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Como as empresas podem aumentar a segurança no uso do WhatsApp

O melhor da tecnologia deve ser empregado de todas as formas, mas sempre com a segurança em primeiro plano

(*) Guilherme Araújo        

 Vivemos uma era em que a exigência por respostas rápidas é inquestionável. Não por acaso, pesquisas apontam que o WhatsApp é a terceira rede social mais usada no mundo, com mais de 1,5 bilhão de usuários – se considerarmos outros comunicadores instantâneos, veremos que nenhum outro tipo de aplicativo de mídia social é tão popular no planeta. Nesses tempos, portanto, os mensageiros online são um ativo de comunicação acima de qualquer disputa.

O problema, porém, é que estes Apps não estão imunes às ameaças e aos riscos do ambiente digital. Na verdade, podemos dizer que o WhatsApp – quando mal gerenciado – pode ser uma grande porta para ataques maliciosos voltados ao roubo ou sequestro de dados pessoais e das operações. De acordo com pesquisas do mercado, os aplicativos de conversas têm sido um dos principais alvos de tentativas de golpes e fraudes, com envios de links falsos e malwares.

Por isso mesmo, é essencial que as empresas tenham atenção ao uso dessas soluções, buscando práticas e recursos que, de fato, agreguem mais segurança à rotina de utilização de smartphones, computadores e redes. O objetivo deve ser sempre otimizar a experiência dos usuários, sem abrir mão do controle das atividades e da integridade das informações.

É importante que os líderes de negócios estejam atentos a este ponto, pois, hoje, a adoção de ferramentas de comunicação instantânea é uma ação muitas vezes negligenciada, vista como um sistema à parte da operação das empresas. Com a expansão das ações de BYOD (Traga seu próprio dispositivo, da tradução de Bring Your Own Device, em inglês) e a flexibilização dos ambientes de trabalho, é natural que os colaboradores usem seus smartphones, tablets e notebooks conectados à rede corporativa para acessar o WhatsApp e outros aplicativos pessoais.

Nesse cenário, vale destacar que estudos globais indicam que mais de dois terços dos dispositivos móveis em atividade não contam com soluções de segurança instaladas. Ou seja: eles podem ser muito mais facilmente invadidos ou clonados, gerando uma enorme chance de roubo de dados.

Outro ponto de atenção é que as redes de conversa também se transformaram em grandes fontes de informação. De acordo com relatórios especializados, mais de 80% dos brasileiros utilizam a plataforma de mensagens instantâneas do Facebook como uma forma de receber ou compartilhar notícias.

Isso abre espaço, entre outras coisas, para o avanço de fake news e, além disso, para fraudes e golpes de phishing. Assim como em nossas caixas de e-mail, somos cada vez mais bombardeados por promoções e links imperdíveis também nos mensageiros instantâneos. A diferença, nesse caso, é que esses links acabam chegando por meio de grupos e contatos conhecidos – o que implica dizer que é necessário que os usuários estejam sempre com a atenção redobrada para evitar acessos a sites falsos e maliciosos.

Evidentemente, esse não é o único risco associado ao uso do WhatsApp nas empresas. Existem dezenas de golpes circulando na Internet e no mundo real, com estratégias mais sofisticadas do que nunca. A questão, portanto, é: o que podemos fazer para mitigar essas ameaças?

A primeira resposta é trabalhar a cautela e o conhecimento dos usuários. As empresas podem melhorar os índices de segurança de dados, por exemplo, ao capacitar e qualificar seus colaboradores sobre as melhores práticas de proteção na Web – inclusive nos aplicativos de conversa. Não acessar links desconhecidos e checar bem a procedência das informações e contatos novos, por exemplo, são duas boas iniciativas.

Além da formação de uma cultura orientada à cibersegurança, no entanto, é necessário também investir no uso de tecnologia capaz de identificar brechas e prevenir os ataques, com filtros de conteúdo e firewalls que limitem o acesso de informações por meio de dispositivos não registrados ou por níveis de perfil dos colaboradores. Criar padrões de segurança específicos para a rede é vital.

