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Mercado financeiro já se adequa a uma nova era de pagamentos com o uso do PIX

Substituto do TED, DOC e boleto, o sistema de pagamento do Banco Central deverá beneficiar, principalmente, a população de desbancarizados, porque não demanda uma conta em banco para realizar um pagamento

O setor financeiro está se adequando a uma nova era de pagamentos, em que o dinheiro físico circulará cada vez menos, em função da pandemia. Nessa fase de crise, é importante que todos os setores da sociedade, que empregam sistemas de recebimento defasados, utilizem o PIX para não perderem vendas. A afirmação é de Guilherme de Campo, fundador da Astrocoders e um dos participantes do webinar sobre o PIX, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central que permite o envio e recebimento de dinheiro eletronicamente, 24 horas por dia e 7 dias por semana. Substituto do TEC, DOC e boletos, o PIX, apto a funcionar em smartphones com QR Code, entrará em operação no Brasil em novembro deste ano.

Além de Campo, participaram do webinar, promovido pela Dinamo, realizado no último dia 15 de maio, Ivo Mosca, coordenador da Subcomissão de Pagamentos Instantâneos, da Febraban; Marco Zanini, CEO da Dinamo; e Diogo Carneiro, Chief Technoloy Officer da Picpay.

Na opinião dos especialistas o PIX trará uma série de benefícios para a população brasileira, principalmente para os cerca de 50 milhões de desbancarizados. “O sistema possui um forte apelo para a população de baixa renda em geral, em função de seu custo bastante acessível para recebimento e pagamento”, assinala Marco Zanini, CEO da Dinamo.  

“Quem não está inserido no sistema financeiro não vai precisar abrir conta em banco para fazer suas transações. A ordem de pagamento, realizada via smartphone, é um simples CPF e o valor a ser debitado ou transferido”, argumenta Diogo Carneiro, Chief Technoloy Officer da Picpay.

De acordo com Ivo Mosca, coordenador da Subcomissão de Pagamentos Instantâneos da Febraban, os bancos, ao contrário do que muitos especialistas pensam, também sairão ganhando com o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central. Prova disso é que já estão trabalhando para padronizar esta plataforma. “Essas instituições vão poder conhecer melhor seus clientes e economizar  com recursos de logística e segurança, empregados atualmente para manter seus sistemas funcionando”, declara.

A implantação do PIX será acelerada na fase pós-Covid, prevê Diogo Carneiro. “A pandemia está mudando o comportamento das pessoas. O que elas almejam hoje é não ter contato físico para fazer pagamentos nas maquininhas e portando dinheiro físico”, explica.  Ele ressalta que o PIX, quando for implantado, deverá movimentar 3 bilhões de transações por ano. Dados da Accenture apontam o uso inicial do PIX por 48 milhões de pessoas.

Morte das maquininhas?

O sistema de pagamento instantâneo do Banco Central deverá decretar a morte das maquininhas, na opinião de Guilherme de Campo. “Em poucos anos, as pessoas migrarão para o QR Code, que deverá ser implantados nas telas dos PDVs”, enfatiza. Há, no entanto, quem discorda da opinião de Campo. “Ainda vamos precisar das maquininhas de pagamento por algum tempo. O que deverá ocorrer é que esses equipamentos utilizarão tecnologia de aproximação”, argumenta Ivo Mosca.

A segurança é o grande desafio da implantação do PIX acreditam os especialistas. Prova disso é que o Banco Central vem se preocupando muito com essa questão, implantando sistemas de criptografia e autenticação digital nos processos de pagamentos do PIX, com o intuito de evitar invasões.

Novos produtos deverão surgir ainda com o PIX, como o parcelamento de compras, previsto para ser implantado em 2021. “As oportunidades de negócios são múltiplas, porque o sistema de pagamentos instantâneos oferece uma transparência nas transações que não existe hoje”, conclui Zanini.      

 

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PicPay anuncia modalidade de pagamento com reconhecimento facial

Tecnologia estará disponível após o término da quarentena em São Paulo

Após o final da quarentena do coronovírus em São Paulo estará disponível a modalidade de pagamentos fácil por reconhecimento facial, da PicPay.
O primeiro local de implantação será no novo endereço do Banco Original, controlador do PicPay.
O banco modernizou o prédio de sua sede, em São Paulo, adotando a tecnologia de reconhecimento facial nas catracas de acesso e no Café Original, com o apoio das empresas E-Vertical e WBA Gestão.
Por meio da divisão de Bank as a Service (BaaS), o banco teve papel importante no desenvolvimento do novo método de pagamento.
O funcionamento é o seguinte: no café, após o caixa registrar o pedido, o usuário PicPay deve se posicionar em frente a um tablet para o reconhecimento facial.
Com a confirmação imediata da identidade da pessoa, o atendente libera a cobrança direto para o aplicativo do cliente, que recebe uma notificação e precisa verificar o valor para confirmar a compra. Toda a operação dura em torno de 30 segundos.
"Como os dados para a transação estão todos cadastrados no celular do cliente, a operação é mais prática e segura", afirma Gueitiro Genso, CEO da PicPay.
Entretanto, o reconhecimento facial só pode ser utilizado com o consentimento do consumidor, como determina a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Por esse motivo, a novidade estará disponível inicialmente para os colaboradores do Banco Original, que já terão seus rostos cadastrados e suas autorizações emitidas para uso da tecnologia no edifício.
O reconhecimento facial é considerado a nova fronteira da transformação digital em pagamentos.
E chega em um momento oportuno, uma vez que contato físico - necessário em algumas modalidades de pagamento - não é recomendado por causa da pandemia do novo coronavírus.
Desde que a quarentena foi estabelecida, o uso de carteiras digitais e transações eletrônicas têm crescido no país, acelerando a mudança de hábitos da população.
Somente em abril, mais de 3 milhões de novas contas foram abertas no PicPay, o que demonstra como os aplicativos financeiros têm sido úteis na crise.

