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FGV revela que teremos Páscoa com deflação

Cesta da data registrou, em 2020, queda de – 0,99. Batata inglesa, azeite e azeitonas estão entre os itens com maior queda de preço

A cesta de Páscoa registrou queda de 0,99% em 2020, em comparação com o ano passado. A taxa está abaixo da inflação acumulada entre abril de 2019 e março deste ano pelo IPC/FGV, que foi de 3,44%. A pesquisa foi realizada pelo Instituto Brasileiro da Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). Entre os alimentos de maior consumo na Páscoa, os que apresentaram recuo em seus preços foram: batata  inglesa (-28,93%), azeite (-5,09%) e azeitona em conserva (-2,14%).

"Em comparação com 2019, houve recuo médio dos preços. Entretanto, os principais itens do almoço - como bacalhau (13,35%) e ovos (17,38%) - apresentaram aumento expressivo em suas cotações, pressionando as despesas com a ceia. Em 2019, a cesta havia subido 29,67% e o destaque havia sido a batata inglesa, que este ano caiu de preço, com alta de 104,91%", explica André Braz, coordenador do IPC do FGV IBRE e responsável pelo levantamento.

O economista destacou, inclusive, que o consumidor deve ficar atento em relação aos preços praticados mais próximos da data. "A pesquisa não mostra, em definitivo, o que o consumidor vai encontrar para a Páscoa. Só medimos o que aconteceu com os preços nos últimos 12 meses até março deste ano. Às vésperas, pode haver aumentos de preços ditados pelo crescimento da demanda, como o que tradicionalmente acontece com pescados frescos", acrescentou Braz, alertando que vale fazer as compras para ocasião, tomando os cuidados com a saúde, evitando aglomerações.



 

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Pedidos de falência caem 67,7% no primeiro trimestre de 2020, afirma Boa Vista

Já para as recuperações judiciais deferidas, houve queda de 4,5%.Com os impactos do novo coronavírus, a tendência é de que as empresas encontrem dificuldades em manter esse movimento nos próximos meses

Os pedidos de falência caíram 67,7% no 1º trimestre de 2020 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados com abrangência nacional da Boa Vista. Mantida a base de comparação, as falências decretadas apresentaram queda de 29,9% em relação a 2019, enquanto as recuperações judiciais deferidas e os pedidos de recuperação judicial diminuíram 4,5% e 2,7%, respectivamente. 

No mesmo sentido, na variação acumulada em 12 meses apenas os pedidos de recuperação judicial apresentaram resultado positivo (3,9%). Por outro lado, as falências decretadas caíram 11,6%, os pedidos de falência, tiveram queda de 8,7%, e as recuperações judiciais deferidas de 1%.

O resultado do 1º trimestre ocorre após 2019 encerrar com o terceiro ano consecutivo de queda nos pedidos de falência. Esse movimento está atrelado a melhora nas condições econômicas desde 2017, que permitiu às empresas apresentarem sinais mais sólidos nos indicadores de solvência até o final do ano passado. Entretanto, com os impactos causados pela chegada do novo coronavírus, a tendência é de que as empresas encontrem dificuldades em dar continuidade a esse movimento nos próximos meses.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte
A tabela 2 mostra como ficaram distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa em março no acumulado 12 meses a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES¹ . As pequenas empresas, por exemplo, foram responsáveis por 93,8% dos pedidos de falências e dos pedidos de recuperação judicial. Com relação a falências decretadas e recuperações judiciais deferidas, também houve predominância de ocorrências entre pequenas empresas, que responderam por 96,2% e 93,3% dos totais, respectivamente.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor
Na divisão por segmento da economia, o setor de Serviços, que concentra a maior parte dos pequenos empreendimentos, respondeu pelo maior percentual dos pedidos de falência (42,2%), seguido do setor Industrial (30,1%) e do Comércio (27,6%). No mesmo período do ano passado, o setor de Serviços respondeu por 42,3% dos pedidos de falência, contra 30,1% da Indústria e 27,5% do Comércio.

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Sebrae: 89% dos pequenos negócios já enfrentam queda no faturamento

Na média, redução nas receitas foi de 69%, constata pesquisa; 54% dos empreendedores já preveem que precisarão solicitar empréstimos para manter o negócio sem gerar demissões

 

Os primeiros dias de restrição à circulação de pessoas e isolamento social, em decorrência do Coronavírus, já atingem o equilíbrio financeiro das empresas e ameaça a sobrevivência de milhões de pequenos negócios no país. Segundo pesquisa feita pelo Sebrae, 89% das micro e pequenas empresas brasileiras já observam uma queda no seu faturamento. E 36% dos empreendedores afirmam que precisarão fechar o negócio permanentemente, em um mês, caso as restrições adotadas até agora permaneçam por mais tempo.

A pesquisa, feita entre os dias 20 e 23 de março, junto a um universo de 9.105 donos de pequenos negócios, revelou que, na média, a redução no faturamento das empresas foi de 69%. Os empresários ouvidos pelo Sebrae ressaltam que, mesmo adotando uma estratégia de venda online, o faturamento anual do negócio sofreria uma queda de 74%, caso as políticas de isolamento social sejam mantidas por um período de dois meses.

Com a expressiva queda nas vendas, 54% dos empreendedores já preveem que precisarão solicitar empréstimos para manter o negócio em funcionamento sem gerar demissões. E, avaliando as perspectivas da economia brasileira, 33% dos empresários entrevistados acreditam que o país deve levar um ano ou mais para voltar ao normal.

As medidas de restrição ao deslocamento de pessoas já fizeram com que 42% dos empresários tomassem a decisão de fechar temporariamente o negócio e levaram 26% a reduzir a jornada de trabalho da empresa.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, a pesquisa confirma a importância e a urgência de medidas de socorro aos pequenos negócios. “As pequenas empresas representam 99% de todos os empreendimentos do país e geram mais da metade dos empregos formais. A situação provocada pela pandemia exige de todos os agentes públicos o compromisso pela busca de soluções concretas e rápidas para os problemas que essas empresas estão enfrentando no dia a dia da crise”, destaca Melles.

O presidente do Sebrae ressalta que a instituição está atuando junto às diferentes instâncias de governo, ao Congresso e ao Judiciário para o desenvolvimento dessas soluções. “O Sebrae está, nesse momento, ao lado dos empresários e disponibilizando todo o apoio por meio das diferentes plataformas de atendimento”, destaca.

 

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