Do mesmo modo, é muito válido indicar aos usuários o que eles podem fazer para aumentar a segurança do ambiente. Por exemplo: é aconselhável ativar as verificações por duplo fator nas contas, inclusive para registro de novos dispositivos. Isso evita que uma conta seja clonada e que os dados pessoais de clientes e dos próprios funcionários sejam expostos de maneira indevida.

Com a entrada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) em vigor a partir de agosto deste ano, é vital que as companhias busquem mitigar ao máximo os riscos, identificando e corrigindo as vulnerabilidades existentes na operação. Isso exige, entre outras coisas, a análise dos procedimentos em relação aos pontos mais triviais do dia a dia, como a adoção do WhatsApp dentro da rotina dos negócios.

A transformação digital e a ascensão da Internet Móvel estão trazendo muitas vantagens às empresas. A comunicação instantânea, sem dúvida, é uma delas. Entretanto, é fundamental criar condições para que essas inovações sejam usadas para agregar valor para as operações, sem causar prejuízos desnecessários. O melhor da tecnologia deve ser usado de todas as formas, mas sempre com a segurança em primeiro plano. Resta saber quais empresas estarão preparadas para extrair o máximo da mobilidade e ao mesmo tempo criar um ambiente seguro e de alta performance.

 

(*) Diretor de Serviços da Blockbit

 

 

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Lições do Vale do Silício para a inovação tecnológica do Brasil

Não por acaso, pesquisas do Gartner indicam que a aplicação de programas de digitalização dos processos e serviços está nos planos de quase 80% dos Chief Executive Officers (CEO) globais

(*) Romulo Cioffi

Reconhecido como o principal polo de inovação do mundo, o Vale do Silício na Califórnia, Estados Unidos, é o ambiente dos sonhos para qualquer novo empreendedor. Afinal de contas, estamos falando de uma região que abriga os headquarters de algumas das maiores empresas da atualidade, como Amazon, Google e Uber, e outras centenas de startups que nem conhecemos, mas que estão movimentando bilhões de dólares por todo o mundo.

Sendo assim, a dúvida é: o que o Vale do Silício faz de diferente e que pode ser replicado para o nosso ecossistema empresarial? Responder essa pergunta, evidentemente, está longe de ser uma tarefa simples. Ainda assim, é possível dizer que sem a junção de tecnologia, investimento e visão aberta à inovação nenhuma empresa do Silicon Valey teria sucesso.

Replicar o Vale do Silício no Brasil – ou em qualquer parte do mundo – depende de uma soma de fatores, tais como a mudança de mindset e orientação à tecnologia, que permitam a transformação e o avanço. O próprio pólo norte-americano nos ensina isso, ao mostrar que qualquer empresa independente do setor ou área de atuação, hoje, é uma companhia de tecnologia. Quer exemplos? A Netflix e o Uber podem não ser fornecedores de TI, mas elas precisam pensar a transformação digital e a evolução de seus sistemas como parte vital para o desenvolvimento de seus negócios.

Não por acaso, pesquisas do Gartner indicam que a aplicação de programas de digitalização dos processos e serviços está nos planos de quase 80% dos Chief Executive Officers (CEO) globais, com a tecnologia sendo o ingrediente principal ou uma condição básica em todas as 10 maiores prioridades para os próximos anos. Em outras palavras, a tecnologia deve ser vista como o impulsionador que simplificará ou guiará os esforços das operações para o futuro, permitindo que a real inovação aconteça.

Para alcançar esse resultado, no entanto, as lideranças executivas dessas novas companhias devem ter acesso a um contexto que busque replicar as condições a que as companhias do Vale estão expostas, ou seja, um ambiente aberto à inovação, com condições atraentes para a aplicação de novos investimentos, políticas públicas alinhadas às demandas do mercado e um ecossistema capaz de estimular a concorrência interna e o crescimento de novas empresas.

A principal lição do Vale do Silício para as startups do Brasil é justamente a formação desse ecossistema de colaboração e desenvolvimento contínuo. É preciso pensar em como podemos aplicar esse modelo de pensamento aqui, criando condições mais favoráveis para os empreendedores e usando as inovações disponíveis (da tecnologia e do mercado) a nosso favor.

