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Segurança é o grande desafio no processo de evolução da IoT

Uma pesquisa recente do IDC feita na América Latina e Caribe estimou que em 2019 havia cerca de 400 milhões de equipamentos de Internet das Coisas conectados na região

A Internet das Coisas ainda não atingiu sua maturidade, mas vemos empolgados usuários e fabricantes investindo pesado nela. No entanto, nem todos se preocuparam com uma questão fundamental, a segurança. Estamos descobrindo muita coisa nova sobre esta tecnologia: como queremos usá-la, qual seu nível de privacidade, como protegê-la de ataques e quais são seus limites legais. Ainda não temos todas as respostas para estas questões e estamos em uma corrida contra o tempo para obtê-las.

 

Quando o assunto é seguridade, o problema vai além do roubo de dados. Hackers se aproveitam das funcionalidades da IoT para cometer crimes. Este é o caso dos aspiradores de pó robóticos, que examinam a arquitetura de uma infraestrutura para determinar a área que precisa ser limpa. Esse seria um ótimo recurso, não fosse a combinação padrão de nome de usuário / senha, que facilita seu uso para espionagem remota. 

 

Uma pesquisa recente do IDC feita na América Latina e Caribe, estimou que em 2019 havia cerca de 400 milhões de equipamentos de Internet das Coisas conectados na região. Ela também mostrou que, até 2023, este número pode chegar a 1 bilhão. Em termos econômicos isto representaria cerca de 19 bilhões de dólares, de acordo com Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A instituição também sinalizou que, apesar das novas plataformas e soluções serem em sua maioria desenvolvidas fora, há um setor emergente de designers e desenvolvedores na área.

 

Um outro estudo conduzido por membros da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (UIUC), concluiu que há 83 milhões de equipamentos usando a inovação em 15,5 milhões de residências espalhadas por 11 localizações geográficas diferentes. 

Para driblar as ameaças que este tipo de inovação traz, governos estão introduzindo novas regulamentações. No Reino Unido, por exemplo, já existe um esquema de certificação que rotula dispositivos com o padrão Secure by Design. A Finlândia também deve adotar medidas semelhantes. 

Pode demorar um pouco para que aconteça no mundo todo, mas felizmente o setor está tomando ações para garantir a segurança das máquinas. "Ainda estamos descobrindo o que queremos desta tecnologia, quais dados vamos coletar e com que nível de autonomia essas informações serão usadas. Por isto é crucial adotar práticas de segurança que possam evolouir conforme a IoT avança”, explica Avesta Hojjati, chefe de pesquisa e desenvolvimento da DigiCert.

E é aqui que a inteligência artificial pode ajudar, pois ela contribui na previsão e diminuição das ameaças presentes e futuras através da identificação de malwares. Ao coletar dados de uma variedade de dispositivos ao longo do tempo, conseguimos identificar padrões e prever as probabilidades de ser atacado. Podemos avaliar sistemas operacionais desatualizados, senhas padrão, bibliotecas vulneráveis, falta de autenticação, criptografia e assinatura - fatores que contribuem para a vulnerabilidade das máquinas. 

Para que um mecanismo de IA aprenda o que será ou não malicioso, ele precisa fazer uma análise de uma grande quantidade de informações coletada durante um longo período de tempo, por isto dizemos que ela terá que aprender conforme a IoT vai evoluindo. 

"Temos que prestar atenção ao desenvolvimento de abordagens baseadas em inteligência artificial, reconhecimento de padrões e categorização de consumo de dados de rede que analisam o comportamento de diferentes dispositivos de Internet das Coisas em uma variedade de ambientes", acrescenta Hojjati. “Quando se trata da IoT, como em todas as tecnologias, temos que  evoluir nosso pensamento em torno da seguridade constantemente e, neste aspecto, a AI é algo para se assistir ”, conclui. 

 

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Gartner prevê funções que os líderes de I&O desempenharão com a ascensão de IoT

Analistas do Gartner explicam a importância dos executivos de TI na implementação de iniciativas de Internet das Coisas de suas organizações

 O digital foi a principal prioridade dos CIOs em 2019. E eles irão procurar por líderes de Infraestrutura & Operações (I&O) que entreguem e ofereçam suporte a novas tecnologias como a Internet das Coisas (IoT). Porém é mais fácil dizer isso do que executar, segundo o Gartner, Inc., líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas.

Com orçamentos estagnados e recursos reduzidos para a infraestrutura tradicional, os líderes de I&O precisam permanecer relevantes e provar que podem sustentar os negócios digitais. Iniciativas digitais exigem uma estratégia fundamentalmente diferente da I&O tradicional, que requer maior envolvimento com o restante da organização desde o início.

"Até 2022, 80% das principais organizações de Infraestrutura e Operações desenvolverão estratégias de I&O para as iniciativas de negócios digitais como Inteligência Artificial e IoT", afirma Sanjit Ganguli, vice-presidente e analista do Gartner. “Projetos de Internet das Coisas, em especial, são um espaço em que os líderes de I&O podem testar suas novas estratégias e provar seu valor para os negócios”.

Os projetos de IoT mais bem-sucedidos exigem uma abordagem organizacional abrangente de três grupos distintos:

 - I&O - Oferece integração, comunicação, análise e infraestrutura subjacente;

- Linhas de negócios - Focam no estabelecimento de metas e alocação de recursos;

- Equipes de operações - Focam em design e funcionalidade de produtos.

