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Fintech lança solução para proteger investidores de volatilidade da Bolsa

Novo produto da TradeMachine possibilita que a tecnologia execute o gerenciamento de risco sem nenhuma interferência emocional

 Após o Ibovespa acionar seis vezes o circuit breaker nos últimos pregões, a TradeMachine, fintech brasileira que automatiza investimentos na Bolsa desde 2017, acaba de lançar uma solução quantitativa guiada por inteligência artificial para proteger investidores da queda no mercado de ações. Com valor mínimo inicial de R$ 10 mil, o novo produto atua a partir de um viés racional, matemático e distante das especulações do mercado financeiro, sem qualquer interferência humana.

De acordo com Rafael Marchesano, CEO da fintech, o portfólio foi pensado com o objetivo de trazer diversificação aos investidores e protegê-los em momentos de intensas crises. “Em períodos de baixa, os investidores comuns, e até mesmo os mais experientes, muitas vezes não sabem como reagir ao caos. Ao contrário dos seres humanos, algoritmos não ficam inseguros ou entram em pânico. Eles sempre seguem a estratégia a risca. Isso é uma grande vantagem em momentos de instabilidade”, afirma.

Por exemplo, no período entre 18 de fevereiro e 11 de março, enquanto o Ibovespa apresentou queda de 36%, um dos portfólios quantitativos da TradeMachine - para investidores com perfil moderado-agressivo - obteve resultado positivo de 2,95%. “Ao passo que os investidores vendiam suas ações a qualquer preço para se proteger, nosso portfólio seguia a estratégia”, explica Marchesano. 

Ainda de acordo com o empreendedor, a tecnologia embarcada nos portfólios quantitativos são capazes até mesmo de transformar os momentos de crise em oportunidade para ganhar dinheiro. “Enquanto o mercado reage, a inteligência artificial embarcada no portfólio aprende a utilizar o movimento para ganhar com operações rápidas, tanto no mercado de alta quanto na baixa”, afirma. 

A tecnologia permite que investidores diversifiquem suas carteiras com estruturas de investimento complexas, como é o caso de operações de Long & Short. Nesse caso, outro exemplo é posto à mesa: “Quem comprou ações da Azul no início do ano viu seu preço despencar mais de 65%. Por outro lado, o investidor quantitativo da TradeMachine, que também operou no setor aéreo, na estratégia de Long & Short, obteve uma rentabilidade de 1,1% no mesmo período”, relata. “Isso ocorre porque geralmente os investidores compram determinadas ações por não conhecer outra forma de entrar na bolsa que possa trazer menos risco. Porém, nesse caso, como o algoritmo embarca a inteligência necessária e não possui nenhuma interferência emocional, ele simplesmente executa as operações conforme as melhores oportunidades aparecem”, conclui o CEO da TradeMachine.


Os interessados em conhecer mais detalhes do produto podem acessar: http://pages.services/conteudo.trademachine.co/solucoes-quantitativas-para-investimento/

 

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Fundos de ações e multimercados têm captação líquida de R$ 20,8 bilhões em fevereiro

No acumulado do ano, segundo dados da Anbima, ingressos nessas classes chegam a R$ 54,8 bilhões, com alta de 111% sobre o mesmo período de 2019

 

O carnaval e as incertezas nos cenários doméstico e internacional em fevereiro não afastaram o brasileiro dos fundos de investimento. De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a captação líquida dos fundos de ações e multimercados chegou a R$ 20,8 bilhões no mês. No ano, as classes acumulam juntas entradas líquidas de R$ 54,8 bilhões, o que representa alta de 111% sobre o mesmo período do ano passado. O montante também supera em 81,8% o total de ingressos líquidos de toda a indústria de fundos neste ano (R$ 30,1 bilhões), que foi impactada por resgates nos produtos de renda fixa.

