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Crowdfunding imobiliário remunera investidores em até 18,7% ao ano

O investimento se dá via aquisição de cotas, que custam R$ 1 mil, e consistem num título de dívida que dá direito a uma participação no Valor Geral de Vendas do empreendimento

 

Principal modalidade do financiamento coletivo em todo o mundo, o crowdfunding imobiliário brasileiro acaba de concluir seus primeiros ciclos de remuneração a investidores. Nos últimos meses, a Urbe.me, plataforma eletrônica que inaugurou o modelo no Brasil em 2015 e que concentra metade de todo o mercado nacional, realizou as primeiras rodadas de pagamento aos investidores que, com aportes a partir de R$ 1 mil, tiveram até 18,7% ao ano de retorno.

 Embora tenha sido a primeira modalidade de investimento coletivo a operar no Brasil, os ciclos mais longos da construção civil – as obras levam, em média, de 24 a 36 meses para serem concluídas – fizeram o crowdfunding imobiliário liquidar suas primeiras operações depois de outros modelos do gênero, caso do equity crowdfunding, que consiste na compra de participações acionárias de startups.

 A primeira operação concluída no segmento imobiliário se deu no final de julho, quando 140 cotistas que aportaram, em 2016, R$ 740 mil em recursos para a construção do condomínio Libres, projeto da incorporadora Rotta Ely, na Zona Sul de Porto Alegre, receberam a remuneração de R$ 1,092 milhão. Disponibilizado na plataforma em 2016, o projeto garantiu um retorno sobre o investimento dos cotistas de 18,7% ao ano, mais de 300% do CDI atual.

Logo em seguida, houve a segunda liquidação, com o pagamento de R$ 1,7 milhão a 320 cotistas que investiram R$ 1,5 milhão nas obras do Residencial Acapulco, em Rio Claro (SP), projeto da incorporadora Domus Populi, que teve duração de doze meses. O retorno foi de 14% ao ano.

 Outra foi a do Monte Villle, empreendimento comercial da Tecverde e CRM na região de Araucária (PR) que captou R$ 1,250 milhão em março de 2018. Em outubro, 183 cotistas receberam a remuneração de 9,14% ao ano, o que corresponde a 144% do CDI no período. Já outros 48 cotistas optaram por permanecerem até janeiro, quando a projeção de retorno é de 14,5% ao ano.

O investimento em crowdfunding imobiliário se dá via aquisição de cotas, que custam R$ 1 mil e consistem num título de dívida que dá direito a uma participação no Valor Geral de Vendas do empreendimento. Nos sites das plataformas do segmento, incorporadoras que buscam captação disponibilizam informações sobre seus projetos, o que inclui prazo de conclusão e projeção de retorno sobre o investimento.

 “O rendimento das operações ficou dentro do projetado antes do início das captações”, afirma Lucas Obino, sócio-fundador da Urbe.me. Arquiteto, o empresário diz que os empreendimentos só ingressam na plataforma após avaliação da solidez financeira e reputação das incorporadoras e viabilidade econômica dos projetos. Apenas 5% dos empreendimentos apresentados ingressam na Urbe.me.

 Os critérios de seleção, particularmente quanto à solidez das incorporadoras, ficaram mais rigorosos em 2019, quando a plataforma passou a operar com base na resolução 2.921 do Bacen, que dispõe sobre operações ativas vinculadas. No exercício anterior, a plataforma seguia a Instrução Normativa CVM 588, que regulamenta o crowdfunding no país e estabelece que apenas empresas com faturamento de até R$ 10 milhões anuais podem realizar captações do gênero.

 “A regulamentação é um marco para o financiamento coletivo, mas o limite de receita previsto é muito restritivo quando se trata de incorporadoras, principalmente as consolidadas, que, a fim de garantir a segurança ao investidor, são nosso foco”, afirma.

 Mais procurado por investidores com perfil arrojado, o crowdfunding imobiliário tem com principais riscos a possibilidade de inadimplência da incorporadora e o de mercado. No primeiro caso, diferente do que corre no equity crowdfunding, o cotista não é um sócio, mas um credor que dispõe de um título executável. Já no caso das vendas não seguirem conforme o planejado, o investidor recebe, no mínimo, seu aporte mais uma remuneração de 120% do CDI, já que, no caso da Urbe.me, os títulos são vinculados a CDBs. Em novembro, a plataforma passou a disponibilizar simultaneamente vários projetos para captação. Com a concorrência, alguns passara a oferecer rentabilidade mínima de 180% do CDI.

Caixa para incorporadoras                                                                                                                  

No Brasil, as captações via crowdfunding imobiliário cobrem apenas cerca de 5% dos custos totais dos empreendimentos. Essa exposição das incorporadoras é justamente a que financiamentos bancários não contemplam. “O crédito à construção civil limita-se à obra em si. Custos como incorporação, documentação, marketing, lançamento e outros, que podem chegar a R$ 3 milhões de acordo com o porte do empreendimento, dependem ou do caixa das próprias incorporadoras ou de um investidor institucional. O que a Urbe.me faz é reunir pequenos investidores para que cumpram esse papel. Ao cotista, abre a possibilidade de investir onde era impossível com pequenos aportes”, diz Obino.

 Outra vantagem para as empresas é que a prática de mercado dos bancos é liberar o crédito à construção civil conforme o andamento das obras. “Em geral, o crédito chega depois. O crowdfunding serve como uma antecipação de recursos que permite acelerar prazos, vendas, melhorar o VGV e, desta forma, elevar o ganho dos próprios cotistas”, conclui.

