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Mitsubishi Corporation e NTT são os novos investidores da HERE

Novas co-investidoras terão, cada uma, 30% de participação na empresa, que pretende acelerar o crescimento em novos mercados e indústrias

 

A HERE Technologies anunciou hoje a entrada de dois novos investidores na companhia: Mitsubishi Corporation (MC) e Nippon Telegraph and Telephone Corporation (NTT), ambas do Japão, que terão participações de 30% na empresa. 

As companhias estão co-investindo na HERE por meio de sua recém-criada holding COCO Tech Holding B.V., sediada na Holanda. A transação será concluída no primeiro semestre de 2020 e está sujeita à aprovação dos órgãos regulatórios do país. Os detalhes financeiros da operação não serão divulgados, em linha com acordo fechado entre as partes.

A HERE  possui uma plataforma de dados e tecnologia de localização, e fornece um ambiente de desenvolvimento (HERE Workspace), um intercâmbio de informação (HERE Marketplace), a criação de mapas e visualização de mapas (HERE Studio) e um conjunto de serviços de localização (HERE Location Services). Esses recursos são possíveis graças ao Reality Index, uma rica fonte de localização que contextualiza dados e captura relações entre lugares e objetos. A companhia gera mais de 9 mil empregos em 56 países.

“Estamos animados em receber a Mitsubishi Corporation e a NTT como novos investidores estratégicos”, afirma Edzard Overbeek, CEO da HERE Technologies. “Nossas conversas foram muito inspiradoras. Mitsubishi Corporation e a NTT compartilham nossa visão de tornar possível um mundo autônomo para todos, e a crença de que temos habilidade para empregar nossa plataforma de localização para solucionar desafios globais, como o congestionamento nas grandes metrópoles, ineficiência nas cadeias de suprimento e a utilização de recursos sustentáveis, apenas para citar alguns deles. Teremos a honra de desempenhar um papel importante nas iniciativas de digitalização da Mitsubishi Corporation e da NTT. Esse investimento também significa que estamos diversificando a nossa base de acionistas além do setor automotivo, o que é importante em função do apelo e da necessidade da tecnologia de localização em todas as indústrias e áreas geográficas.”

“Acreditamos que o Reality Index da HERE tem um potencial ilimitado”, afirma Takehiko Kakiuchi, President e CEO da Mitsubishi Corporation.

”A colaboração entre a tecnologia de localização da HERE e o panorama atual da MC e NTT vai gerar grandes oportunidades de negócios. Esperamos entregar juntos soluções de valor para todos nossos clientes”, disse Jun Sawada, Presidente e CEO da NTT.

MC e NTT estão adquirindo essa fatia da HERE por meio da compra de novas ações e ações já existentes. A iniciativa está em linha com o objetivo estratégico da companhia.

Quando a transação for concluída, a HERE contará com nove acionistas diretos e indiretos: Audi, Bosch, BMW Group, Continental, Intel Capital, MC, Mercedes-Benz, NTT e Pioneer.

Com os novos investidores japoneses, a HERE contará com estrutura para um crescimento acelerado na região da Ásia e Pacífico. Para apoiar essas ambições regionais em longo prazo, a HERE está em conversas preliminares com MC e NTT para iniciativas estratégias que podem incluir o avanço aos esforços de digitalização de ambas as companhias.

A HERE tem aumentado sua presença na região de Ásia e Pacífico durante os últimos três anos. O compromisso com a região inclui a recente extensão do HERE Workspace em conjunto com uma unidade da HERE Location Services no Japão.

 

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TOTVS anuncia aquisição da Supplier por R$ 455,2 milhões

Com a compra, a TOTVS passa a oferecer crédito B2B, especialmente na relação entre clientes e fornecedores

A TOTVS - líder brasileira no desenvolvimento de software de gestão - anuncia a aquisição da Supplier, empresa focada em crédito B2B, entre clientes e fornecedores. A compra, no valor de R$ 455,2 milhões, vai permitir que a empresa acelere a estratégia de criar Novos Mercados, em particular em Techfin. Mauro Wulkan e Eduardo Wagner, fundadores da companhia adquirida, seguem como gestores e acionistas, com 11,2% do capital.