Ao isolar as classes, os fundos de ações lideraram os ingressos líquidos pelo quinto mês consecutivo, com R$ 12,8 bilhões, alcançando R$ 36,3 bilhões no ano (alta de 153% sobre o mesmo intervalo de 2019). Nos multimercados, a captação líquida em fevereiro foi de R$ 7,9 bilhões e de R$ 18,4 bilhões em 2020 (avanço de 59% em relação ao ano passado). Na outra ponta, os fundos de renda fixa tiveram regates líquidos de R$ 2,3 bilhões no mês e de R$ 21,7 bilhões em 2020.

A queda de 8,3% do Ibovespa em fevereiro impactou a rentabilidade dos fundos de ações. O tipo Ações Livres (em que não há compromisso de concentração em uma estratégia específica) encerrou o mês com variação negativa de 6,9% (queda de 5,6% no acumulado do ano).

As perdas na Bolsa também se refletiram nos retornos dos multimercados: a maior alta foi do tipo Investimento no Exterior (que deve investir parcela superior a 40% do patrimônio líquido em ativos financeiros no Exterior), com 0,2% em fevereiro e 3,2% em 2020. Todos os tipos de renda fixa apresentaram rentabilidades médias positivas no último mês, com destaque ao tipo Investimento no Exterior, com 0,6% (e 2,8% no ano).

Confira o boletim completo no site da Anbima

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Especialista do mercado financeiro explica porque o coronavírus derrubou as bolsas de valores no Brasil

Quando investidores do mundo todo estão preocupados com o aumento de casos de infecção pelo novo coronavírus fora da China, os impactos da doença são sentidos na economia global, revela Yasmin Melo

A preocupação com o coronavírus tem afetado Bolsas de Valores e a cotação das moedas pelo mundo nos últimos dias. Com o aumento no número de infectados ao redor do globo e a confirmação do primeiro caso do coronavirus no Brasil, a Bolsa despencou 7% e o dólar bateu ontem (28) recorde de fechamento a R$ 4,48. Mas por que o coronavírus está causando retração, alta do dólar e quedas significativas no mercado de ações?

Yasmim Melo, especialista do mercado de investimentos e fintechs e fundadora do Instituto Nacional do Agente Financeiro, revela alguns dos motivos pelos quais as bolsas têm enfrentado sucessivas quedas nos últimos dias: "vivemos em um mundo globalizado e onde não apenas as cadeias de produção estão interdependentes, mas todo o mercado, que hoje tem flutuação quase instantânea, na velocidade da informação e da internet, já que os pregões são eletrônicos e voláteis. Então quando investidores do mundo todo estão preocupados com o aumento de casos de infecção pelo novo coronavírus fora da China, os impactos da doença são sentidos na economia global."

Na Bolsa de São Paulo as maiores perdas foram lideradas por Gol e Azul, cujas ações perderam 14,31% e 13,30% do valor de mercado, respectivamente. Vale e Petrobras tiveram queda de mais de 9,54% e 10,05%, respectivamente.

Mas será que existiria algum meio de proteger o seu investimento no mercado de ações das flutuações do mercado devido ao coronavírus? Yasmim Melo é enfática: "eventos como estes, de epidemias ou desastres naturais, que causam temor no mercado, não podem ser previstos e obviamente não há modelo ou método algorítmico que seja plenamente eficaz. Isto depende do feeling do trader, do investidor, de estar atento às notícias, às redes sociais dinâmicas como o Twitter e aos trendings. Olhando as épocas e estações podemos prever as colheitas".

O patamar alcançado no dia de hoje de queda da bolsa foi apontado por alguns especialistas do mercado como semelhante ao visto em 2008, com a crise imobiliária nos EUA, puxada pela falência do Banco Lemon Brothers. Contudo, na opinião da especialista ainda é cedo para dizer que estamos entrando em um cenário parecido: "a crise de 2008 foi desencadeada pela bancarrota de uma das principais instituições financeiras norte-americanas no ramo imobiliário, que tinha bilhões de dólares em títulos de dividas e hipotecas. Naturalmente o coronavirus já está desacelerando a economia mundial devido ao temor do mercado e até mesmo a paralisação de alguns meios de produção, mas ainda é cedo para prever com exatidão o impacto de tudo isto."

 

 

 

 

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