informação. Este foi o terceiro tópico mais mencionado na pesquisa da AVEVA, com 71% das menções, sendo destaque nas empresas de Mineração (76%), seguido por Petróleo e Gás (75%), Energia e Utilities (70%) e Indústria Naval (70%). Tecnologias relacionadas à segurança da informação foram consideradas a prioridade mais alta para especialistas em planejamento e programação. Embora seja um tema prioritário em todas as regiões pesquisadas, melhorias na segurança, por meio de investimentos em tecnologia, são particularmente importantes para empresas do Oriente Médio (68%), da Austrália (63%) e da Índia (60%).

Pessoas e dados são os dois ativos mais importantes

Para a Lisa Johnson, CMO da AVEVA, as pessoas e os dados são, atualmente, os dois ativos mais importantes para as organizações globais. E, para protegê-los, as empresas contam com a tecnologia para prever falhas críticas antes que elas ocorram. "À medida que a transformação digital passou a fazer parte da agenda da indústria, a tecnologia tem permitido aos especialistas colaborarem e alterarem modelos de negócios. Projetos de capital intensivo, desde a produção sustentável de energia, passando por mineração, fábricas inteligentes e cidades conectadas vêm sendo projetados, planejados e entregues por times multidisciplinares globais perfeitamente conectados por meio da tecnologia", afirma Lisa.

Segundo a CMO da AVEVA, a pesquisa foi uma grande oportunidade de conhecer as demandas por soluções de tecnologia emergentes dos clientes da empresa e também de potenciais novos clientes em todo o mundo. "Inteligência Artificial, Machine Learning e Edge Computing estão transformando o cenário tecnológico com vastos fluxos de dados, fornecendo alternativas operacionais e resultados reais de negócios para nossos clientes", concluiu Lisa Johnson.

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NSK Brasil instala robôs para melhorar eficiência na produção

Equipamento foi instalado na linha de produção destinada à montagem de cubo de roda

A NSK Brasil, multinacional japonesa fabricante de rolamentos, acaba de fazer uma inovação em sua fábrica, em Suzano, na Grande São Paulo, instalando um robô na linha de produção destinada à montagem de cubo de roda. O robô é mais um passo da companhia para a evolução dos seus processos industriais e da Indústria 4.0, com o intuito de agilizar e tornar sua produção cada vez mais eficiente.

O processo de implantação do robô foi desenvolvido, testado e instalado pelos próprios funcionários de Engenharia da NSK Brasil, com o objetivo de agilizar a finalização do processo de separação das peças com maior grau de assertividade e em menor tempo na conferência dos produtos a serem expedidos.

A adaptação dos colaboradores dessa linha específica de produção em relação ao robô foi bastante positiva. A entrada do robô cadenciou o ritmo de trabalho e, na prática, melhorou todo o processo de operação dessa linha de montagem. Todos os envolvidos entenderam o processo de inovação realizado pela empresa.

Frequentemente, o robô passará por inspeção para verificar desgastes e potenciais machucados nas suas garras. Uma nova máquina está em fase de implantação na mesma linha de produção para fazer o processo de pintura do cubo de roda. Neste caso, o foco do robô é otimizar a realização do trabalho repetitivo e evitar a exposição dos colaborares à tinta.

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Gavea Marketplace aposta em blockchain para negociar commodities

Primeira plataforma digital do gênero usará o software Corda, da R3, para viabilizar transações diretas entre vendedores, compradores e demais participantes da indústria

Entra em operação no segundo semestre deste ano a primeira plataforma digital de negociação de commodities do mercado brasileiro. Ela foi implantada pela Gavea Marketplace, uma Exchange de Physical Commodities que automatiza o processo de originação, com transações diretas entre os principais elos da cadeia de valor.

De acordo com Vítor Uchôa Nunes, fundador da Gavea, a plataforma automatiza o processo desde o trading até o post-trading, tornando-o mais eficiente. "O resultado é uma grande redução de burocracia e custos transacionais e operacionais - com a desintermediação e redução de paperwork, aumentando a margem dos participantes, a segurança e a transparência", explica.

Para garantir a privacidade e a segurança das transações, além da rastreabilidade dos ativos negociados, a Gavea vai utilizar a plataforma de blockchain Corda, desenvolvida pela R3, empresa especializada no desenvolvimento de blockchain corporativo. "O uso do software Corda vai garantir que todas as transações realizadas na plataforma sejam imutáveis e rastreáveis, aumentando o nível de segurança e auditoria das negociações", diz Nayam Hanashiro, diretor de parcerias da R3.

"Além disso, a plataforma da R3 se destacou na questão de interoperabilidade. É a única que entrega isso e é uma das melhores tecnologias do mercado", afirma Uchôa, destacando também o nível de interação estabelecido com a equipe da R3: "O time de profissionais era muito mais preparado para trabalhar com uma startup do que os concorrentes, que não tinham a agilidade necessária. Por isso optamos por eles".