 Trata-se da primeira aquisição realizada pela TOTVS após a captação de mais de R$ 1 bilhão com o follow-on (oferta subsequente de ações primárias), realizado em maio deste ano. Na compra anunciada hoje, foram adquiridas ações que representam 88,8% do capital social da Supplier.
 "A partir da compra da Supplier vamos avançar ainda mais na estratégia de criação de Novos Mercados. Desde o início do ano construímos uma estrutura de Techfin, que começou a operar em pagamentos, através da parceria com a Rede. A partir dessa aquisição, passaremos também a oferecer crédito B2B, com foco nas pequenas e médias, em especial nas relações entre clientes e fornecedores. Esta é uma relação recorrente. Portanto, mais estável e previsível. Desta forma, o custo desta modalidade é estruturalmente mais eficiente, permitindo a ampliação, a simplificação e o barateamento do acesso ao crédito pelas empresas. É um formato único e inovador", afirma Dennis Herszkowicz, presidente da TOTVS. "Vale destacar que a Supplier tem bastante sinergia de negócios com a TOTVS, uma vez em que já atua em setores da economia onde temos forte presença, como manufatura, logística, agro e distribuição.

A Supplier vem reforçar a estratégia de Techfin da TOTVS, criada com o objetivo de simplificar, ampliar e baratear o acesso dos clientes a crédito e a demais serviços financeiros. Ao longo dos próximos meses, a TOTVS e a Supplier irão desenvolver uma plataforma tecnológica que irá permitir uma integração total com os sistemas de gestão das empresas, visando uma jornada sem atritos para clientes e fornecedores. Esta plataforma também permitirá o uso de big data, buscando melhorar de maneira contínua os algoritmos de aprovação de crédito.

*A aquisição depende da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras e da verificação de outras condições usuais para esse tipo de negócio.

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Negócios acima de R$ 1 bilhão são recorde entre fusões e aquisições no primeiro semestre

No período, 55 operações envolvendo empresas brasileiras somam R$ 108,6 bilhões, resultado 20% superior aos seis primeiros meses do ano passado

Os anúncios de fusões e aquisições, incluindo aquisições de controle, incorporações e vendas de participações minoritárias, somaram R$ 108,6 bilhões no primeiro semestre deste ano, volume 20% maior que o registrado no mesmo período de 2018, de R$ 90,6 bilhões. O destaque é para as operações que movimentaram mais de R$ 1 bilhão, cuja participação foi recorde da série histórica da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), iniciada em 2009. Do total, 36,3% das transações foram superiores a esse valor, sendo que 5,5% passaram de R$ 10 bilhões.

“Estamos em um momento de otimismo na economia, com o encaminhamento de reformas estruturais importantes, como a da previdência. Isso tem refletido nos resultados de fusões e aquisições e também no mercado de capitais em geral, tanto em operações de ações quanto de dívida”, afirma Dimas Megna, coordenador do Grupo de Trabalho de Fusões e Aquisições da Anbima. “O mercado mais aquecido favorece a tomada de decisão das companhias”, completa.

Ainda que o número de operações tenha sido ligeiramente mais baixo do que nos seis primeiros meses do ano passado (55 contra 58), a alta no volume em 2019 foi influenciada pelo tamanho maior das transações realizadas: os dez maiores anúncios representaram 78% do montante total. Lideram a lista a venda da TAG (Transportadora Associada de Gás) pela Petrobras, por R$ 34,2 bilhões; a aquisição da Avon pela Natura, por R$ 14,9 bilhões; e o negócio entre a Petronas e a Petrobras no Campo Tartaruga Verde, por R$ 10,3 bilhões.

O setor de petróleo e gás concentrou a maior parte do volume movimentado no primeiro semestre (44,6%), influenciado pelas transações envolvendo a Petrobras. Cinco operações no segmento somaram R$ 48,4 bilhões. Na sequência, aparece comércio atacadista e varejista, com fatia de 14% (R$ 15,2 bilhões e quatro operações), resultado puxado pela compra da Avon pela Natura. Os setores de transporte e logística e de TI e telecomunicações ocupam a terceira e a quarta colocação, respectivamente, com R$ 8,1 bilhões em cinco negócios e R$ 7,9 bilhões e seis transações.

A aquisição de controle segue como a principal finalidade dos negócios, movimentando R$ 102,7 bilhões, seguida pela participação minoritária, com R$ 5,9 bilhões. No primeiro semestre do ano passado, a proporção foi similar, com R$ 86,9 bilhões em aquisição de controle e R$ 3,7 bilhões em participação minoritária.

 

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