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LGPD exige uma mudança da cultura organizacional das empresas

Além de prejuízos financeiros, a punição para o não cumprimento da Lei afetará seriamente a imagem de uma empresa

As empresas brasileiras precisam criar um novo modelo de negócios e uma política de segurança de dados para se adequar à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), cujo objetivo é aumentar o controle do fluxo das informações pessoais nas organizações. A opinião é de Erik Nybo, advogado da Molina Advogados.

“As companhias, independente do porte, têm um grande desafio pela frente, porque vão precisar administrar todos os seus ativos digitais. Em primeiro lugar deverão, a partir de agora, prestar mais atenção na coleta e tratamento de dados, organizando-os de uma tal forma que garanta a privacidade dos consumidores. Outro procedimento será investir em recursos tecnológicos, capazes de sustentar os requerimentos da Lei”, argumenta Nybo.  

Inspirada na legislação europeia, a General Data Protection Regulation, a LGPD entre em vigor em agosto de 2020. As multas para quem não cumprir a Lei são pesadíssimas. Giram em torno de 2% do faturamento das companhias e podem atingir até R$ 50 milhões. “Além de prejuízos financeiros, a punição para o não cumprimento da Lei afetará seriamente a imagem de uma empresa”, afirma Nybo.

É importante frisar que a lei demandará uma série de alterações em todos os registros, ao pedir o consentimento dos consumidores para uso de dados, ao estabelecer novas regras de subscrição e ao determinar novos formatos de utilização e de compartilhamento de informações.

De acordo com Ana Paula Sayaõ, diretora da Connection Comunicação, empresa que desenvolveu uma plataforma de atendimento que se ajusta aos requisitos da LGPD, para se adequar à nova lei as empresas deverão realizar uma mudança da cultura organizacional. “´Daqui pra frente é preciso ter cuidado no tratamento das informações, na segurança delas e na captação dos dados”, pondera. “Quanto menos informações circulando internamente uma empresa tiver, menores serão os riscos de problemas”, completa.

Segundo Ana Paula deverá haver também por parte das organizações um cuidado maior com o descarte dos dados. “As informações organizacionais, algumas vezes, são levadas junto com uma máquina que está sendo retirada da empresa. Isso coloca em risco o sigilo dos dados. O procedimento correto é apagar todos os registros do HD e somente depois desfazer-se do computador”, declara.

Funções da ConnectW

A plataforma da Connection , a ConnectW permite que a empresa mantenha relacionamento com clientes, faça sua divulgação institucional e comercial, atendimento online, agendamento e confirmação de horários, transmissão de informações sobre seus produtos/serviços, eventos, entre outras funções. Isso tudo com um único número de WhatsApp Business.

Com a nossa plataforma as companhias podem dispor de um histórico de clientes, dividir o atendimento por departamentos, gerenciar vários canais num mesmo painel e segmentar a plataforma por nichos”, explica Ana Paula. Ela acrescenta que com a ConnectW é possível ainda controlar o acesso dos funcionários à plataforma, captar leads e montar filas de atendimento por carteira de clientes.   

 

 

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