 

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Coronavírus estimula pagamento por aproximação

Esse tipo de operação cresceu na América Latina e Caribe, segundo estudo da Visa

Com a pandemia do novo coronavírus, os pagamentos digitais e as compras on-line estão mais frequentes na América Latina e no Caribe, acelerando a substituição do dinheiro, revela estudo da Visa.
Esse é um dado expressivo porque tradicionalmente o dinheiro movimenta a economia da região. E sinaliza para uma mudança no comportamento dos consumidores.
Para a realização do estudo, a Visa consultou 400 consumidores na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, República Dominicana, Peru e México.
O resultado foi o seguinte: entre janeiro e março deste ano, mais de 13 milhões de portadores de cartão Visa realizaram a sua primeira transação no comércio eletrônico ou fizeram esse tipo de operação depois de uma pausa de 15 meses
Isso significa que dois em dez portadores de cartões ativos no comércio eletrônico, entre janeiro e março de 2020, são novos no segmento, representando até 14% do total de contas Visa ativas em mercados importantes no período.
O estudo constatou que o comércio eletrônico e as experiências de pagamento por aproximação são vistos como opções mais seguras e saudáveis durante a pandemia.
Além da praticidade e da segurança, elimina o contato e possibilita que as partes se mantenham distantes durante a experiência de compra - essencial para barrar o avanço do coronavírus.
Os pagamentos digitais têm sido o método preferencial de compra. Nos últimos três meses, os cartões de débito foram o método de pagamento preferido em 72% das vezes, seguido do cartão de crédito (63%) e do dinheiro (44%).
Os pagamentos centrados no consumidor (métodos mais digitais, como on-line, carteiras digitais, cartões, P2P etc.) despontam como tendência.
Desde o início da pandemia, porém, houve um aumento no uso de pagamentos com carteiras digitais e P2P (pessoa a pessoa) – respectivamente, o método de pagamento preferencial de 12% e 30% dos consumidores.
Na América Latina, 17% dos consumidores usaram o pagamento por aproximação em sua última compra nas localidades em que essa tecnologia está disponível.
O levantamento constatou, ainda, que os consumidores estão entendendo que comprar on-line é seguro: 39% dos ouvidos afirmaram que evitar contato foi o motivador para escolha dessa modalidade de transação e 26% consideram essa a forma mais prática de comprar produtos e serviços.
Apesar do crescimento do comércio eletrônico, o estudo apontou que muitos consumidores da região sentem que certos tipos de compra exigem uma visita pessoal às lojas físicas, onde o pagamento por aproximação está se tornando o método preferencial.
Em março, o número de transações por aproximação realizadas em lojas físicas ultrapassou a casa dos dois dígitos em 17 mercados da América Latina e Caribe.
Na Guatemala, as transações por aproximação representaram mais de 30% do total de transações Visa realizadas presencialmente.
Em abril, a penetração da transação por aproximação na Colômbia e Paraguai aumentou mais de 20% em relação ao mês anterior e, no Panamá, uma em três transações foi realizada com um cartão por aproximação.
No Brasil, o crescimento do pagamento com tecnologia de aproximação em sido exponencial desde o ano passado. Na comparação entre março de 2019 e março de 2020, o uso de cartões Visa com pagamento por aproximação foi cinco vezes maior de um ano para outro.
Um aspecto que favorece o uso do cartão é o fato de os consumidores indicarem esse meio de pagamento mais higiênico do que o dinheiro - que consideram uma fonte de contaminação.
E mesmo quando usam cartões, os consumidores se sentem inseguros em tocar nos terminais ou entregar os plásticos ao caixa ou entregador, o que os leva a preferir o pagamento por aproximação.
O crescimento do comércio eletrônico e do pagamento por aproximação na América Latina e Caribe verificados na pesquisa refletem as tendências globais identificadas pela Visa.
Segundo o 2019 Global Commerce Unbound Report da Visa, mais de 50% dos fatores que influenciam a escolha do pagamento têm a ver com necessidades centradas no ser humano, como controle, conveniência, simplicidade e personalização.
Mundialmente, uma em três transações realizadas em checkouts na rede da Visa é por aproximação, contra uma em quatro no primeiro trimestre do ano fiscal 2019.
No final do segundo trimestre do ano fiscal 2020 da Visa (janeiro a março), quase 60% das transações presenciais – desconsiderando os Estados Unidos – foram por aproximação. Mundialmente, esse tipo de transação cresceu mais de 40% em um ano.

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