Essa é uma necessidade que fica clara, principalmente, quando avaliamos os números do Vale do Silício de forma mais atenta. Hoje, dos mais de 390 unicórnios (startups com valor estimado acima de 1 bilhão de dólares) existentes em todo o mundo, 109 são da região da Baía de São Francisco (sendo que 30 destes negócios alcançaram esse nível em 2019). O que mostra bem a capacidade de atração dos investidores e a existência de um ambiente propício à geração de valor.

Portanto, outra lição recorrente do Vale do Silício é que quem teve sucesso em uma startup (ou empresa) reinveste em outras startups. A evolução do ecossistema é precisa ser encarada como uma iniciativa de mão dupla, em que todos têm seu papel: o investimento em uma nova ideia melhora a sociedade e, ao mesmo tempo, abre a chance da companhia encontrar novas possibilidades de negócios e pessoas.

Neste ponto, outra lição da região que abriga o Google e a Amazon é a ampla presença de Universidades, com jovens de mente aberta e visões de mundo diferente. A formação de novos profissionais é um ponto essencialmente importante para entendermos como aplicar a tecnologia para a transformação do mundo. Principalmente agora, em uma era na qual as empresas precisam estabelecer um propósito claro para a orientação de seu rumo estratégico, buscando e contando com colaboradores que realmente agregarão expertise, pensamento inovador e visão social à empresa. Por isso, saber contratar as pessoas certas e alinhadas ao propósito é uma competência chave para o sucesso dos negócios no mundo atual e algo que as empresas do Vale do Silício acentuam a cada dia.

Entre os principais aprendizados dos grandes nomes do Silicon Valley, portanto, está a necessidade de transmitir os aprendizados com o mundo. A colaboração e o compartilhamento são pontos muito importantes no mundo atual, e as companhias devem garantir que suas grandes conquistas e experiências de seus negócios retornarão à sociedade, impactando a vida das pessoas. A vida dos empreendedores é cercada por desafios. Crescer e inovar, contudo, são duas demandas que precisam fazer parte, sempre, das missões diárias. É necessário continuar aprendendo.

A disponibilidade de sistemas e modelos de computação estão à disposição para serem usados e apoiarem essa jornada. São esses recursos, afinal, que podem ajudar os empreendedores a garantirem mais inteligência e eficiência às ofertas e ao próprio modo de operação de seus negócios. É preciso avançar nesse estágio o quanto antes, pois empresas do mundo inteiro estão disputando o mesmo espaço. A inovação não está restrita ao Vale do Silício, e é hora de nosso ecossistema corporativo local também avançar nesse processo. As organizações que querem sobreviver ao futuro com bons resultados não têm tempo a perder. Suas estratégias e ações devem começar agora.

 

(*) Vice-Presidente de Operações da Squadra Tecnologia

 

 

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Os desafios da governança de dados na transformação digital

Impulsionada por essas novas leis, as empresas devem procurar formas de aprimorar o gerenciamento e a análise inteligente de conteúdos digitais           

(*) Paulo Padrão

 

Quando falamos de transformação digital, geralmente, o primeiro tema que surge é a inovação tecnológica trazida pela ascensão de novos dispositivos, sistemas e conceitos. A verdade, porém, é que todos os avanços que possibilitam a criação dessas novidades dependem diretamente de um ponto: os dados, que fornecem o conhecimento necessário para que os líderes e suas equipes encontrem as rotas de transformação que realmente trarão os bons resultados.

Nesse cenário, é evidente que a inteligência necessária para transformar esses dados em insights realmente valiosos também tem se transformado recorrentemente. Afinal, as empresas estão gerando um volume exponencial de informações e utilizando cada vez mais esses recursos em seus processos de tomada de decisões. Visibilidade, credibilidade e conformidade são, nesse contexto, itens fundamentais para o sucesso dessa jornada.

Dessa forma, não é exagero dizer que a inteligência de dados é a base da transformação digital - o que significa, portanto, que os líderes de TI estão diante de um desafio marcante. Além de apoiar as metas de negócios em termos de velocidade e agilidade, as equipes responsáveis pela área de tecnologia devem garantir que os dados sejam adequadamente protegidos, controlados e coerentes.