 Tarefas como gerenciamento de projetos e segurança geralmente se enquadram nos três grupos. No entanto, as áreas de I&O deveriam estar cientes de todas as iniciativas de IoT para criar processos e documentação adequados.

 Os líderes de I&O deveriam assumir um papel de liderança mais ativo - Cada iniciativa de IoT representa um papel potencial diferente para as áreas de Infraestrutura e Operações, com variados níveis de influência, responsabilidade e propriedade. Os líderes de I&O deveriam buscar um papel ativo em qualquer iniciativa de Internet das Coisas que precise de seu suporte.

O objetivo deveria ser: (1) avaliar quais programas e iniciativas existem e qual o seu papel; (2) identificar áreas em que eles possam garantir maior propriedade estratégica.

O Gartner estima que, nos próximos anos, mais e mais equipes de I&O terão a responsabilidade de guia, desenvolvedor ou operador sobre as iniciativas de IoT de suas organizações. Os líderes de Infraestrutura e Operações deveriam estar atentos e passar, sempre que possível, de um papel de meros espectadores para uma posição mais impositiva de direcionamento.

Os quatro papéis que os líderes de I&O podem assumir são:

 1) Espectador:

- A área de I&O não está envolvida em nenhum estágio de iniciativas IoT;

- A LOB (subdivisão corporativa focada em um único produto ou família de produtos, do inglês line of business – LOB) ou a equipe de operações lideram o acompanhamento, a implementação e a operação da iniciativa.

 2) Orientador:

- A área de I&O é a principal condutora de uma iniciativa IoT;

- A área de I&O orienta a justificativa de negócio, o início do projeto, a tomada de decisões técnicas, a implementação e as operações.

 3) Operador:

- A área de I&O não conduz a iniciativa de IoT, mas é chamada após o estágio inicial para operar a solução IoT;

- As operações envolvem o gerenciamento da infraestrutura de terminais de borda, conexão com a plataforma IoT e integração com sistemas corporativos (rede, servidor e armazenamento);

- Também pode incluir algumas análises de dados IoT;

- Essa função geralmente é associada à função de implementador.

 4) Implementador:

- A área de I&O não direciona a iniciativa de IoT (função a cargo da LOB ou da equipe de operações);

- A área de I&O é responsável pela implementação da iniciativa IoT, incluindo Edge, plataforma e integração à arquitetura corporativa já existente; isso geralmente acontece após a fase piloto ter sido concluída;

- A área de I&O também pode, ou não, operar os sistemas IoT, mas provavelmente herdará a função.

 

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Huawei lança a primeira rede determinística de telecomunicações orientada à tecnologia 5G

Rede oferece recursos customizáveis, privacidade de dados e autoatendimento com gerenciamento automatizado

 

A Huawei lança a primeira solução de rede determinística de telecomunicações orientada à tecnologia 5G, denominada 5GDN. O projeto se baseia no conceito principal de “Cloud Native, One Core, Real Time Operation e Edge Computing" ("Nuvem Nativa, Um Núcleo, Operação em Tempo Real e Computação de Borda”, em tradução livre). A solução fornece conectividade e experiência de uso diferenciados e garantia de cumprimento do Acordo Nível de Serviço (SLA) para todos os setores, pois cria Redes Móveis Virtuais Privadas (MVPNs) verificáveis​​.

A Transformação Digital exige que as redes 5G se diferenciem ao oferecer recursos customizáveis, privacidade de dados e autoatendimento com gerenciamento automatizado. Para isso, é fundamental que seja uma rede 5G determinística, que aponta com precisão o tempo necessário para a transferência de dados ao utilizar técnica de multiplexação de tempo fixo (cada canal recebe um pacote pré-determinado e permanente de dados).

A Huawei trabalhará fortemente com parceiros para promover o consenso e acelerar o desenvolvimento do setor de telecomunicações, além de inovar serviços, construir um sistema forte de 5G e impulsionar novas oportunidades de negócios para o 5G", disse o vice-presidente do Departamento de Marketing de Rede em Nuvem da Huawei, Ma Liang. Até agora, a Huawei já firmou 91 contratos comerciais de 5G em todo o mundo.

Características do 5GDN

o Nuvem nativa: alavancando a arquitetura nativa, é possível unificar a infraestrutura da nuvem de telecomunicações e, consequentemente, suportar os mecanismos que atendam aos requisitos de redes centrais e de borda;
o Um núcleo: a rede principal 5G baseada em microsserviços é totalmente integrada às redes 2G, 3G, 4G e herda todos os serviços existentes. Sua implantação por meio de um núcleo aperfeiçoa o desempenho do sistema e, principalmente, garante a evolução do software na migração para a rede 5G;
o Operação em tempo real: o mecanismo de automação da rede principal integra várias funções e aproveita os recursos programáveis ​​de fluxo de trabalho, dados nativos e Inteligência Artificial para garantir a operação inteligente, simplificada e ágil da rede principal 5G;
o Computação de borda: o alto desempenho da computação de borda garante baixa latência determinística e cria um ecossistema baseado em conectividade e computação aprimoradas, colaboração na nuvem e integração rápida de serviços de terceiros.

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