 A Urbe.me encerrou 2018 com um total de R$ 28,743 milhões captados. Hoje, a cifra supera R$ 50 milhões que foram destinados a 30 empreendimentos imobiliários. Até o final do ano, o volume deve chegar a R$ 60 milhões. O número de investidores ativos na plataforma saltou de 3.000 em 2018 para 4.921. Com o crescimento, os projetos, que eram disponibilizados por até três meses no site para que atingissem suas metas de captação, passaram a permanecer apenas por uma semana. 

 

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Capgemini realiza com sucesso plano de participação acionária dos funcionários

De acordo com os termos do ESOP publicado em 19 de setembro de 2019, 2.750.000 novas ações, ou seja, o número máximo de ações ofertadas, foram subscritas ao preço unitário de € 92,27

A Capgemini anunciou que obteve uma significativa subscrição em seu sexto plano de participação acionária dos funcionários, que totalizou 2,75 milhões de ações, o que representa aproximadamente 1,6% do capital social do Grupo.

O sexto plano acionário de empregados, destinado a associar seus funcionários ao desenvolvimento e desempenho do Grupo, foi um grande sucesso, com uma taxa de inscrição superior a 160%. Mais de 33,7 mil funcionários nos 25 países participantes assinaram o plano, o que significa 16% do quadro de colaboradores elegíveis do Grupo. Este novo plano de participação acionária dos funcionários (Employee Share Ownership Plan -- ESOP) ajudará a manter a participação acionária dos funcionários acima de 5% do capital.

Para Paul Hermelin, presidente e CEO do Grupo Capgemini: “Este sexto plano, como os anteriores, provou ser uma iniciativa muito popular entre nossos funcionários. Esse sucesso demonstra o compromisso deles com a empresa. Também reforça minha convicção da importância da participação acionária dos funcionários em um grupo como o nosso”.

De acordo com os termos do ESOP publicado em 19 de setembro de 2019, 2.750.000 novas ações, ou seja, o número máximo de ações ofertadas, foram subscritas ao preço unitário de € 92,27. Um aumento de capital que corresponde aos 253,7 milhões de euros previstos para o dia 18 de dezembro de 2019.

 

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Especialista aponta melhores investimentos para 2020

Para aqueles que buscam uma rentabilidade um pouco maior, terão que assumir um pouco mais de risco, passando para produtos mais arrojados, ou seja, bolsa de valores 

Segundo o Indicador de Reserva Financeira, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), 65% dos brasileiros aplicam seu dinheiro na poupança, 20% deixam os recursos parados na conta corrente, 8% escolhem a previdência privada e 7% decidem pelos títulos do tesouro direto. Nos últimos anos, os brasileiros têm percebido bons resultados ao aplicarem seu dinheiro em investimentos seguros, pois contribuem para a manutenção de uma vida financeira mais estável.

Para Uesley Lima, educador financeiro e fundador do Grupo The One, empresa criada com o objetivo de capacitar e treinar qualquer pessoa a operar na Bolsa de Valores e oferecer diversas opções em renda fixa, o investimento certo é aquele que se encaixa nos planos e na vida das pessoas. “Primeiro eu economizo, em seguida eu invisto naquilo que eu consigo e só depois, com mais conhecimento e experiência, eu procuro melhores rentabilidades, partindo para a renda variável”, explica ele.

Ainda de acordo com o levantamento, 28% dos brasileiros preferem guardar dinheiro em um lugar onde possam sacar com facilidade, outros 28% afirmam não ter sobras suficientes para investirem em aplicações mais arrojadas, 20% disseram estar acostumados com as modalidades tradicionais e 17% afirmaram ter medo de perder dinheiro.

Para Uesley, esse perfil conservador de investir foi criado pelas altas taxas de juros. Em 2017, por exemplo, o Sistema Especial de Liquidação de Custódia (SELIC) chegou a 14,25%, o que fazia com que o dinheiro investido na poupança, mesmo parado, rendesse consideravelmente. Mas isso está mudando, pois nos últimos meses essa taxa sofreu cortes, chegando a 5,5%, menor resultado desde sua criação.

“Isso faz com que olhemos de maneira diferente para nossos investimos. A renda fixa ainda será um bom investimento, mas renderá menos. Para aqueles que buscam uma rentabilidade um pouco maior, terão que assumir um pouco mais de risco, passando para produtos mais arrojados, ou seja, bolsa de valores”, analisa Lima.

Além de afirmar que bolsa de valores será o melhor investimento para 2020, Uesley Lima dá dicas para quem deseja essa forma de investimento, mas ainda não tem muito conhecimento. “Sem sombra de dúvidas a bolsa será um ótimo investimento. Para quem quer iniciar, indico o fundo de ações e o fundo multimercados. Esses serão a porta de entrada para o mundo dos investimentos, pois é necessário pouco capital inicial e é possível realizar aportes mensais, que te ajudarão a ganhar habilidades de investimento e futuramente alcançar sua independência financeira”.

De maneira ampla, as reformas estruturais da economia animam os consumidores e empresários. Consequentemente as projeções de lucros aumentam ao passo que o investimento na indústria também sobe. Assim, as ações passam a se valorar devido à demanda dos investidores, tornando os dividendos e lucros gerados pelas empresas mais atraentes, favorecendo as ações.

 

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