O outro lado da moeda, no entanto, é que o avanço das soluções móveis e a descentralização do controle de registros tem feito com que o gerenciamento de dados se torne uma atividade extremamente complexa. Isso porque, entre outras coisas, é preciso garantir três pontos: visibilidade, governança e conformidade para que as organizações possam extrair valor de seus ativos digitais sem preocupações.

Essa realidade faz com que os Chief Information Officers (CIOs) e os especialistas mudem suas prioridades. Pesquisas apontando os objetivos dos CIOs, divulgadas ao longo de 2019 pelo Gartner, uma das principais empresas de análise do setor corporativo do mundo, indicam que mais da metade das companhias já concluiu ao menos um projeto de digitalização e que, hoje, o principal foco está em encontrar formas de melhorar a capacidade analítica e prática desses processos, elevando o potencial a ser obtido pelas informações coletadas junto aos consumidores ou dentro das linhas de produção.

O estudo “CEO’s Survey 2019”, do Gartner, indica que as informações digitais estão sendo cada vez mais importantes para o desenvolvimento estratégico das operações, dando suporte específico às ações de aprimoramento de processos internos e de atendimento aos clientes. Do mesmo modo, também tem sido prioridade filtrar e consolidar os conteúdos para a definição de futuros planos de negócios, de forma a antever oportunidades e desafios do futuro.

 Além disso, os profissionais e empresas estão à procura de soluções que os ajudem a evitar falhas ou problemas com o gerenciamento de dados para otimizar o uso desses ativos dentro de suas organizações. Esse é um ponto importante, pois, à medida que as companhias entendem a importância de se incluir a análise de registros como parte central de suas ações, mais importante se torna criar estruturas maduras e seguras para alavancar as reais oportunidades trazidas à tona pela digitalização dos dados.

 Esse cenário deverá integrar ainda mais os executivos e os profissionais de TI em busca de soluções que os ajudem a alcançar o maior valor comercial dos dados, em abrir mão dos requisitos para atender às necessidades críticas de segurança, governança e conformidade. De fato, a não-conformidade é uma das principais preocupações atuais das companhias, sobretudo com o surgimento das novas regulamentações como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) que entrará em vigor em agosto deste ano no Brasil e alterará por completo as responsabilidades das organizações em relação aos processos de coleta, manejo e armazenamento de informações dos clientes.

 Impulsionada por essas novas leis, as empresas devem procurar formas de aprimorar o gerenciamento e a análise inteligente de conteúdos digitais. Estima-se que 65% das companhias, por exemplo, não possuem sequer visibilidade completa de sua cadeia de registros. Sem a visibilidade e entendimento sobre seus dados, as organizações não podem ser eficazes na execução de suas estratégias de proteção e uso do ambiente digital.

Por isso, a tendência é que as empresas invistam cada vez mais em soluções para derrubar barreiras e silos que, hoje, atrapalham a centralização e o gerenciamento efetivo de dados. Muitas organizações ainda precisam implementar essa prática de gerenciamento de informações para preencher a lacuna entre usuários técnicos e de negócios - especialmente aquelas que não são nativas digitais.

Os profissionais de tecnologia estão mudando e, com eles, as jornadas de transformação digital corporativa também serão alteradas. O sucesso das organizações e desses especialistas depende, no entanto, de uma mudança de postura que não veja a Era Digital como um cenário de evolução puramente baseada em novos dispositivos. O conhecimento gerado pelas informações e registros coletados é que são os verdadeiros ativos de negócios dos novos tempos, permitindo o lançamento de produtos e serviços que transformarão efetivamente a sociedade. O mercado está repleto de inovação e é preciso adotar iniciativas que, de fato, contribuam para a visibilidade e a governança dos dados, para se extrair o máximo proveito do mundo digital. Os líderes do amanhã serão os que hoje souberem transformar esse desafio em uma oportunidade. Qual caminho você seguirá?

 

(*) General Manager da ASG Technologies para a América Latina

 

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