Segundo Vítor Uchôa, a negociações do setor de commodities ainda hoje são baseadas em processos "analógicos", com negociações feitas por telefone e muita papelada. Para acabar com isso, a Gavea Marketplace digitalizou os processos, desenvolvendo uma plataforma que funciona tanto no computador (Web) quanto no celular (Mobile).

"Por exemplo, a empresa/usuário que queira comprar soja vai entrar na plataforma, indicar a quantidade e valor que deseja negociar e executar a transação, receber e assinar o contrato digital, fechando o negócio todo pela plataforma. Depois ele segue o processo, contrata o transporte, recebe as notas fiscais eletrônicas e gerencia e executa o processo de pagamento. Com isso, vamos cobrir o processo desde a fazenda até o armazém (silo) de destino dentro do Brasil", explica Vítor Uchôa.

Várias funcionalidades

Para cobrir todos estes processos, a Gavea contará com funcionalidades como: compra e venda de commodities; emissão de contratos digitais; negociação e contratação do frete, com o envio de ordem de serviço eletrônica; tracking do frete e confirmação de entrega; emissão de NF-e; faturamento; e liquidação financeira.

Uchôa revela que o projeto na Gavea, um dos 20 selecionados pelo LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) do Banco Central, está sendo desenvolvido há um ano. "Nesse período fizemos a prova de conceito com o Corda, calibramos o escopo e focamos em fechar parcerias de negócios, principalmente", diz.

A plataforma em si será apresentada em março, ainda para um grupo restrito de parceiros. Em julho, o piloto começa em algumas regiões do Brasil com este mesmo grupo e, em setembro, a Gavea entra em operação comercial. Segundo o executivo, inicialmente a plataforma vai operar nos mercados de soja e milho, que juntos movimentam mais de US$ 60 bilhões anualmente. "Começaremos com o piloto na região Sul do País em alguns dos nossos parceiros. Em seguida cobriremos Paranaguá e Mato Grosso, ainda com soja e milho, para depois incluirmos novos produtos, como algodão e açúcar", prevê. 

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Nubank e Santander destacam-se em ranking de maturidade digital, avalia E-Consulting

Estudo aponta organizações da vertical financeira que são referências em transformação digital, na opinião de CEOs, CIOS e CMOS

O estudo “A Transformação Digital no Brasil 2019”, feito pela consultoria E-Consulting, trouxe um panorama do impacto da transformação digital no setor financeiro brasileiro. O levantamento desenvolveu uma espécie de régua para medir o ritmo da maturidade digital de bancos tradicionais, fintechs e de empresas com atuação em serviços financeiros e meios de pagamentos.

Na classificação das fintechs, o Nubank foi considerado a que tinha iniciativas digitais mais maduras, com nota 8,11, após entrevistas realizadas com 847 lideranças, entre CEOs, CMOs e CIOs.

Dentre as razões que fizeram a startup brasileira dos cartões roxos ser a mais lembrada pela maioria dos executivos foi o fato de a marca protagonizar inovações dentro um setor tradicional como o dos bancos. A transformação digital mais patente do Nubank, segundo líderes ouvidos para a pesquisa, vem das tecnologias combinadas pela fintech para reinventar a experiência do cliente, trazendo-o para o centro das atenções.

“Um destes conceitos é a Inteligência Artificial, que ajuda a escalar a operação sem perder a qualidade do atendimento ao cliente”, completa Daniel Domeneghetti, coordenador do estudo e CEO da E-Consulting.

Na vertical dos bancos tradicionais, o Santander foi o mais apontado pelos executivos, conquistando a nota 8,03. Já no campo dos serviços financeiros, a Stone foi a primeira a ser lembrada quando se fala do uso maduro de transformação digital nos negócios, tendo pontuação de 8,07.

Para chegar ao resultado final, foram avaliados atributos como: ofertas digitalmente nativas, ações estratégicas inovadoras, jeitos de trabalhar, multicanais próprios, posicionamento e cultura digital.

Confira a lista com as empresas mais lembradas do setor financeiro:

   Nubank (fintechs): 8,11 

    Stone (serviços financeiros): 8,07 

    Original (fintechs): 8,05 

    Youse/Caixa (fintechs): 8,05 

    XP Investimentos (serviços financeiros): 8,03 

    Santander (banco): 8,03 

    Itaú Unibanco (banco): 8,01 

    PagSeguro (serviços financeiros): 8,01 

    Bradesco (banco): 8 

    Serasa Experian (serviços financeiros): 7,99 

     B3 (serviços financeiros): 7,96 

    Banco do Brasil (banco): 7,83 

    Caixa (banco): 7,79 

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